Minas Gerais já recebeu 4.635 denúncias de propaganda eleitoral irregular desde o início da campanha para as eleições gerais de 2026. O número coloca o estado na terceira posição entre as unidades da Federação com mais registros feitos por meio do aplicativo Pardal, ferramenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber relatos de possíveis irregularidades.
Em todo o país, a Justiça Eleitoral contabiliza 51.395 denúncias. São Paulo lidera, com 10.388 registros, seguido pela Bahia, com 5.969. Depois de Minas Gerais aparece Pernambuco, com 3.505 denúncias.
Ranking dos estados com mais denúncias
- São Paulo — 10.388 denúncias
- Bahia — 5.969 denúncias
- Minas Gerais — 4.635 denúncias
- Pernambuco — 3.505 denúncias
Estados com menos denúncias
- Tocantins — 74 denúncias
- Roraima — 104 denúncias
- Piauí — 172 denúncias
O principal alvo das denúncias são propagandas irregulares ou fora dos padrões instaladas em vias públicas, que representam 43,78% das ocorrências. Na sequência estão propagandas em propriedades particulares, com 11,94%, além de casos envolvendo publicidade em bens públicos.
Durante o período eleitoral, a propaganda em bens públicos é submetida a regras específicas, e determinadas formas de publicidade institucional dependem de situações excepcionais e autorização da Justiça Eleitoral.
Também podem ser denunciadas irregularidades cometidas na internet, em jornais, revistas, rádio e televisão, além de problemas relacionados a materiais gráficos e adesivos em veículos que estejam fora das regras estabelecidas para a campanha.
Como usar o Pardal
O aplicativo Pardal pode ser baixado de forma gratuita nas lojas virtuais Google Play para celulares Android e App Store para iPhones.
Para acessar o aplicativo é preciso fazer login com a senha do e-título ou da plataforma Gov.br. O nome do autor da denúncia é mantido em sigilo.
Além de descrever a irregularidade, o denunciante pode anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados.
Nos casos em que a denúncia não se encaixar no escopo do Pardal, a pessoa será encaminhada para canais como o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) do estado.
fonte: Hoje em Dia



