Em entrevista exclusiva para o Correio de Minas, o deputado federal eleito assegurou que lutará pela ampliação do porte de armas para cidadãos aptos
O deputado federal eleito por Minas Gerais Caporezzo (PL-MG) pretende assumir, desde o primeiro dia de mandato, uma posição de destaque na defesa do direito à legítima defesa e da ampliação do acesso às armas de fogo por cidadãos que atendam aos requisitos legais. Policial Militar desde 2009, ele afirma que tem o objetivo de integrar a chamada “bancada da bala” no Congresso Nacional para valorizar os policiais e demais forças de segurança pública e enrigecer as leis de combate ao crime.
“Como policial que sou, pretendo fazer parte da bancada da bala”, crava Caporezzo. Entre suas prioridades, está “a luta pelo porte de armas a todo cidadão de bem que possua capacidade psicotécnica para tanto, inclusive permitindo o porte ostensivo do armamento”. A posição contrasta com a orientação tradicional da esquerda, historicamente favoráveis a políticas mais restritivas para a posse e o porte de armas. Caporezzo, por sua vez, defende que cidadãos habilitados tenham o direito de se proteger, para o parlamentar essa é uma questão de liberdade.
Legado de Bolsonaro e expansão dos registros de CACs
O parlamentar também valoriza a política de ampliação dos registros de armas implementada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Naquele período, o Brasil registrou uma expansão expressiva do número de pessoas autorizadas a integrar o universo dos Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) e considera como urgente o retorno do porte de trânsito para defesa do acervo.
Dados atribuídos ao Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que o número de pessoas com registro de CAC passou de aproximadamente 117,5 mil, em 2018, para cerca de 783,4 mil, em 2022. “O crescimento representa mais de seis vezes o contingente inicial, evidenciando a dimensão que a atividade alcançou no país. A esquerda tem repulsa a essa bandeira. Eu, todavia, tenho repulsa a esqueda e desejo queimar o estatuto do desarmamento”, provoca Caporezzo (PL-MG).
No mesmo contexto, foram registrados cerca de 904 mil novos registros para CACs, o equivalente a uma média aproximada de 619 por dia, conforme os números apresentados. Para defensores do armamento civil, a expansão representou maior acesso de atiradores esportivos, colecionadores e caçadores legalmente registrados às atividades autorizadas.
Atuação em Minas Gerais já antecipava posicionamento
A defesa dos CACs não é uma pauta nova para Caporezzo. Ainda como deputado estadual, em 2025, ele idealizou e articulou a aprovação nos dois turnos de votação, o Projeto de Lei nº 1.059/2023, que resultou na Lei Estadual nº 25.593, de 5 de dezembro de 2025. Única lei em defesa dos CAC’S aprovada em uma Assembleia Legislativa durante o governo Lula.
A legislação proíbe que apreensões de armas de fogo legalizadas sejam contabilizadas como critério de produtividade, planos de metas, prêmios de incentivo ou concessão de benefícios a servidores públicos civis e militares do Estado de Minas Gerais.
Na prática, a medida busca impedir que a apreensão de armamentos de origem legal seja utilizada como indicador positivo de desempenho funcional, distinguindo armas regularmente registradas daquelas envolvidas em irregularidades.
A aprovação da proposta nos dois turnos reforçou a atuação de Caporezzo em defesa dos proprietários legais de armas e dos CACs, uma das bandeiras associadas ao campo conservador.
Agora, com a chegada à Câmara dos Deputados, o parlamentar pretende ampliar essa agenda. “A garantia é a de trabalho para transformar a defesa do armamento civil em uma das frentes do meu mandato, com foco na liberdade, no direito à legítima defesa, no respeito aos cidadãos que cumprem as exigências legais que deve ter somente critérios objetivos e na revisão de medidas que restringem, excessivamente, o acesso às armas”, conclui o parlamentar.



