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ACISC reage a suposto boicote contra comerciantes por posições políticas em Congonhas

Uma polêmica envolvendo supostas tentativas de boicote a estabelecimentos comerciais movimenta Congonhas, a Cidade dos Profetas, após as eleições presidenciais de 2026. No segundo turno, realizado no domingo (25), Lula recebeu 18.412 votos, correspondentes a 53,41% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) obteve 16.063 votos, ou 46,59%, provocando uma reviravolta eleitoral.

Segundo relatos que circulam nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, pessoas ligadas a setores descontentes com o resultado final estariam articulando uma campanha para deixar de consumir em estabelecimentos cujos proprietários seriam identificados como eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A situação ganhou repercussão após informações sobre a suposta existência de uma lista com nomes de comerciantes que seriam alvos do movimento. Um dos empresários mencionados teria gravado um vídeo manifestando indignação e divulgado o material que estaria circulando nos grupos.

Diante da repercussão, entidades representativas do comércio local se posicionaram publicamente contra qualquer iniciativa de perseguição ou discriminação motivada por posicionamento político.

Reação

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Congonhas (ACISC) divulgou uma nota de repúdio na qual condena práticas de discriminação, assédio, intimidação, perseguição e tratamento abusivo contra pessoas, trabalhadores ou estabelecimentos comerciais por motivos políticos, ideológicos ou pessoais.

Na manifestação, a entidade destaca que a liberdade de posicionamento político é um direito fundamental e não pode ser utilizada como justificativa para boicotes, perseguições ou tentativas de silenciamento que prejudiquem a atividade econômica e a harmonia social. A ACISC também defende a neutralidade nas relações comerciais, o diálogo franco e o respeito à pluralidade de opiniões e diferenças como princípios essenciais para o desenvolvimento sustentável de Congonhas.

A polêmica ocorre após uma disputa eleitoral marcada pela polarização política. Em Congonhas, o resultado do segundo turno favoreceu Lula, repetindo o cenário registrado nas eleições presidenciais anteriores. O episódio levanta um importante debate sobre os limites da divergência política e o respeito à liberdade individual. O posicionamento político de um cidadão não deve ser motivo de intimidação ou perseguição em suas atividades profissionais e comerciais.

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