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Com filiação bem encaminhada ao PSB, Rodrigo Pacheco busca repetir Márcio Lacerda em 2008

O Senador Rodrigo Pacheco, vem adiando sobre qual partido vai se filiar, algo que pela Justiça Eleitoral tem que ocorrer até sexta feira, caso contrário fica impedido de concorrer nas eleições de outubro.

Depois de passar o ano de 2025 sem responder aos apelos de Lula para concorrer ao Governo Estadual e chegar a pensar em deixar a visa pública no final do ano, em 2026 ele mudou de ideia e começou a articular sua pré candidatura em janeiro.

Seu primeiro passo foi dar o troco em Zema e Kassab que filiaram o então Vice Governador Mateus Simões ao PSD tirando o comando do União Brasil de um aliado do Governo Estadual e passando para um aliado seu, o Deputado Rodrigo de Castro.

Como o União Brasil se encontra federado com o Progressistas, a definição do rumo do partido depende do cenário nacional onde a federação visa a neutralidade, mas pode vir a indicar o nome para compor a chapa de Flávio Bolsonaro, o que afastaria Rodrigo Pacheco do partido.

Outra opção seria o MDB, que tende a neutralidade na eleição nacional e seria uma boa opção para o Senador, devido à sua história e abrangência em Minas Gerais. Pesa contra o fato do partido já ter seu pré candidato ao Governo Estadual, o ex Presidente da Câmara de Belo Horizonte e Vereador por dois mandatos, Gabriel Azevedo.

A opção mais viável e mais próxima de Lula é o PSB, partido que busca crescer no cenário político mineiro e vê na pré candidatura de Rodrigo Pacheco ao Palácio da Liberdade uma boa oportunidade de crescer e se tornar protagonista da política mineira.

Como a condição de Rodrigo Pacheco aceitar a concorrer ao Governo Estadual é uma ampla aliança que vai além dos partidos de esquerda, mesmo concorrendo por um partido de centro esquerda como o PSB e busca repetir o feito de Márcio Lacerda em 2008, que seria concorrer com apoio do PT e do PSDB que foram rivais da política mineira entre os anos de 2002 e 2018.

Como o PT busca uma chapa com Marília Campos e Alexandre Kalil concorrendo ao Senado, restaria ao PSDB caso lance Aécio Neves à Casa Alta do Congresso Nacional, apoiar informalmente a chapa majoritária de Rodrigo Pacheco ao Governo de Minas, como o fizera na eleição municipal de Belo Horizonte em 2008, quando Márcio Lacerda foi eleito Prefeito com apoio do então Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel e do então Governador de Minas, Aécio Neves.

Em 2018, a chapa majoritária liderada por Antônio Anastasia tinha como candidatos ao Senado, Justamente Rodrigo Pacheco que concorreu pelo DEM e Dinis Pinheiro que concorreu pelo Solidariedade. O PHS que se coligou proporcionalmente com o PRP, lançou a candidatura de Carlos Viana ao Senado sem participar formalmente da chapa de Antônio Anastasia, que não foi eleito naquela eleição. Já Rodrigo Pacheco e Carlos Viana foram eleitos para o Senado ficando à frente de Dinis Pinheiro e Dilma Roussef.

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