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MG pode ter nova epidemia de dengue em 2027, alerta secretário de saúde: ‘ano difícil’

Fábio Baccheretti afirma que estado se prepara para aumento de casos em 2027 e cita histórico de ciclos da doença.

Minas Gerais pode viver uma nova epidemia de dengue em 2027. O alerta foi feito nesta quinta-feira (8/10) pelo secretário de estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti. Segundo ele, o Estado se prepara para um possível aumento expressivo de casos no próximo ano, considerando o histórico de epidemias da doença e as condições climáticas previstas.

“É um ano que vai ser difícil. Eu tenho aí 86 dias até o final para deixar o estado pronto para o ano que vem. A nossa expectativa é um ano epidêmico, um ano de muitos casos”, afirmou.

Baccheretti explica que as arboviroses têm um histórico de epidemias em ciclos de três anos entre grandes ondas da doença. A última onda aconteceu em 2024, quando o estado viveu sua pior epidemia da história, registrando mais de 1,6 milhão de casos e mais de mil óbitos. Passados três anos e com a previsão de altas temperaturas causadas pela atuação do El Niño, o secretário estima uma nova alta dos casos.

“Este ano, temos altas temperaturas e as chuvas. E é interessante que, há três anos, antes da pandemia, as epidemias de dengue vinham a cada três anos. Isso parou um pouquinho na pandemia. E olha que ano que vem é três anos depois do último ano epidêmico, que foi o pior da nossa história. Estamos nos preparando para um ano difícil”, pontuou.

Dengue, chikungunya e zika

Embora dengue, chikungunya e zika sejam transmitidas pelo mesmo mosquito, o secretário afirma que o comportamento das doenças pode variar conforme a região. A preocupação para 2027, porém, é principalmente com a dengue. “Como é o mesmo mosquito, isso depende da região. A chikungunya geralmente não afeta todo o estado ao mesmo tempo. São algumas regiões específicas. Já foi o Norte, o Triângulo, região do Vale do Aço. A dengue, não. Ela pega o estado inteiro”, explicou.

Baccheretti também citou medidas de prevenção e controle que já estão em andamento, como a vacinação e a utilização de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão dos vírus pelo Aedes aegypti. De acordo com o secretário, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) está capacitando as regiões e antecipando recursos financeiros para que os municípios possam se preparar para o período de maior circulação do vetor.

Focos dentro das casas

O secretário reforçou que o combate à dengue depende também da eliminação de criadouros dentro das residências. Segundo ele, entre 80% e 90% dos focos do mosquito estão localizados nas moradias. “É falar, orientar e fazer esse papel de preparar o sistema para o aumento de casos. Os agentes hoje são descentralizados, os drones estão no estado inteiro, localizando caixas-d’água destampadas, locais com acúmulo de lixo. Mas é um papel individual e coletivo”, afirmou.

fonte: O Tempo

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