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Brasileiros elegem a cidade mais mal-educada do Brasil em pesquisa que analisou 12 comportamentos considerados desrespeitosos em 15 grandes cidades do país

Levantamento com cerca de 1,6 mil entrevistados apontou qual é a cidade mais “rude” e virou munição em debates sobre trânsito, barulho e celular em público

Uma pesquisa colocou Goiânia como a cidade com maior percepção de grosseria entre as analisadas. O levantamento foi divulgado pela Preply, plataforma de aprendizado de idiomas, e ganhou nova onda de repercussão nas redes após reportagens retomarem o ranking e os hábitos citados.

O estudo não afirma que “todo mundo é mal-educado” em uma cidade, mas tenta medir o quanto certos comportamentos irritam e se repetem no cotidiano. Ainda assim, a conclusão gerou reações fortes, principalmente de moradores que disseram não se reconhecer na imagem de “cidade mais mal-educada”.

No topo da lista, Goiânia aparece com pontuação média 6,76, seguida por Rio de Janeiro com 6,58 e Porto Alegre com 6,50. No outro extremo, Brasília foi apontada como a mais educada, com 5,74, à frente de Natal e Curitiba.

A repercussão também abriu uma discussão maior sobre o que é “boa educação” em cidades grandes, onde pressa, estresse e hábitos digitais podem afetar a forma como as pessoas se tratam em espaços públicos.

Como foi feita a pesquisa da Preply que colocou Goiânia como a cidade mais mal-educada do Brasil

A metodologia se baseou em entrevistas com cerca de 1,6 mil residentes em 15 grandes cidades do país, realizadas entre 2 e 7 de novembro de 2022. Para participar, era preciso morar no local havia pelo menos 12 meses, segundo a própria Preply e reportagens que detalharam o estudo.

Os participantes responderam com que frequência viam 12 comportamentos considerados desrespeitosos no lugar onde vivem. Depois, as respostas foram transformadas em pontuações e agregadas em uma média geral, na qual notas maiores indicam mais percepção de grosseria.

Entre os exemplos citados no material da Preply aparecem atitudes como falar alto em públicose distrair ao celular e usar o aparelho sem fones em espaços abertos, além de outras condutas do dia a dia que afetam a convivência urbana.

O que pesou no ranking de cidades mais rudes e por que Goiânia ficou em primeiro

No recorte divulgado, Goiânia foi descrita como a líder do ranking, com média 6,76, formando o pódio com Rio de Janeiro e Porto Alegre. A Preply argumenta que o objetivo é medir costumes que incomodam no cotidiano, não rotular todos os moradores como grosseiros.

O texto da Preply aponta que, no Rio, pesaram avaliações ligadas a barulho nas ruas e distração com o celular, que receberam pontuações altas em itens específicos do questionário.

No caso de Porto Alegre, a publicação menciona reclamações ligadas a falta de atenção com estranhos na rua, como esbarrões sem pedido de desculpas, além da distração ao telefone.

Mesmo cidades com fama de pressa, como São Paulo, não ficaram no topo, o que reforçou a leitura de que o ranking reflete a soma de hábitos percebidos, e não apenas estereótipos comuns sobre cada capital.

Brasília no topo da educação e o contraste com outras capitais no ranking de cordialidade

Na outra ponta, Brasília apareceu como a cidade mais educada da lista, com pontuação 5,74, seguida por Natal e Curitiba. A Preply menciona que respeito a pedestres e trabalhadores e menor tolerância a práticas como furar fila pesaram para a capital federal.

O ranking também foi reproduzido por veículos brasileiros em janeiro de 2023, o que ajudou a popularizar a comparação entre capitais e reacendeu disputas regionais sobre quem é mais cordial.

Reação dos moradores e por que o rótulo de cidade mal-educada virou debate público

A retomada do ranking gerou uma enxurrada de comentários de goianienses dizendo que a cidade é, na prática, acolhedora com visitantes e que a fama não combina com experiências reais de convivência. Reportagens recentes destacaram essa contestação e o argumento de que a percepção externa pode distorcer a realidade local.Play Video

Um ponto central é que a pesquisa mede percepção e frequência relatada, não uma observação direta em ruas, filas ou ônibus. Em outras palavras, o resultado depende do olhar de quem responde e do que cada cidade considera “normal” ou “insuportável” no dia a dia.

Também há o fator viral. Termos como “cidade mais mal-educada” tendem a circular mais do que a explicação metodológica, o que pode aumentar a sensação de injustiça em quem mora no local e virar combustível para brigas nas redes.

Outro detalhe é que comportamentos ligados a trânsito, barulho e uso de celular são temas sensíveis em praticamente todas as capitais, mas aparecem com intensidades diferentes conforme mobilidade urbana, cultura local e tolerância social. A pesquisa virou um espelho desconfortável porque coloca hábitos comuns sob holofote.

No fim, o debate se transforma numa disputa de narrativa. De um lado, quem defende que o ranking “só diz o óbvio” sobre convivência urbana. Do outro, quem vê o estudo como rótulo injusto e reducionista para uma cidade inteira.

O que o ranking revela sobre convivência urbana e etiqueta social no Brasil

Mesmo com limitações, o estudo chama atenção para pequenos comportamentos que somam desconforto coletivo, especialmente em espaços compartilhados. A própria Preply destaca que distração ao telefone e barulho em público aparecem entre os hábitos mais citados.

Na prática, a discussão costuma voltar a três pontos que qualquer morador reconhece rápido, respeito em filas, atenção a pedestres e volume de voz em ambientes comuns. Quando esses itens falham, a sensação de “falta de educação” cresce, mesmo que a cidade tenha fama de hospitalidade em outras situações.

Se a pesquisa incomodou, ela também funcionou como gatilho para um tipo de autoavaliação coletiva, aquele momento em que todo mundo lembra do vizinho barulhento, do motorista apressado e do celular no alto-falante no meio da rua.

E você, acha que Goiânia foi injustiçada ou o ranking acertou ao expor hábitos que muita gente evita comentar? Conte nos comentários onde a convivência urbana mais pesa na sua cidade e se “boa educação” virou raridade ou exagero de rede social.

FONTE: Click petroleo e gas

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