Visitar alguns dos principais parques nacionais dos Estados Unidos ficará mais caro para turistas estrangeiros, incluindo brasileiros, a partir de 1º de janeiro de 2026. O governo norte-americano anunciou que passará a cobrar uma taxa adicional de US$ 100 (cerca de R$ 535) para estrangeiros que visitarem 11 dos parques mais famosos do país, como o Grand Canyon, no Arizona, e o Everglades, na Flórida.
A medida faz parte de uma atualização no sistema de passes anuais operado pelo Departamento do Interior (DOI), responsável pela administração das áreas de conservação. O governo afirma que a cobrança extra tem como objetivo reforçar os investimentos em preservação, segurança e infraestrutura diante do aumento no fluxo de visitantes internacionais.
Segundo Doug Burgum, Secretário do Interior, a nova política busca “garantir que os contribuintes americanos, que já financiam o Sistema de Parques Nacionais, continuem tendo acesso acessível, enquanto visitantes estrangeiros passam a contribuir de forma proporcional para a manutenção dos parques”.
Mudanças no passe anual
O popular passe anual “America the Beautiful”, que permite entrada ilimitada em mais de dois mil parques e florestas nacionais por um ano, também sofrerá alteração para visitantes internacionais. Atualmente, o passe custa US$ 80 por veículo ou grupo de até quatro adultos.
Com a mudança, turistas estrangeiros terão que pagar US$ 250 pelo mesmo passe, mais que o triplo do valor atual, enquanto cidadãos e residentes dos Estados Unidos continuarão pagando US$ 80.
Brasileiros que não desejarem adquirir o passe anual terão que pagar a sobretaxa de US$ 100 ao entrar em uma lista de 11 parques selecionados, além da tarifa normal de entrada, que varia conforme o destino.
Parques que cobrarão a taxa extra
Os parques que passarão a exigir o valor adicional são:
- Acadia (Maine)
- Bryce Canyon (Utah)
- Everglades (Flórida)
- Glacier (Montana)
- Grand Canyon (Arizona)
- Grand Teton (Wyoming)
- Montanhas Rochosas (Colorado)
- Sequoia e Kings Canyon (Califórnia)
- Yellowstone (Wyoming, Montana e Idaho)
- Yosemite (Califórnia)
- Zion (Utah)
Esses parques estão entre os mais visitados do país e recebem milhões de turistas por ano.
Dias gratuitos serão apenas para americanos
Outra mudança anunciada é que, a partir de 2026, os tradicionais “dias de visita gratuita”, datas comemorativas em que a entrada nos parques é liberada, serão exclusivos para cidadãos e residentes dos EUA.
Datas como o Memorial Day (25 de maio), o Dia da Bandeira (14 de junho), o fim de semana do Dia da Independência (3 a 5 de julho) e o Dia da Constituição (17 de setembro) não terão mais gratuidade para estrangeiros.
Impacto para brasileiros
A mudança afeta diretamente os milhares de brasileiros que visitam anualmente os parques dos Estados Unidos, especialmente aqueles situados na Flórida, Califórnia e Arizona, destinos frequentes para turistas do Brasil.
Com a nova política, uma família brasileira poderá ter que desembolsar mais de R$ 2 mil apenas em taxas de entrada, dependendo do itinerário de viagem. As medidas já estão confirmadas pelo Departamento do Interior e entram em vigor no primeiro dia de 2026.




