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Mineração de quartizo ameaça o ecoturismo na Serra do Espinhaço

⛰️ UM PATRIMÔNIO SOB ATAQUE: A única cordilheira do Brasil, a Serra do Espinhaço, vive um conflito direto entre a extração de rochas e a preservação do seu maior ativo: a beleza cênica.

​A Serra do Espinhaço é a espinha dorsal de Minas Gerais, reconhecida como Reserva da Biosfera pela UNESCO. Ela abriga campos rupestres únicos, a secular Estrada Real e trilhas icônicas. No entanto, um artigo científico de Frank Alison de Carvalho (UFVJM) alerta que essa paisagem está sendo “fatiada” pela mineração de quartzito, uma rocha ornamental cobiçada pelo mercado mundial de revestimentos.

​🚩 O Conflito Espacial

​O estudo cruzou dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) com os principais corredores turísticos da região (Estrada Real, Trilha Transespinhaço e Trilha Verde da Maria Fumaça). O resultado é alarmante:

​Sobreposição Direta: As áreas de maior beleza cênica e intensidade turística são exatamente as que concentram o maior número de projetos minerários.

​Destruição do “Cartão-Postal”: A indústria extrativista está operando literalmente ao lado de mirantes e trilhas. Para o ecoturismo, onde o valor está na contemplação, a alteração radical da topografia e do visual é um dano econômico e social direto.

​⚖️ A “Vista Grossa” da Legislação

​O ponto central do alerta é a lacuna regulatória no Brasil e em Minas Gerais:

​Falta de Avaliação Visual: A lei ambiental exige estudos sobre água e fauna, mas não exige de forma sistemática a Avaliação de Impacto Visual (AIV). Sem uma metodologia para medir o dano à paisagem, o Estado acaba licenciando minas que destroem o capital cênico da região.

​Impacto Cumulativo: As licenças são analisadas de forma isolada, ignorando que várias pequenas minas somadas resultam em uma grande tragédia ambiental e estética em toda a bacia hidrográfica.

​💡 O “Capital Paisagem”

​Diferente do minério, que um dia acaba e deixa para trás apenas crateras, o turismo é um recurso permanentemente renovável. O artigo defende que a paisagem cênica deve ser reconhecida como um capital valioso, exigindo um planejamento territorial integrado que proteja os corredores ecológicos e turísticos.

FONTE: FLORESTAL BRASIL

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