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No interior de Minas Gerais, um produtor transformou poucas mudas em uma lavoura impressionante, colhe goiabas gigantes de até 1 quilo o ano inteiro, sustenta a família só com a terra e mostra como manejo simples pode gerar frutos fora do padrão e renda contínua no campo

Em Fortaleza de Minas, no sul de Minas Gerais, um produtor paranaense reergueu o pomar após geada, plantou poucas mudas e hoje colhe goiabas gigantes o ano inteiro, vendidas por quilo para clientes e fábricas de doce, com poda, limpeza de brotos, irrigação por poço artesiano e microaspersores na região

O caso das goiabas gigantes acontece em Fortaleza de Minas, no sul de Minas Gerais, na divisa com Pratápolis, onde o produtor Milton mantém um sítio que virou referência local por entregar fruta fora do padrão e colheita contínua. Ele afirma que vive apenas da renda do sítio, com colheita “rodando” durante o ano inteiro.

No pomar, as goiabas gigantes aparecem em sequência, muitas delas tão pesadas que chegam perto do chão e exigem manejo para evitar quebra de galhos. Na rotina de Milton, entram limpeza de brotação, retirada de folhas e ramos próximos ao tronco, irrigação e colheita por ponto de maturação, com parte da produção seguindo para clientes diretos e para fábrica de doce.

Fortaleza de Minas, um sítio na divisa e uma lavoura que nasceu de poucas mudas

A visita ao sítio começa cedo, com o relato de que Milton é paranaense e mora hoje em Minas Gerais, na cidade de Fortaleza de Minas, confirmada repetidamente durante a conversa para evitar confusão com o nome do município.

A área fica próxima de Pratápolis, e o ambiente é descrito como interior, com lavouras diversificadas e forte presença de atividades rurais ao redor.

Milton conta que a lavoura atual nasceu de um começo simples: ele foi “trazendo umas mudinhas” e plantando “os pezinhos bons” de goiaba.

O pomar passou por um evento de geada que matou a lavoura antiga, forçando rebrote e reconstrução do sistema produtivo até chegar ao estágio atual, em que as goiabas gigantes aparecem como produto principal.

Goiabas gigantes: pesos reais, padrão fora da curva e galhos que quebram

No meio das plantas, o tamanho chama atenção logo no primeiro contato.

Uma fruta é estimada em cerca de 600 gramas, com a medição feita pela comparação direta com a mão, e o produtor afirma que há goiaba de 1 kg na área.

Em outro trecho, surge a indicação de que duas goiabas passam de um quilo, reforçando a escala dos frutos.

O peso traz consequência prática: galho quebra.

A descrição é objetiva, sem romance rural: quando a planta carrega muito, se não escorar, quebra, e isso aparece como situação recorrente “na cidade”, atribuída ao peso próprio dos frutos.

Em vários pontos do pomar, as goiabas gigantes estão tão carregadas que encostam em ramos, pendem para baixo e exigem atenção contínua para evitar perdas.

Colheita o ano inteiro e venda por quilo: fluxo constante de renda no campo

A colheita é descrita como contínua.

A frase repetida é que “vai rodando e vai colhendo, não para”, com produção o ano inteiro.

Isso é apresentado como a base da renda: com goiabas gigantes saindo em diferentes momentos, o produtor afirma manter “um trocado” durante o ano todo, sem depender de uma única janela anual de safra.

O modelo de comercialização citado é simples e direto: a goiaba é vendida por quilo.

Além de clientes que compram para consumo, há menção de saída para fábrica de doce, com pessoas pegando fruta “para doce”.

Esse detalhe aparece também quando se fala de retirar as maduras para atender demanda de comprador que estava “querendo”, o que força uma colheita pontual para separar fruta no ponto.

Manejo simples, mas disciplinado: limpeza, desbrota e poda para sustentar as goiabas gigantes

Ao ser questionado sobre o “segredo” das goiabas gigantes, Milton diz que “não tem muito segredo”, mas descreve um conjunto de práticas que, somadas, criam padrão de manejo.

Ele fala em tirar talinhos, fazer limpeza e retirar “as primeiras folhas” quando a planta está com goiaba, além de desbrotar, mantendo a área do tronco mais limpa.

O manejo aparece como trabalho constante, mais próximo de rotina do que de técnica sofisticada.

A fala destaca que o produtor trabalha enquanto conversa, colhe, observa maturação e mantém a lavoura em ordem.

O resultado visível é a carga alta por planta e a repetição de frutos grandes, com as goiabas gigantes se tornando a assinatura do sítio.

Irrigação e estrutura de lavoura: microaspersor e água de poço artesiano

Em meio ao pomar, surge a referência à irrigação, com menção a microaspersor e uso de água de poço artesiano.

A irrigação é descrita como parte do funcionamento do sistema, principalmente em contexto de sol forte e necessidade de manter regularidade de produção.

Esse detalhe ajuda a explicar a constância da colheita, já que as goiabas gigantes aparecem vinculadas a um pomar que não depende apenas de chuva.

O produtor é visto operando na área e a conversa reforça que o sítio tem manejo ativo, com intervenção regular e acompanhamento do pomar.

Rua de plantio, sombra e decisão de não consorciar demais

Em um trecho, a largura entre uma rua e outra é observada como cerca de dois metros e meio, levantando a ideia de plantar algo no meio.

A resposta caminha para a cautela: “aumenta o trabalho”, “sai muito mato”, especialmente na época de chuva, e o consórcio nem sempre é recomendado dependendo da cultura.

A comparação aparece com o figo, onde a avaliação é que “não é bom plantar” outras coisas junto e “é melhor deixar ele mesmo”.

No caso da goiaba, há o comentário de que “a goiaba dá mais sombra”, o que também influencia decisões de manejo no interior da lavoura.

Tudo isso conversa com a realidade de manter goiabas gigantes sem perder o controle da área.

Outras culturas no mesmo sítio: abóbora de 28 kg, jiló e lavoura de figo

O sítio não vive só de goiaba.

No caminho, aparece uma abóbora de 28 kg, mostrada como fruto de área de composto e sol quente.

Há menção de venda de abóbora e ligação com fábrica de doce, indicando uma lógica de aproveitar canais de comercialização regionais.

Também surge jiló, descrito como algo plantado “aos pés”, e a lavoura de figo ganha um bloco próprio: os pés são mostrados lado a lado, com referência de que estão ali há cerca de sete anos, com poda, “poda verde”, retirada de brotação e limpeza.

Para o ponto de colheita do figo, o critério citado é prático: tamanho e cor, pela experiência de quem “mexe com isso há muitos anos”.

Clima, mato e manutenção diária: roçadeira, chuva e perdas pontuais

A fala traz o peso da rotina.

A chuva é descrita como “solução” e “problema” ao mesmo tempo, porque ajuda mas faz crescer o mato, exigindo roçagem.

A roçadeira aparece como ferramenta na área, com o produtor roçando e mantendo a lavoura transitável.

Também há menção de chuva de pedra, associada a estragos e diferenças entre partes da lavoura, além de um comentário sobre goiabas começando a estragar em determinado ponto, reforçando que a produção contínua exige colheita constante para reduzir perdas.

No pano de fundo, as goiabas gigantes não aparecem como milagre agrícola, e sim como resultado de repetição diária de manejo.

Uma produção que sustenta a família e mantém clientela na região

Milton afirma que a renda vem do sítio e que “dá para viver”, justamente porque a goiaba sai o ano inteiro e há clientela.

Ele cita que “vende bem”, com compradores recorrentes e procura constante, além de saídas para doce.

A percepção do visitante é de que “não se vê goiaba assim” com frequência, sugerindo que o tamanho grande vira diferencial de mercado.

O contexto regional também aparece: sul de Minas, interior produtivo, vizinhança rural, e a ideia de que quem chega à região muitas vezes não quer ir embora, pela tranquilidade e pelo perfil hospitaleiro descrito durante a conversa.

Fonte: Click petroleo e gas

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