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Lua de Neve aparecerá nos próximos dias e marcará um raro calendário lunar de 2026 com 13 luas cheias, nomes indígenas curiosos, explicações científicas e a chegada da primeira Lua Azul do ano

Calendário lunar de 2026 traz sequência incomum de 13 luas cheias, com a tradicional Lua de Neve e a primeira Lua Azul do ano em maio. Nomes indígenas variados e explicações astronômicas sobre o ciclo lunar ajudam a entender por que datas mudam conforme o fuso. A próxima lua cheia, conhecida como Lua de Neve, ocorre em 1º de fevereiro de 2026 e abre um ano incomum para quem acompanha o céu: 2026 terá 13 luas cheias, uma a mais do que o padrão mais frequente de 12.

A “lua extra” aparece porque o ciclo entre uma lua cheia e outra dura cerca de 29 dias e meio, enquanto o calendário civil soma meses com 30 ou 31 dias. Em alguns anos, essa diferença permite que uma lua cheia “encaixe” a mais no mesmo ano.

Por que fevereiro é chamado de Lua de Neve

A expressão “Lua de Neve” vem de um conjunto de nomes tradicionais associados às luas cheias, popularizados sobretudo na América do Norte. Em regiões do nordeste dos Estados Unidos, o mês de fevereiro costuma concentrar nevascas intensas, o que ajudou a fixar a ideia de um período marcado por neve abundante.Ainda assim, não existe um único “dicionário” de nomes.

Povos indígenas de diferentes áreas registraram denominações próprias para a lua cheia de fevereiro, de acordo com um levantamento reunido pelo Planetário da Western Washington University. É por isso que o mesmo fenômeno aparece descrito com imagens distintas, às vezes até opostas, dependendo da paisagem e da experiência local.

Nomes indígenas diferentes para o mesmo plenilúnio

Entre os exemplos citados por esse compilado, há descrições que se aproximam da ideia de neve, mas sem repetir literalmente o termo “Snow Moon”. O povo Arapaho, das Grandes Planícies, usa uma expressão associada a gelo e brilho: “geada brilhando ao sol”.Em outra direção, o texto menciona um nome que contrasta com o imaginário do inverno rigoroso.

A tradição Zuni, no Novo México, aparece com “onon u’la’ukwamme”, traduzido como “sem neve nas trilhas”, um lembrete de que nem todas as regiões vivem fevereiro da mesma forma.

Também há denominações inspiradas em animais presentes no cotidiano de cada território. No noroeste do Pacífico, a referência Tlingit para a lua cheia do período aparece como “s’eek dis”, associada à “lua do urso negro”. Já no Alasca, a menção Haida reúne outra imagem: “hlgit’un kungáay”, descrita como “lua do ganso”.

Lua de Neve abre 2026 com 13 luas cheias, nomes indígenas curiosos e a primeira Lua Azul do ano em maio. Entenda o calendário lunar.
Lua de Neve abre 2026 com 13 luas cheias, nomes indígenas curiosos e a primeira Lua Azul do ano em maio. Entenda o calendário lunar.

O que a ciência chama de lua cheia

Do ponto de vista astronômico, a lua cheia acontece quando a Terra fica aproximadamente entre o Sol e a Lua e, por isso, o hemisfério lunar voltado para nós aparece iluminado.

Essa fase se repete em um ciclo de cerca de 29,5 dias, o chamado mês sinódico, que serve de base para calendários lunares e para a previsão de fases ao longo do ano.

É nesse encaixe entre um ciclo “quebrado” em relação aos meses do calendário civil que surgem anos com 13 luas cheias.

Quando a primeira lua cheia de um mês ocorre logo nos primeiros dias, abre-se a chance de outra lua cheia acontecer ainda dentro do mesmo mês — o mecanismo que dá origem, na definição mais popular, à chamada Lua Azul.

Maio com duas luas cheias e a primeira Lua Azul de 2026

Em 2026, a sequência que chama mais atenção está em maio, mês que concentra duas luas cheias.

A primeira ocorre em 1º de maio, tradicionalmente chamada de Lua das Flores, e a segunda aparece em 31 de maio, data em que o calendário registra a Lua Azul do ano pela definição “mensal”, ou seja, a segunda lua cheia dentro do mesmo mês.

Apesar do nome, a Lua Azul não indica mudança de cor. Em geral, trata-se apenas de um rótulo popular para um evento estatístico raro, que costuma se repetir em intervalos de aproximadamente dois a três anos.

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Em situações específicas, partículas na atmosfera podem alterar a percepção de cor da Lua, mas isso depende de condições ambientais e não é uma característica “obrigatória” desse tipo de lua cheia.

O calendário de 13 luas cheias ao longo de 2026

Depois da Lua de Neve em 1º de fevereiro, a próxima lua cheia está marcada para 3 de março, associada ao nome Lua de Minhoca.

Além de ser um marco do calendário de fases, março de 2026 coincide com uma temporada de eclipses, e há previsão de eclipse lunar no mesmo período, o que pode aumentar o interesse pelo céu noturno, dependendo da visibilidade em cada região.

Na sequência, abril traz a chamada Lua Rosa, mas aqui um detalhe importa: a data pode variar conforme o fuso horário.

Algumas tabelas registram o fenômeno em 1º de abril em horários locais de partes das Américas, enquanto outras apontam 2 de abril quando a referência é em horários europeus.

No Brasil, pode ocorrer na virada, a depender do horário exato do pico.

O restante do ano mantém a cadência quase mensal, com a Lua de Morango no fim de junho e a Lua dos Cervos no fim de julho, nomes tradicionais que circulam em calendários populares de observação.

Em agosto, aparece a Lua do Esturjão, novamente com possibilidade de diferença de um dia entre fontes por causa de fuso — um efeito esperado quando o horário exato cai perto da meia-noite em algumas regiões.

Em setembro, o destaque costuma ser a Lua da Colheita, associada ao período agrícola e, em alguns calendários, também chamada de Corn/Harvest Moon.

Outubro vem com a Lua do Caçador, novembro com a Lua do Castor e dezembro encerra com a Lua Fria, mantendo a tradição de nomes que atravessou almanaques e calendários de divulgação científica.

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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