Diácono, Celso Carvalho de Andrade, Denisy Leijoto Sampaio e Padre Júnior Luiz de Azevedo, idealizadores do “Memorial dos Párocos”.
A Paróquia de São Gonçalo celebrou no domingo, 01/02, na Matriz de São Gonçalo, Missa de inauguração do “Memorial dos Párocos”, conduzida pelo Padre Júnior Luiz de Azevedo. A pesquisa do Memorial traça uma trajetória dos padres que assumiram a Paróquia de São Gonçalo, no período de 1860 a 2026. Foram 16 párocos, sendo o primeiro: José Maria Monteiro de Barros (Josino), filho do Barão de Paraopeba José Romualdo Monteiro de Barros.

A Missa teve a participação de pessoas que contribuíram com o projeto e ajudaram na recuperação de fotografias. Elas entraram com os quadros, que depois de bentos, foram afixados na parede de um corredor onde se instalou o Memorial. – “Um momento histórico de gratidão. Memória espiritual da trajetória de nossa Paróquia na vocação de tantos padres que vieram fazer esse caminho de condução do Evangelho do povo da comunidade;” destacou Padre Júnior.
Párocos homenageados
Paroquiato 1860 – 1881: Padre José Maria Monteiro de Barros (Josino); Padre Jacintho 1881 – 1914: Evangelista Pinheiro Paroquiato; 1914 – 1947: Padre Virgílio Monteiro de Castro Penido; 1948 – 1950: Padre José Mendes de Aguiar; 1950 – 1954: Padre Antônio Donato de Lima; 1954 – 1955: Padre Altamiro de Faria; 1955 – 1967: Padre José Soares Guimarães; 1967 – 1988: Padre Francisco de Assis Vale; 1988 – 1989 / Fev. 1996 a Jul. 1996: Padre Paulo Ribeiro de Faria; 1989 – 1990: Padre Calixto Ardisson; 1990 – 1996: Padre José Athanásio Coelho; 1996 – 2005: Padre Eduardo Pedro Lopes; 2005 – 2014: Padre Ivan Alves da Silva; 2014 – 2016: Padre Carlos Maria dos Santos; 2016 – 2022: Padre Wellington Eládio Nazaré de Faria; 2022 – Padre Júnior Luiz de Azevedo. A exposição inclui Celso Carvalho de Andrade, Ordenação Diaconal: 13/11/2021.

O “Memorial dos Párocos” tem curadoria de Denisy Leijoto Sampaio, coordenadora da pesquisa alertou: “Memorial de história rica, cujo cuidado depende de nós, para que não se perca de forma irreversível”.
A realização é do PascoM e da Paróquia de São Gonçalo. Tarcísio Martins cuidou das fotografias e quadros. O novo espaço cultural religioso está aberto ao público.
Matriz de São Gonçalo da Ponte

A construção original foi executada basicamente em pedra, com fechamento em argamassa de areia, cal e terra. No interior utilizou-se a madeira para compor altares, forro, coro e telhado. Os possíveis fundadores do arraial de Passagem do Paraopeba, (São Gonçalo da Ponte), atual Belo Vale, Paiva Lopez e Gonçalo Álvares se inspiraram em São Gonçalo do Amarante, santo português, para dar nome à igreja construída por eles. São Gonçalo do Amarante recebeu em Belo Vale uma versão para São Gonçalo da Ponte. Acredita-se que homenagearam a São Gonçalo, devido a uma ponte que ele construiu em Amarante, Portugal, a qual se identificava com uma travessia de madeira, sobre o Rio Paraopeba, logo abaixo da Matriz.
A Matriz foi tombada pelo Decreto nº. 016/2004. O documento tinha relevância para a proteção, entretanto não sustentava às normas atuais de um tombamento para efeitos legais de ICMS – Cultural IEPHA-MG. O processo foi reaberto; ganhou novo tombo protegido por Decreto nº. 685/2021. Em 2022, o dossiê foi protocolado no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA-MG.

Tarcísio Martins, jornalista; fotografias.





