Até o fim de 2025, o cenário eleitoral mineiro caminhava para uma chapa unificada da direita encabeçada pelo PSD, que contemplaria o Novo com a vaga de Vice, PL e a Federação União Progressista Brasileira (composta por União Brasil e Progressistas) com uma vaga para o Senado cada.
Ao mesmo tempo, Lula não conseguia convencer o Senador Rodrigo Pacheco (PSD) a liderar a chapa da oposição levando o PT a buscar nomes internos e alianças com pré candidatos e lideranças de outros partidos como o ex Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre kalil (PDT), o ex Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB) e o atual Presidente da ALMG, Tadeuzinho.
Mas em janeiro, o cenário político alterou com a mudança de postura de Rodrigo Pacheco não só concorrer ao Governo do Estado como também em dar o troco no grupo governista que filiou o vice governador Mateus Simões no PSD. Para tal, busca o União Brasil, federado com o Progressistas, que tem como pré candidato ao Senado o atual Secretário Estadual de Governo Marcelo Aro.
Concorrendo pelo União Brasil, um partido de centro direita, sai da polarização pretendida pelo grupo governista, que perde força partidária e tempo de televisão, que mesmo no tempo das redes sociais, é muito importante para um candidato pouco conhecido do eleitorado e com baixo desempenho nas pesquisas.
Como Minas Gerais, mesmo sendo o segundo colégio eleitoral do Brasil, é o Estado que desde a redemocratização definiu a eleição presidencial, não só o Presidente Lula como também o Senador Flávio Bolsonaro, buscam palanques fortes no Estado.
Considerando que PSD e Novo pretendem lançar candidaturas presidenciais, com o Governador paranaense Ratinho Júnior e o Governador mineiro, Romeu Zema, o PL precisa de um palanque forte em Minas Gerais para dar suporte a candidatura de Flávio Bolsonaro no Estado.
Pela atual conjuntura, o nome mais viável no atual momento é o do Senador Cleitinho, que lidera as pesquisas de intenção de voto junto com o Deputado Federal Nikolas, que pretende concorrer à reeleição visando não só manter como ampliar a bancada do partido na Câmara dos Deputados.
Atualmente no Republicanos, Cleitinho pode migrar para o PL com o intuito de fortalecer ainda mais o número de legenda no Estado ou continuar no Republicanos, que poderia apoiar o PL a nível nacional em troca do apoio do partido as candidaturas aos Governo das duas principais unidades federativas do Estado, São Paulo e Minas Gerais.
Com a entrada de Cleitinho na disputa, o Senador Carlos Viana, pode vir a compor a chapa concorrendo a reeleição e a outra vaga para o Senado ficaria com o Deputado Federal Domingos Sávio, atual Presidente do PL, também cotado para ficar como uma das vagas para o Senado na chapa de Mateus Simões, que sem o PL, ficaria como uma vaga disponível.
Até o próximo quatro de abril, quando se fecha a janela partidária, o cenário político estará menos especulativo e mais objetivo, com articulações visando as formações de chapas majoritárias e composições das mesmas, o que será confirmado no período de convenções partidárias, entre 20 de julho e cinco de agosto.
O prazo de registro das candidaturas se estende até dia 15 de agosto, um dia antes do início da campanha eleitoral que vai até o dia três de outubro, dia que antecede o primeiro turno da eleição.
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