×

Cenário político pode levar Cleitinho a concorrer ao Governo Estadual

Até o fim de 2025, o cenário eleitoral mineiro caminhava para uma chapa unificada da direita encabeçada pelo PSD, que contemplaria o Novo com a vaga de Vice, PL e a Federação União Progressista Brasileira (composta por União Brasil e Progressistas) com uma vaga para o Senado cada. 
Ao mesmo tempo, Lula não conseguia convencer o Senador Rodrigo Pacheco (PSD) a liderar a chapa da oposição levando o PT a buscar nomes internos e alianças com pré candidatos e lideranças de outros partidos.
Mas em janeiro, o cenário político alterou com a mudança de postura de Rodrigo Pacheco não só concorrer ao Governo do Estado como também em dar o troco no grupo governista que filiou o vice governador Mateus Simões no PSD. Para tal, vai se filiar no União Brasil, federado com o Progressistas, que tem como pré candidato ao Senado o atual Secretário Estadual de Governo Marcelo Aro, também cotado para concorrer ao Governo.
Concorrendo pelo União Brasil, um partido de centro direita, sai da polarização pretendida pelo grupo governista, que perde força partidária e tempo de televisão, que mesmo no tempo das redes sociais, é muito importante para um candidato pouco conhecido do eleitorado e com baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
Como Minas Gerais, mesmo sendo o segundo colégio eleitoral do Brasil, é o Estado que desde a redemocratização definiu a eleição presidencial, não só o Presidente Lula como também o Senador Flávio Bolsonaro, buscam palanques fortes no Estado.
Considerando que PSD e Novo pretendem lançar candidaturas à Presidência da República, o PL precisa de um palanque forte em Minas Gerais para dar suporte a candidatura de Flávio Bolsonaro no Estado. 

Pela atual conjuntura, o nome mais viável no atual momento é o do Senador Cleitinho, que lidera as pesquisas de intenção de voto junto com o Deputado Federal Nikolas, que pretende concorrer à reeleição visando não só manter como ampliar a bancada do partido na Câmara dos Deputados.
Atualmente no Republicanos, Cleitinho pode migrar para o PL com o intuito de fortalecer ainda mais o número de legenda no Estado ou continuar no Republicanos, que poderia apoiar o PL a nível nacional em troca do apoio do partido as candidaturas aos Governo das duas principais unidades federativas do Estado, São Paulo e Minas Gerais.
Com a entrada de Cleitinho na disputa, o Senador Carlos Viana, pode vir a compor a chapa concorrendo a reeleição e a outra vaga para o Senado ficaria com o Deputado Federal Domingos Sávio, atual Presidente do PL, também cotado para ficar como uma das vagas para o Senado na chapa de Mateus Simões, que sem o PL, ficaria como uma vaga disponível.
Atravessando um difícil momento familiar, o Senador deu um tempo nas articulações políticas. Caso deicida permanecer no Senado, o PL estuda o lançamento da pré candidatura do atual Presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, que chegou a se reunir com dirigentes do partido, como um possível nome para compor a chapa com Cleitinho.
Até o próximo quatro de abril, quando se fecha a janela partidária, o cenário político estará menos especulativo e mais objetivo, com articulações visando as formações de chapas majoritárias e composições das mesmas, o que será confirmado no período de convenções partidárias, entre 20 de julho e cinco de agosto. O prazo de registro das candidaturas se estende até dia 15 de agosto, um dia antes do início da campanha eleitoral que vai até o dia três de outubro, dia que antecede o primeiro turno da eleição.

Receba Notícias Em Seu Celular

Quero receber notícias no whatsapp