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Pré candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência: perfil, possíveis vices e alianças

       Com um perfil mais discreto em relação a seus irmãos, Eduardo e Carlos, Flávio Bolsonaro exerceu quatro mandatos na ALERJ até ser eleito Senador em 2018, mesmo ano que seu pai chegou à Presidência da República.

       Em um cenário político bem diferente ao de 2018, onde a onda bolsonarista chegou a seu auge somada ao ápice do antipetismo, a pré candidatura de Flávio Bolsonaro adota uma estrutura bem diferente de seu pai em 2018, quando foi eleito e em 2022, quando foi derrotado pelo atual presidente Lula.

      Com experiência de 24 anos de mandatos legislativos (16 na ALERJ e 8 no Senado), Flávio Bolsonaro, busca um vice mais ao centro que possa agregar a sua candidatura, ao contrário de seu pai que escolheu um General para compor a chapa de 2018 e outro para a chapa de 2022.

      Buscando se aproximar do centro, as principais opções para vice são: o Governador do Paraná  e um dos pré candidatos a Presidente pelo PSD, Ratinho Júnior; o Governador de Minas Gerais e pré candidato a Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema e a ex Ministra da Agricultura no Governo Jair Bolsonaro e atual Senadora pelo Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina.

      Ratinho Júnior traria o PSD para chapa e toda sua estrutura nacional, além da estrutura de comunicação de seu pai, o empresário e apresentador Ratinho. Por outro lado, pode ser utilizada como moeda de troca para Gilberto Kassab, Presidente nacional do PSD, ser vice de Tarcísio de Freitas em sua recandidatura ao Governo de São Paulo. Contra Ratinho Júnior, além da rejeição a participação de Kassab na chapa de Tarcísio de Freitas pesa também o fato do mesmo, até o momento não conseguir definir seu candidato ao Governo do Paraná, para concorrer contra o Senador Sérgio Moro, que lidera as pesquisas de intenção de voto no Estado, o que pode fazer recuar do projeto nacional e dedicar a sua sucessão.

     Romeu Zema teria como fator principal ser Governador eleito e reeleito em primeiro turno em Minas Gerais, Estado que decidiu todas as eleições democráticas desde 1955 com JK. Pesa contra ele, o fato de não conseguir alavancar a pré candidatura de seu atual vice Governador, Mateus Simões, que assume o Governo em março para concorrer à reeleição. Se for buscar um nome em Minas e alinhado com sua pré candidatura à Presidência da República, melhor tentar o nome do Senador Cleitinho, líder nas pesquisas de intenção de voto para o Governo Estadual e que deu uma pausa nas negociações para concorrer ao Governo devido a um problema de saúde do irmão mais novo, o que é diferente de ter desistido de sua pré candidatura.

     Tereza Cristina seria uma forma de buscar o voto feminino e do agronegócio à chapa. Sua experiência como Deputada Federal, Ministra da Agricultura durante o Governo Jair Bolsonaro e como Senadora eleita em 2022 também podem agregar a pré candidatura, além de ser uma forma de trazer seu partido, o Progressistas e consequentemente o União Brasil para a chapa, dado que são partidos federados. E é justamente seu atual partido, que pode impedir a participação dela na chapa de Flávio Bolsonaro. Como foi eleita para um cargo majoritário não precisaria esperar a janela partidária para trocar de partido, mas tem que decidir até o encerramento da mesma em 04 de abril.

   Além da escolha do nome para compor sua chapa, Flávio Bolsonaro, busca formar uma aliança de centro direita com Republicanos, Federação União Brasil, Novo e PSD, o que pretendia Gilberto Kassab, mas com Tarcísio de Freitas como candidato à Presidente. Com exceção do Novo, o Presidente Lula atua para que estes partidos, caso não participem da chapa governista, permaneçam neutros a nível nacional e liberem os diretórios estaduais para formarem/comporem chapas de acordo com o cenário político de seus Estados.

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