Ficar dois anos sem mandato após concluir o mandato de prefeito ou correr o risco de ficar quatro anos sem mandato ao deixar a Prefeitura em 2026 é o dilema dos Prefeitos reeleitos em 2024. Conquistando êxito na eleição pelo cargo que disputaram seria um intervalo de nove meses entre deixar o Executivo Municipal para assumir o novo cargo no Executivo Estadual. No caso de eleições legislativas seriam 10 meses sem mandato.
Em 2022, dentre os Prefeitos que renunciaram ao mandato para concorrer a eleição daquele ano, destacam-se: o Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, renunciou á Prefeitura de Belo Horizonte para concorrer ao Governo do Estado. Como não obteve êxito, está a quatro anos sem mandato e em 2026 vai tentar novamente chegar ao Executivo Estadual pelo PDT. Rafael Simões, Prefeito de Pouso Alegre, deixou a Prefeitura para concorrer ao cargo de Deputado Federal. Eleito naquele ano, ficou apenas 10 meses sem mandato.
Para três Prefeitos de diferentes regiões de Minas, o risco de ficar sem mandato não aparenta ser problemas para eles que já anunciaram que deixarão seus cargos para concorrer na eleição de outubro. São eles:
Gleidson Azevedo: irmão gêmeo do Senador Cleitinho, foi eleito Prefeito de Divinópolis em 2020 e reeleito em 2024. Apontado como potencial puxador de votos do Novo para a Câmara Federal, foi cogitado como Vice de Mateus Simões como estratégia de garantir o apoio de Cleitinho a chapa governista. Anunciou que deixaria a Prefeitura de Divinópolis para concorrer a Deputado Federal. Até abril, junto com seus irmãos Cleitinho e Eduardo Azevedo podem decidir um único partido em comum, como também sua candidatura a Deputado Federal, além de dobrar com a candidatura a Deputado Estadual do irmão, servirem de base para uma eventual candidatura ao Executivo de Cleitinho.
Luís Eduardo Falcão: Eleito Prefeito de Patos de Minas em 2020 e reeleito em 2024. Assumiu a Presidência da AMM em 2025, após derrotar o então presidente Marcos Vinícius. Cogitado como candidato a Vice na chapa de Cleitinho, pretendia deixar a Prefeitura de Patos de Minas e consequentemente a Presidência da AMM somente para concorrer ao Governo. Agora pretende concorrer em outubro deixando o cargo a concorrer em aberto, que pode ser Governador, Vice Governador, Senador ou até mesmo Deputado Federal. Junto com sua esposa, a Deputada Estadual Lud Falcão, pode se filiar ao Republicanos.
Marília Campos: Vereadora eleita em Contagem em 2000, foi eleita Deputada Estadual e Prefeita de Contagem em 2004 e reeleita em 2008. Dois anos após deixar Prefeitura de Contagem retornou a ALMG, reeleita para o terceiro mandato em 2018, voltou a Prefeitura de Contagem em 2020 sendo reeleita em 2024. Com mandato até 2028, pretende deixar o cargo para concorrer ao Senado, o que foi aprovado pelas Executivas Estadual e nacional do PT.
A depender da conjuntura, do porte da cidade que governam e suas articulações regionais ou projetos políticos eleitorais ao qual estão inseridos, outros Prefeitos podem deixar seus cargos para concorrer a Deputado Estadual ou Federal. No caso de Vice Prefeitos, não é necessária a renúncia, nem a licença para concorrer ao cargo, podem concorrer mantendo-se no mandato de Vice Prefeito.





