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O novo pedágio invisível pode virar armadilha nacional: sem fila, sem cabine e sem cancela, o Free Flow cobra automático por tag ou OCR, muita gente pode esquecer o prazo de 30 dias, levar multa grave de R$ 195,23 e ainda ficar com o pedágio pendente no sistema

Sem praça, sem fila e sem cancela, o novo pedágio de livre passagem usa pórticos para ler placas por OCR ou cobrar pela tag. A regra dá 30 dias para pagar, com prorrogação no dia útil, mas quem esquece enfrenta multa grave e mantém o débito pendente no sistema ainda.

O novo pedágio já está mudando a forma como muita gente cruza trechos rodoviários: você passa e não vê cabine, não para, não recebe papel e nem sempre percebe que houve uma cobrança. A sensação de fluidez é real, mas a cobrança também é. No modelo Free Flow, a conta pode chegar por tag ou por OCR, e o risco começa quando o motorista segue a viagem como se nada tivesse acontecido.

A regra prevê 30 dias para o pagamento, a contar do dia da passagem, com extensão para o próximo dia útil se a data final cair em fim de semana ou dia não útil. O problema é simples e repetido: esquecer o prazo não some só com a multa grave, porque o débito do pedágio continua pendente.

O que o Free Flow faz na prática quando você atravessa o pórtico

novo pedágio no Free Flow usa OCR e tag para cobrar sem cabine, mas exige atenção ao prazo de 30 dias, porque a multa grave de R$ 195,23 pode vir antes e o débito ainda fica pendente no sistema.

O Free Flow funciona como um sistema de livre passagem em que a cobrança ocorre sem cancela e sem cabine.

No lugar da praça tradicional, entram pórticos ao longo da via, responsáveis por identificar o veículo e registrar a passagem, conectando aquela travessia a uma cobrança posterior.

Na rotina do motorista, a mudança é sair do pagamento visível para a cobrança silenciosa.

A identificação pode ocorrer por tag, para quem já usa dispositivos de pagamento automático, ou por OCR, tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres que lê a placa, no mesmo conceito de captura utilizado em sistemas de fiscalização.

Quando a tag está ativa, o processo tende a ser automático; quando depende de OCR, a responsabilidade de buscar o pagamento dentro de 30 dias pesa mais, porque não há o “ritual” da cabine para lembrar.

A regra dos 30 dias e por que a sinalização vira parte do risco

A lógica do prazo é direta: passou pelo ponto de Free Flow, começa a contar 30 dias. Se o 30º dia cair em fim de semana ou dia não útil, o pagamento é empurrado para o próximo dia útil.

O detalhe é que 30 dias parecem longos, mas desaparecem rápido quando não existe fila, recibo ou parada obrigatória.

Há um dever de informação previsto: quando existir Free Flow naquele trecho, deve haver sinalização com antecedência suficiente para que o motorista saiba onde está entrando e até possa evitar a passagem.

Isso não elimina o risco de esquecimento, mas muda a discussão sobre previsibilidade: sem aviso, o novo pedágio vira surpresa; com aviso, vira compromisso que o motorista precisa lembrar de quitar em 30 dias.

Quando vira infração e por que a multa grave não encerra a conta

O marco que muda o jogo é o 31º dia. Passados os 30 dias, no primeiro dia útil seguinte, se não houver pagamento, a regra prevê expedição de notificação e enquadramento como infração de natureza grave, com multa grave de R$ 195,23.

É aí que o novo pedágio pode virar armadilha: a punição chega, mas não resolve o débito original.

O ponto menos intuitivo, e que costuma gerar discussão, é que pagar a multa grave não apaga a tarifa do pedágio.Play Video

A multa grave pune o não pagamento no prazo; o débito do novo pedágio continua existindo como cobrança pendente no sistema.

Em termos práticos, são duas coisas diferentes: uma é penalidade administrativa, a outra é a tarifa devida pela passagem registrada via Free Flow e OCR ou via tag.

Como reduzir o risco sem depender de sorte ou de memória

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Para quem já usa tag, a tendência é sentir menos a mudança, porque a cobrança ocorre automaticamente, mas ainda vale conferir se a tag está ativa e vinculada ao veículo certo.

Um erro de cadastro pode transformar conveniência em dor de cabeça, porque o Free Flow não tem cabine para alertar sobre falha na hora.

Para quem paga depois, a disciplina é o que evita a multa grave: registrar a data da passagem, lembrar do prazo de 30 dias e consultar periodicamente os canais de cobrança do trecho concedido.

Não é preciso fazer disso um drama, mas dá para tratar como conta recorrente, do mesmo jeito que se acompanha multas, licenciamento e outros débitos.

E, no novo pedágio, o que costuma doer não é só o valor, é o acúmulo de esquecimentos em diferentes pontos de Free Flow.

O novo pedágio no modelo Free Flow troca a fila por pórticos, tag e OCR, com promessa de fluidez, mas também com uma nova obrigação: pagar em 30 dias para não cair em multa grave de R$ 195,23.

A parte que mais confunde é que a multa grave não limpa o débito do pedágio, que pode seguir pendente no sistema.

Na sua rotina, o que te faria esquecer mais fácil esse novo pedágio: viajar em feriado, mudar de carro, ou passar por vários pórticos no mesmo mês? E você preferiria receber um aviso ativo da cobrança ou acha que isso pode estimular distração e atrasos mesmo assim?

FONTE: https://clickpetroleoegas.com.br/o-novo-pedagio-invisivel-pode-virar-armadilha-nacional-sem-fila-sem-cabine-e-sem-cancela-o-free-flow-cobra-automatico-por-tag-ou-ocr-btl96/

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