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WhatsApp vai cobrar para você não ser bombardeado por anúncios

WhatsApp testa assinatura para ocultar anúncios em Status e Canais.

O WhatsApp se prepara para oferecer aos usuários uma experiência sem anúncios em Status e Canais. Segundo o Android Authority, indícios no código do aplicativo sugerem que será possível bloquear conteúdo patrocinado mediante assinatura paga. 

Detalhes sobre preço, funcionamento e países que receberão o recurso não foram divulgados.

Fontes como o WABetaInfo indicam que a cobrança seguirá os padrões das lojas oficiais: Play Store no Android e App Store no iOS. Quando a conta estiver vinculada à Central de Contas da Meta, o valor pode variar, sugerindo diferenciações regionais ou por perfil de usuário.

O lançamento, segundo os relatos, deve priorizar a União Europeia e o Reino Unido, marcando um passo do WhatsApp na expansão de serviços premium que buscam reduzir a dependência de anúncios e ampliar opções de monetização dentro da plataforma.

Como os anúncios funcionam hoje

A Meta personaliza anúncios quando o usuário conecta o mensageiro à Central de Contas da Meta, aproveitando preferências de outras redes da empresa. A segmentação considera localização, idioma, interações e canais seguidos.

Assim, o conteúdo patrocinado tende a refletir hábitos e escolhas recentes da audiência.

Desde o ano passado, a companhia passou a inserir publicidade nos Status e na tela de Canais. Entretanto, as conversas permanecem sem anúncios e a empresa afirma que a privacidade dos chats continua preservada. No país, usuários relatam exibições nos Status desde o começo de janeiro.

Remoção de anúncios e contradição

Meta já oferece assinatura para remover anúncios no Instagram e no Facebook, disponível apenas no Reino Unido e no bloco de países da União Europeia. Agora, o WhatsApp ensaia movimento similar, embora sem regras finais.

Por outro lado, a plataforma historicamente criticou publicidade invasiva, enfatizando custos não financeiros para o usuário.

O plano do WhatsApp avança sem cronograma global, mas a combinação de testes na União Europeia e no Reino Unido indica uma rota regulatória conhecida. Entretanto, a ausência de valores, pacotes e condições de elegibilidade ainda limita qualquer avaliação de custo-benefício para usuários.

Enquanto isso, a publicidade segue ativa em Status e Canais, com personalização atrelada à Central de Contas da Meta. Assim, quem busca um aplicativo menos exposto a anúncios espera que a assinatura chegue com regras claras, transparência de dados e alternativas viáveis em diferentes mercados.

FONTE: CAPITALIST

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