O mandato de Senador é o único com prazo de oito anos, o que permite que ao detentor de mandato venha concorrer ao Governo de seu Estado ou entre numa disputa nacional sem o risco de ficar sem mandato em caso de derrota. Se eleger Senador por Minas Gerais já é uma tarefa difícil, se reeleger é algo que não ocorre desde 1982, quando Itamar Franco foi reeleito na chapa de Tancredo Neves, numa eleição disputada contra o então Vice Governador, João Marques, do PDS. Dos atuais três Senadores, Cleitinho (Republicanos), eleito em 2022 e caso venha a concorrer em 2026, não sendo eleito, continua com mandato até 2031. Líder nas pesquisas de intenção de voto, vem adiando o anúncio de sua intenção de concorrer ao Palácio da Liberdade, o que vem incomodando a ala do PL que pretende apoiá-lo, como também seu partido, o Republicanos. Caso concorra em chapa pura, pode ter como companheiro de chapa o Prefeito de Patos de Minas e atual Presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, e como candidato ao Senado, seu irmão gêmeo e Prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo. Essa eventual candidatura ao Senado seria uma resposta direta ao Presidente Estadual do PL, Domingos Sávio, pré-candidato ao Senado e divinopolitano, como os irmãos Azevedo. Eleito com a maior votação em 2018 pelo DEM, Rodrigo Pacheco migrou para o PSD numa articulação que o levou à Presidência do Senado em 2021. Teve seu nome cogitado para concorrer como Vice de Lula e candidato a Presidente em 2022, mas preferiu se dedicar à Presidência do Senado, cargo que deixou em 2025. É o nome preferido de Lula para concorrer à sucessão de Mateus Simões em 2026. Após perder espaço no PSD justamente para o atual Governador, cogitou abandonar a vida pública, mas voltou atrás e agora busca um partido para que possa concorrer nas eleições de outubro. União Brasil, MDB e PSB surgiram como opções, sendo a última mais viável. Uma filiação ao Cidadania, federado com o PSDB, não pode ser descartada. Já uma eventual recandidatura ao Senado pode ser descartada. Outro Senador eleito em 2018 pelo extinto PHS, Carlos Viana, após se filiar ao MDB em 2022, migrou para o PL no último dia da janela partidária para concorrer ao Governo Estadual. Deixou o PL em 2024 para concorrer à Prefeitura de Belo Horizonte. Embora tenha se especulado uma candidatura a Deputado Estadual em dobrada com seu filho, o Deputado Federal Samuel Viana, afirmou a intenção de concorrer novamente ao Senado. Sem espaço no Podemos para concorrer à reeleição, teve seu nome cogitado para concorrer pelo Democratas, antigo PMB, que chegou a convidá-lo inclusive para concorrer à Presidência da República. Teve seu nome cogitado também para concorrer à reeleição pelo Republicanos, que além de ser o atual partido de seu filho, é um dos maiores entusiastas da pré-candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas, junto com Vittorio Medioli, Alex Diniz e da ala mais ideológica do PL, que rejeita Mateus Simões. Mas o partido que vem ganhando força para recebê-lo de volta é o PL, que pretende lançar um palanque forte em Minas. Há menos de duas semanas para fechar a janela partidária, o PL precisa se unir em torno de uma única candidatura, para que um eventual retorno de Carlos Viana à sigla para concorrer ao mesmo cargo que disputou em 2022 seja diferente daquele ano, quando não recebeu o apoio esperado, mesmo sendo do mesmo partido que o então Presidente Jair Bolsonaro, que buscava a reeleição e não teve sua candidatura totalmente vinculada à de Carlos Viana ao Executivo mineiro. A depender das candidaturas e do resultado das eleições de outubro, Minas Gerais pode vir a ser representada por três novos Senadores a partir de 2027, algo muito difícil de ocorrer em qualquer unidade federativa do país e inédito em Minas Gerais.
Minas Gerais pode ter seus três Senadores concorrendo ao Governo em 2026





