No coração de Minas Gerais, cercada por montanhas e pela calmaria típica do interior, está Prados, uma cidade que se redescobre sem perder sua essência. Entre ruas de pedra, igrejas coloniais e a força das tradições populares, o município vem conquistando visitantes que buscam autenticidade, longe do turismo de massa. Situada na região do Campo das Vertentes, a cerca de 190 km de Belo Horizonte, Prados guarda um encanto silencioso que se revela aos poucos.
A cidade de Prados, a “Cidade da Música”, como é mais conhecida, é também Berço de Inconfidentes, pode, em breve, conquistar um título de grande relevância nacional. A deputada federal Ana Pimentel (PT-MG) apresentou na Câmara dos Deputados do Brasil um projeto de lei que propõe reconhecer o município como Capital Nacional do Artesanato em Madeira e Ferro, valorizando uma atividade que há décadas movimenta a economia local e preserva a tradição artística pradense. Na região, Lagoa Dourada é Capital Nacional do Rocambole, e Resende Costa, Capital Nacional do Artesanato Têxtil.
A proposta nasceu a partir de uma iniciativa do vereador Juninho da Boa Vista (PT), que também é artesão e conhece de perto a realidade do setor. Foi ele quem articulou junto à deputada a formalização do projeto em Brasília. Segundo o parlamentar, a ideia é dar visibilidade ao trabalho de cerca de 700 famílias que vivem diretamente do artesanato, hoje considerado o principal motor econômico da cidade e uma das expressões culturais mais marcantes do município.
Reconhecida em Minas Gerais e em diversas regiões do país, Prados se destaca pela habilidade de seus artesãos em transformar madeira e ferro em peças únicas, como móveis, esculturas e objetos decorativos. O conhecimento, passado de geração em geração, mantém viva uma tradição que também atrai turistas, lojistas e colecionadores em busca de produtos autênticos.
A expectativa é que, com a aprovação do projeto, o município amplie sua visibilidade em nível nacional, fortalecendo ainda mais o setor, gerando novas oportunidades de negócio e impulsionando o turismo. Para Juninho da Boa Vista, o reconhecimento oficial será um marco histórico para todos que fazem do artesanato não apenas uma fonte de renda, mas também motivo de orgulho e identidade cultural.

A origem
O artesanato em Prados surgiu na década de 1960 com a família Julião e se tornou uma marca registrada do município, influenciando o surgimento de novos artesãos e artistas por várias famílias. s primeiras obras do município se destacaram por meio de “cabeças de arreio”, pássaros, macacos e especialmente os grandes leões.
Dono de um estilo vigoroso e o acabamento impecável, os leões foram adquirindo progressivamente tamanhos cada vez maiores, tornando-se marca personalizada.
Atualmente, o artesanato de Prados, é um dos maiores geradores de emprego e renda do município. É também, gerador de inclusão social e possui reconhecimento internacional devido a qualidade e originalidade das suas obras, utilizando diversos materiais como: madeira, ferro, palha, linha, cerâmica, bambu, cabaça, papel machê, resíduos descartados, e etc.
A criatividade e simplicidade desses artesãos chamam a atenção dos visitantes. Prados produz um artesanato de primeiríssima qualidade que é vendido para todo o Brasil e vários outros países. Ao longo da avenida principal da cidade e de Vitoriano Veloso, encontram-se lojas e ateliês espalhados por todos os lados. Sem dúvida, a grande variedade e a qualidade do artesanato local impressionam turistas e lojistas que passam pela cidade.





