O Museu de Congonhas apresenta ao público a exposição “A Semana Santa, segundo Luciomar”, uma mostra que reúne obras do multiartista congonhense Luciomar Sebastião de Jesus e propõe um novo olhar sobre uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas da cidade.
Aberta ao público no último sábado, 28 de março, a exposição segue em cartaz até o mês de maio. O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 17h, e às quartas-feiras, das 13h às 21h. Durante a Semana Santa, até o Domingo de Páscoa, a entrada no museu é gratuita.
Durante mais de três décadas, desde os anos 1980, Luciomar foi responsável pela criação de cartazes e folhetos que divulgavam a programação da Semana Santa. Suas ilustrações iam além da função informativa, consolidando uma narrativa visual própria, capaz de traduzir, em traços e composições, a fé e o imaginário da população congonhense.
Na mostra, essas imagens são apresentadas de forma inédita, livres dos elementos gráficos originais. A proposta permite ao visitante observar com mais profundidade o estilo e a sensibilidade artística do autor. As obras, em sua maioria produzidas a partir da década de 1990, retratam procissões, encenações, igrejas e referências ao patrimônio histórico da cidade.
Um dos aspectos mais marcantes do trabalho de Luciomar é a valorização das pessoas. Em suas composições, o artista homenageia figuras que fizeram parte da história da Semana Santa, transformando moradores em personagens simbólicos e eternizando suas contribuições. Padres, artistas, costureiras, organizadores e participantes das encenações aparecem lado a lado, reforçando a ligação entre fé, cultura e comunidade.
As obras também dialogam com temas contemporâneos, como as Campanhas da Fraternidade, abordando questões sociais, ambientais e de inclusão, sem perder a essência da tradição local.
Originalmente produzidos para ampla circulação, os cartazes de Luciomar desempenharam um papel importante na divulgação do patrimônio cultural de Congonhas, destacando a singularidade do município entre as cidades históricas de Minas Gerais.
A exposição convida o público a revisitar a Semana Santa sob uma nova perspectiva, valorizando não apenas a grandiosidade das celebrações, mas também as histórias, rostos e afetos que sustentam essa tradição ao longo do tempo.




