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Sindicato da Saúde rebate diretoria do Hospital Bom Jesus e aponta divergências em negociações

O impasse, que segundo a entidade sindical, não reside em reajuste salarial, mas na preservação de direitos históricos da categoria, coloca em alerta trabalhadores do setor

Em resposta à recente nota divulgada pela Associação Hospitalar Bom Jesus, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privados e Filantrópicos de Ouro Branco e Região (SEESS) emitiu um comunicado oficial para esclarecer o andamento das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O sindicato afirma que as informações apresentadas pela instituição de saúde não refletem a totalidade dos fatos discutidos nas mesas de negociação.


O Ponto Central do Conflito
Diferente do que tem sido veiculado, o SEESS enfatiza que o principal ponto de divergência nunca esteve relacionado ao reajuste salarial ou ao envio da minuta do ACT, procedimentos que a entidade classifica como rotineiros e técnicos.
O verdadeiro impasse, segundo o sindicato, concentra-se em:
Tentativa de alteração de cláusulas: A entidade aponta que a instituição busca modificar cláusulas históricas do Acordo Coletivo, o que, na visão sindical, representa uma redução de direitos já conquistados ao longo de décadas.
O “Cartão Bônus“: A manutenção e as condições desse benefício permanecem em debate, com o sindicato resistindo a propostas da instituição que visam modificar condições previamente asseguradas à categoria.
Taxa Negocial: O sindicato refuta a tentativa de atribuir o atraso na assinatura do acordo à discussão sobre a taxa negocial, tratando-a como uma matéria jurídica que não impede o avanço das negociações.

“Direitos não são favores”
Em um tom contundente, o SEESS declarou que “direitos não são favores concedidos pelo empregador” e reiterou que não aceitará retrocessos. A entidade afirmou que permanecerá aberta ao diálogo e à mediação, desde que o objetivo seja a construção de um acordo que preserve as conquistas dos trabalhadores e respeite as decisões tomadas em assembleia.
A nota encerra com uma reafirmação de compromisso com a base, destacando que o sindicato continuará atuando para garantir que o trabalhador não seja utilizado como “instrumento de disputa política ou de estratégias de comunicação institucional”.

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