×

Glaycon Franco faz do equilíbrio sua escolha política

No PSDB, deputado diz ter encontrado uma visão que concilia responsabilidade, desenvolvimento econômico e proteção social sem transformar o Estado em protagonista da vida das pessoas

Glaycon Franco encontrou no PSDB uma definição que hoje considera muito próxima daquilo em que acredita. Depois de diferentes experiências e convivências políticas, optou por um caminho no qual desenvolvimento econômico e justiça social não precisam estar em lados opostos. “Chega um momento da vida pública em que você precisa olhar para a sua trajetória e perguntar onde estão as ideias que realmente o representam. Eu acredito em quem trabalha, empreende, produz e gera empregos. E acredito num Estado forte onde ele precisa ser forte: na saúde, na educação, na proteção de quem mais precisa e na criação de oportunidades.”

É nesse equilíbrio que Glaycon explica sua identificação com a social-democracia. Para ele, o Estado não deve ser ausente, mas também não pode se tornar maior do que a sociedade. “Não quero um Estado que faça escolhas pelas pessoas. Quero um Estado que dê condições para que elas possam fazer suas próprias escolhas. Parece uma diferença pequena, mas é uma diferença enorme.”

A escolha também o aproxima de uma tradição política construída por nomes como Franco Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Tasso Jereissati. Em Minas, o PSDB escreveu parte importante de sua história com Pimenta da Veiga, Eduardo Azeredo, Aécio Neves e Antonio Anastasia.Glaycon reconhece o peso dessa trajetória, mas olha principalmente para o que o partido pode representar daqui para frente. “Tenho alegria de estar no PSDB e responsabilidade por essa escolha. Não entrei para contemplar o passado. Quero ajudar a pensar um partido moderno, responsável com o dinheiro público, aberto ao desenvolvimento e, ao mesmo tempo, profundamente atento às pessoas.”

Para ele, a política não precisa escolher entre responsabilidade econômica e sensibilidade social. Precisa fazer as duas coisas. “As pessoas vêm primeiro. O Estado existe para ajudá-las a caminhar, não para caminhar no lugar delas. Foi esse equilíbrio que eu escolhi.”

Receba Notícias Em Seu Celular

Quero receber notícias no whatsapp