Conselheiro Lafaiete está em alerta após relatos de dezenas de consumidores que afirmam ter sofrido prejuízos ao contratar serviços de informática. Um Boletim de Ocorrência registrado na 6ª Delegacia de Polícia Civil e uma denúncia apresentada à reportagem relatam situações envolvendo um técnico que teria oferecido serviços de manutenção e venda de equipamentos de informática. De acordo com o Boletim de Ocorrência, um caso registrado no dia 11 de agosto de 2026, por volta das 14h, teria ocorrido em um estabelecimento comercial em Conselheiro Lafaiete.
Segundo o registro policial, o suspeito se apresentaria como técnico de informática e ofereceria pacotes de serviços e produtos tecnológicos, prometendo a entrega em aproximadamente 10 dias. Ainda conforme o relato registrado, seriam solicitados pagamentos antecipados e, posteriormente, a vítima teria enfrentado dificuldades para receber os produtos ou serviços contratados. O próprio relato registrado no documento descreve a situação como uma abordagem marcada por promessas e sucessivos pedidos de pagamentos antecipados.
Moradora relata prejuízo com conserto de PC gamer
Além do caso registrado no boletim, uma outra moradora procurou a reportagem para contar uma experiência semelhante envolvendo o conserto de um computador gamer. Segundo ela, o primeiro contato com técnico ocorreu após visualizar um anúncio em um grupo de classificados no Facebook. O responsável teria solicitado que o computador fosse levado para um orçamento sem compromisso.
Após avaliar o equipamento, ele teria informado que o conserto custaria R$ 100. O valor foi pago via Pix e, alguns dias depois, a cliente retirou o computador. Ainda segundo o relato, no mesmo dia o filho da moradora percebeu que o equipamento estaria funcionando pior do que antes de ser levado para o conserto. A cliente então voltou a procurar técnico e levou novamente o computador até ele. Na ocasião, conforme a denunciante, teria sido informado que seria necessária uma peça no valor de R$ 390. Novamente, ela afirma ter realizado o pagamento via Pix.
Posteriormente, segundo o relato, o técnico teria informado que também seria necessária uma memória RAM de maior capacidade. A cliente comprou a peça e a levou para instalação, sendo cobrados outros R$ 100 pelo serviço. Quando novos valores teriam sido solicitados, a moradora afirma que explicou não possuir mais condições financeiras para continuar pagando, pois havia ficado desempregada. A partir desse momento, segundo ela, o contato teria sido interrompido.
A denunciante afirma que tentou contato por telefone, mensagens e pessoalmente, chegando a comparecer diversas vezes ao endereço onde o computador havia sido deixado, mas não conseguiu solucionar a situação.
Procon e Justiça
Mordora afirma ainda que procurou o Procon, onde teria sido informada sobre a existência de outras reclamações envolvendo o prestador e sobre dificuldades para estabelecer contato com ele. Ela também afirma ter registrado um Boletim de Ocorrência e posteriormente procurado o Poder Judiciário. Segundo a denunciante, uma ação foi apresentada no Juizado Especial e houve decisão determinando a devolução do valor relacionado ao serviço que, de acordo com ela, não teria sido concluído.
O caso, entretanto, ainda estaria em andamento e, conforme o relato da moradora, o dinheiro não teria sido devolvido até o momento. A reportagem reforça que a existência de um Boletim de Ocorrência, reclamação administrativa ou processo judicial não significa, por si só, que uma pessoa tenha sido considerada culpada de um crime. As responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
⚠️ Atenção antes de contratar
Diante dos relatos, consumidores e comerciantes de Conselheiro Lafaiete devem redobrar os cuidados antes de contratar serviços de informática ou realizar pagamentos antecipados.
Entre as principais recomendações estão:
- verificar a identidade e as referências do prestador;
- solicitar orçamento detalhado e ordem de serviço;
- exigir nota fiscal quando aplicável;
- guardar conversas, anúncios e comprovantes de pagamento;
- desconfiar de cobranças sucessivas não previstas inicialmente;
- pesquisar reclamações antes de realizar pagamentos elevados; evitar transferências sem documentação que comprove o serviço contratado



