O clima em 2026 deve trazer um cenário ainda mais imprevisível e extremo do que o observado em 2025. Segundo especialistas, o Brasil pode enfrentar uma combinação incomum de calor fora de época, ondas de frio inesperadas, chuvas irregulares e eventos climáticos intensos ao longo dos próximos meses.
A informação foi divulgada pela Climatempo, que apontou a ausência de um padrão climático como a principal característica do ano. Ou seja, diferentes fenômenos atmosféricos e oceânicos devem atuar de forma alternada. Dessa forma, o país poderá registrar períodos de calor intenso seguidos por quedas abruptas de temperatura. Além disso, essa dinâmica aumenta o risco de eventos extremos e reduz a previsibilidade das estações, dificultando o planejamento em diversos setores.
Alternância entre calor extremo e frio inesperado deve marcar o ano
De acordo com o meteorologista Vinicius Lucyrio, da Climatempo, o comportamento do clima em 2026 será marcado por contrastes. Períodos muito quentes irão se alternar com episódios de chuvas fortes e quedas de temperatura. Veranicos devem ocorrer com frequência; no entanto, esses períodos secos não devem durar muito, sendo seguidos por pancadas intensas de chuva.
As temperaturas, em geral, devem permanecer acima da média histórica, não apenas no verão, mas também em períodos tradicionalmente mais amenos. Por outro lado, entre maio e julho, áreas do Centro-Sul devem enfrentar quedas mais acentuadas de temperatura devido à entrada de massas de ar frio mais intensas. Ainda assim, o frio não deve se manter por longos períodos, com o calor voltando com força logo em seguida.
Fenômenos como La Niña e El Niño terão papel central
Os fenômenos climáticos globais terão influência direta. Inicialmente, a presença da La Niña deve favorecer maior contraste térmico e instabilidade, alterando a circulação atmosférica e gerando variações entre períodos secos e chuvosos. Na sequência, o cenário pode mudar com a transição para neutralidade climática e a possível formação do El Niño, o que alteraria significativamente os padrões de chuva e temperatura.
Outros sistemas, como a Oscilação Madden-Julian e a Oscilação Antártica, também podem interferir na distribuição das chuvas e na chegada de frentes frias, contribuindo para um ano mais instável.
Chuvas irregulares podem impactar energia e abastecimento
Em vez de precipitações constantes, o cenário previsto indica irregularidade. Períodos secos devem se alternar com chuvas intensas e concentradas. Como consequência, a recuperação dos reservatórios pode ser prejudicada, afetando o sistema hidrelétrico, o abastecimento de água e o planejamento energético.
Existe uma janela mais favorável entre o fim do verão e o início do outono, mas a distribuição das chuvas tende a continuar desigual, representando um desafio para diversos setores.
Segundo semestre pode intensificar extremos climáticos
No segundo semestre, o cenário pode se tornar ainda mais crítico. Caso o El Niño se consolide, ondas de calor podem se intensificar a partir de agosto, com temperaturas significativamente acima da média. A retomada das chuvas deve ocorrer de forma gradual e não uniforme.
- Região Norte: Tendência de níveis elevados do Rio Negro no primeiro semestre, com queda acentuada ao longo do ano.
- Região Sul: No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o risco aumenta na primavera devido a bloqueios atmosféricos que favorecem chuvas acima da média, temporais e granizo.
- Agricultura: Regiões como o Matopiba podem enfrentar chuvas antecipadas, mas sem a regularidade necessária para garantir a segurança no plantio.
O Brasil deve enfrentar um ano marcado por extremos e rápidas mudanças no tempo, exigindo adaptação e planejamento constante em setores como agricultura, energia e comércio.
Fonte: CPG Click Petróleo e Gás





