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Projeto de termelétrica em Queluzito (MG) segue sem prazo definido para implantação, diz Cemig; investimento é de R$ 2,5 bi

Cidade com menos de 2 mil moradores seria impacatada pelo mega investimento em uma área de 25 hectares

A instalação de uma usina termelétrica em Queluzito, município do interior de Minas Gerais, permanece em fase de desenvolvimento e ainda não tem prazo definido para início das obras ou operação, informou a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em comunicado oficial. A empresa ressaltou que o projeto ainda está em estudo e que não há cronograma fechado até o momento.

O empreendimento, pensado há mais de uma década, tem sido alvo de discussões sobre seu impacto econômico, ambiental e social na região. A proposta prevê a construção de uma termelétrica em área próxima ao município de Queluzito, perto da comunidade de Campo Belo, há menos de 4 km da área central, com potencial para gerar eletricidade a partir de gás natural — fonte utilizada em grandes termelétricas por sua capacidade de complementar a geração hidrelétrica em períodos de maior demanda.

Em dezembro de 2023, uma audiência pública promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reuniu técnicos, representantes da sociedade e autoridades locais para apresentar o relatório de impacto ambiental (RIMA) do projeto e esclarecer dúvidas da população. Na ocasião, o documento contemplava a análise de áreas possíveis para instalação, além de estudos preliminares sobre a linha de transmissão e o abastecimento de gás.

Segundo informações daquela fase do processo, o investimento estimado ultrapassaria R$ 2,5 bilhões, com instalação anunciada em 2027, com capacidade instalada prevista em torno de 550 megawatts (MW) — suficiente para atender uma demanda significativa de energia no sistema elétrico nacional. A estrutura também estava projetada para aproveitar o gasoduto Gasbel II, que liga o Rio de Janeiro a Minas Gerais e já abastece outras usinas térmicas na região.

Apesar do potencial econômico e da expectativa de geração de empregos, o projeto vinha encontrando debates sobre seus possíveis efeitos ambientais, especialmente quanto a emissão de poluentes e à necessidade de mitigação de impactos, temas abordados no RIMA apresentado ao Ibama.

Em sua posição mais recente, a Cemig reforçou que o projeto está em fase de desenvolvimento técnico e de discussões internas, sem definição de prazos para licenciamento ambiental, início de obras ou operação — etapas essenciais antes de qualquer compromisso formal de execução.

Especialistas do setor elétrico destacam que projetos desse porte costumam passar por longos períodos de análise, aprovação e ajustes antes de avançarem para execução, considerando fatores como demanda energética, disponibilidade de gás, licenças ambientais e viabilidade econômica.

Enquanto isso, representantes do município de Queluzito e moradores aguardam novas atualizações, especialmente sobre possíveis impactos na economia local, geração de empregos e impactos ambientais que a instalação da termelétrica poderá trazer futuramente.

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