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Governo faz pagamento de R$ 2.518 para quem trabalhou com carteira assinada durante 6 meses

Quem foi demitido sem justa causa pode ter direito ao seguro-desemprego, um benefício pago pelo governo federal para ajudar o trabalhador enquanto ele busca um novo emprego. Em 2026, o valor foi atualizado e pode chegar a R$ 2.518,65 por parcela, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. O mínimo é o salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00. Para receber, é preciso cumprir alguns requisitos e pedir dentro do prazo certo.

Quem tem direito ao seguro-desemprego?

O benefício é para quem foi demitido sem justa causa, o que inclui também a chamada demissão indireta, quando o empregador descumpre o contrato de trabalho de forma grave. Trabalhadores domésticos, pescadores profissionais no período de defeso e pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão também têm direito, com regras específicas para cada caso.

Além da forma de demissão, há uma exigência de tempo mínimo de trabalho. Essa exigência muda conforme o número de vezes que o trabalhador já pediu o benefício antes. Quem nunca pediu precisa comprovar mais tempo trabalhado do que quem já usou o benefício anteriormente.

Qual o tempo mínimo de trabalho exigido em cada situação?

Esse é o ponto que mais gera dúvida. A regra dos 6 meses vale só para quem pede o seguro pela terceira vez ou mais. Para as primeiras solicitações, o prazo é maior. Veja como funciona:

  1. Primeira solicitação: É preciso ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses antes da demissão.
  2. Segunda solicitação: É preciso ter trabalhado por pelo menos 9 meses nos últimos 12 meses antes da demissão.
  3. Terceira solicitação em diante: Basta comprovar que trabalhou nos 6 meses imediatamente anteriores à data da demissão.

Qual é o valor do seguro-desemprego em 2026 e como ele é calculado?

O valor é calculado com base na média dos três últimos salários antes da demissão. Quanto maior o salário médio, maior a parcela, mas existe um teto. A tabela atualizada pelo Ministério do Trabalho em janeiro de 2026 define três faixas de cálculo.

Para salários médios de até R$ 2.222,17, o benefício é 80% desse valor. Para salários entre R$ 2.222,18 e R$ 3.703,99, aplica-se 50% sobre o valor que exceder a primeira faixa, somado a R$ 1.777,74. Quem recebia acima de R$ 3.703,99 recebe o teto fixo de R$ 2.518,65. Em todos os casos, nenhuma parcela pode ser menor que R$ 1.621,00.

Quantas parcelas o trabalhador tem direito a receber?

O número de parcelas vai de 3 a 5, conforme o tempo trabalhado nos últimos 36 meses antes da demissão e o número de vezes que o benefício já foi solicitado. Em geral, quem trabalhou mais tempo recebe mais parcelas. A tabela abaixo mostra a relação básica entre tempo de serviço e quantidade de parcelas:

  • De 6 a 11 meses: 3 parcelas (Mínimo do benefício)
  • De 12 a 23 meses: 4 parcelas (Benefício intermediário)
  • 24 meses ou mais: 5 parcelas (Benefício máximo)

Qual é o prazo para pedir o seguro-desemprego?

O trabalhador formal com carteira assinada tem entre o 7º e o 120º dia após a demissão para fazer o pedido. Quem perde esse prazo perde o direito ao benefício referente àquela demissão. Por isso, o ideal é não deixar para a última hora e solicitar assim que os primeiros dias após o desligamento passarem.

Para empregados domésticos, o prazo vai do 7º ao 90º dia. Para pescadores artesanais, o pedido pode ser feito em até 120 dias a partir do início do período de proibição da pesca. Em todos os casos, o trabalhador precisa estar desempregado no momento do pedido e não pode ter renda própria que sustente a família.

Como solicitar o seguro-desemprego pelo celular ou pela internet?

O jeito mais rápido é pelo portal Gov.br ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS. É necessário ter conta no Gov.br com nível prata ou ouro, que exige validação de identidade por foto ou pelo internet banking de um banco credenciado.

Quem preferir o atendimento presencial pode procurar uma unidade do SINE (Sistema Nacional de Emprego) ou uma Superintendência Regional do Trabalho. Para o atendimento, é bom levar CPF, Carteira de Trabalho, comprovante de inscrição no PIS ou PASEP e os documentos do desligamento, como o termo de rescisão. O benefício é pago diretamente na conta informada no cadastro, sem necessidade de intermediários e sem nenhuma taxa.

Fonte: O Antagonista

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