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Carro pequeno, automático e confiável por cerca de R$ 50 mil: Kia Picanto combina economia, segurança estrutural, boa qualidade interna e mecânica resistente, mas teste mostra que ele faz sentido principalmente para uso urbano e não para quem pega estrada com frequência

Com mecânica resistente, câmbio automático e tamanho compacto, o Kia Picanto surge como opção perto de R$ 50 mil para quem roda na cidade. O modelo combina economia, boa construção e segurança estrutural, mas seu desempenho limitado exige cautela em viagens, ultrapassagens e trajetos de estrada mais longos com carga.

A mecânica resistente do Kia Picanto voltou a chamar atenção no mercado de usados no Brasil, especialmente entre motoristas que procuram um carro pequeno, automático e econômico por cerca de R$ 50 mil. O modelo avaliado, ano 2014/2015, aparece como alternativa para uso urbano, com 83 mil km e foco claro em praticidade.

Em vídeo publicado pelo canal Opinião Sincera, o teste mostra que o Picanto faz mais sentido para quem roda em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Curitiba, onde trânsito pesado, vagas apertadas e deslocamentos curtos favorecem carros compactos. O ponto fraco aparece quando a rotina exige estrada, ultrapassagens frequentes ou viagens com carga e pressa.

Kia Picanto aposta em tamanho pequeno e uso urbano Com 3,60 metros de comprimento, 1,49 metro de altura e cerca de 1,60 metro de largura, o Kia Picanto é um carro feito para facilitar a vida em grandes centros urbanos. Ele ocupa pouco espaço, estaciona com mais facilidade e se movimenta melhor em ruas estreitas e congestionadas.

Essa proposta explica por que o modelo ainda chama atenção entre usados. O Picanto não tenta ser um carro familiar grande, nem um hatch de desempenho esportivo; ele aposta em eficiência urbana, construção correta e mecânica resistente para quem precisa de praticidade no dia a dia.

Mecânica resistente é o grande argumento do modelo O motor 1.0 de três cilindros da família K é um dos principais pontos citados na avaliação. Ele entrega 77 cavalos com gasolina e 80 cavalos com etanol, com torque de 9,6 kgfm na gasolina e 10 kgfm no etanol. Não é um conjunto forte, mas é conhecido pela robustez.

A presença de corrente de comando também pesa a favor do carro. Diferente de motores que exigem trocas periódicas de correia, o sistema por corrente reduz preocupações quando a manutenção básica é feita corretamente. A mecânica resistente do Picanto depende de óleo, filtros e revisões em dia, não de uso severo ou improviso.

Câmbio automático ajuda na cidade, mas não transforma desempenho Um dos atrativos do Kia Picanto é o câmbio automático de quatro marchas. Na época em que o modelo chegou ao mercado brasileiro, muitos carros de entrada ainda usavam transmissões automatizadas de embreagem simples, conhecidas por funcionamento menos suave e manutenção mais problemática.

No Picanto, o câmbio automático é simples e robusto, mas precisa de manutenção preventiva. A troca de óleo da transmissão em intervalos adequados é essencial para evitar dor de cabeça. Ele entrega conforto no anda e para da cidade, mas não faz milagre quando o motorista exige aceleração rápida.

Desempenho limitado exige paciência na estrada O teste deixa claro que o Picanto não é um carro para quem prioriza força em retomadas. A aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 17 segundos mostra que o modelo tem desempenho modesto, especialmente em ultrapassagens ou subidas de estrada. Isso não torna o carro ruim, mas define seu uso ideal. Na cidade, onde quase ninguém consegue acelerar forte por muito tempo, o Picanto cumpre bem o papel; na rodovia, ele exige planejamento, distância segura e paciência. Para quem viaja toda semana, há opções mais adequadas.

Segurança estrutural aparece como diferencial entre compactos Outro ponto relevante é a percepção de construção mais sólida em relação a vários populares vendidos no Brasil na mesma época. O Picanto foi desenvolvido para mercados mais exigentes e traz uma estrutura que transmite mais confiança do que seu tamanho sugere. O modelo já oferecia airbag duplo e freios ABS desde antes da obrigatoriedade no Brasil. Algumas unidades também podiam trazer airbags laterais e de cortina, dependendo da configuração. Para um carro pequeno, essa combinação de estrutura, freios e equipamentos ajuda a explicar por que ele ainda é lembrado com respeito entre donos.

Interior simples, mas bem construído Por dentro, o Kia Picanto não tenta parecer um carro de luxo. Há plásticos rígidos, comandos simples e equipamentos compatíveis com a época. Mesmo assim, a qualidade de montagem e a durabilidade dos bancos, botões e encaixes aparecem como pontos fortes após anos de uso. A lista de itens inclui direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, regulagem elétrica dos retrovisores, rebatimento elétrico, ar-condicionado, rádio com CD, MP3, USB e entrada auxiliar.

Porta-malas pequeno limita viagens em família O porta-malas tem 200 litros, capacidade suficiente para compras de mercado e tarefas urbanas, mas pequena para viagens com bagagem de família. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume pode chegar a 870 litros. O Picanto pode levar passageiros adultos em trajetos curtos, mas não foi feito para longas viagens com cinco pessoas e malas.

Peças podem custar mais, apesar da boa durabilidade A boa qualidade de componentes também tem um lado menos favorável: peças originais da Kia podem ser mais caras do que as de populares nacionais. Por isso, a compra exige avaliação cuidadosa. Bobinas, amortecedores, sensores, estado do câmbio, histórico de troca de óleo e peças de acabamento precisam ser verificados antes do negócio.

O Kia Picanto usado é uma boa opção para quem quer carro automático, pequeno, econômico e confiável para cidade. Ele entrega direção leve, boa visibilidade, facilidade para estacionar e um conjunto mecânico que tende a incomodar pouco quando bem cuidado.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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