Dona Anna Possi mantém cafeteria na Itália aos 101 anos, trabalha 365 dias por ano por 12 horas seguidas, atende sozinha desde 1958 para manter o ponto em funcionamento e vira símbolo de longevidade
Aos 100 anos, idosa Anna Possi segue fazendo algo que muita gente consideraria impossível. Ela continua trabalhando diariamente em sua cafeteria na Itália, atendendo clientes e mantendo o negócio de pé sem pensar em aposentadoria.
O detalhe que mais chamou atenção é a rotina: idosa em pleno 101 abre cedo, fecha tarde e não tira férias. Mesmo com a idade, a centenária mantém o ritmo e ainda é descrita como alguém de sorriso fácil e simpatia.
O ambiente do local reflete a personalidade dessa idosa cheia de vitalidade. Flores, quadros e toalhas de tecido nas mesas compõem um cenário simples, mas cheio de cuidado, que transforma a cafeteria em ponto de encontro.

Idosa segue ativa e recusa a aposentadoria aos 101 anos
Anna Possi tem 101. Mesmo assim, idosa não pretende parar tão cedo e segue como a única funcionária do próprio estabelecimento.
Ela administra sozinha o Bar Central, em uma pequena vila no norte da Itália, na comuna de Nebbiuno. A rotina impressiona por ser constante e sem interrupções, algo que virou assunto justamente pelo contraste entre idade e disposição.
O resultado surpreendeu porque, enquanto muita gente reduz o ritmo com o passar do tempo, ela faz o oposto e mantém o trabalho como parte central da vida.
A rotina que virou notícia, 12 horas por dia, das 7h às 19h, sem férias e sem folgas
A jornada de Anna é direta e repetida dia após dia. Ela trabalha das sete da manhã às sete da noite, todos os dias do ano, somando 365 dias sem férias nem folgas.
O impacto é imediato quando se olha a escala disso. Não é um bico, nem uma presença simbólica para fotos. É trabalho de verdade, com horário fixo e atendimento contínuo.
E ainda existe um ponto que pesa: ela é a única funcionária. Isso significa que o serviço, o atendimento e a manutenção do local passam por ela.
Da escola ao balcão, começou aos 18 anos e já soma 80 anos de profissão
A história profissional começou cedo. Assim que terminou a escola, Anna foi trabalhar com os tios, que tinham restaurantes em Gênova. Ela começou com 18 anos e não largou mais a profissão.
Hoje, ela está perto de completar 101 anos e a atividade atravessa décadas. A trajetória é descrita como 80 anos de função, um número que ajuda a entender por que ela ganhou o título de barista mais velha do país.
Em 1958, ela abriu a cafeteria junto com o marido. O negócio segue em funcionamento há mais de 65 anos, mantendo a mesma figura central por trás do balcão.
Viúva há 51 anos, ela seguiu sozinha e transformou o bar em ponto de apoio da comunidade
Após ficar viúva há 51 anos, Anna continuou trabalhando sozinha. E não foi apenas para vender café.
O local acabou virando um ponto de encontro, quase como uma família para quem passa por ali. Pessoas entram para conversar, resolver um recado rápido ou pedir uma ajuda prática.
Entre as situações do dia a dia, ela relata pedidos como solicitar à filha, que trabalha na câmara municipal, para providenciar um cartão de cidadão, ou até mesmo levar ao médico um pedido de encaminhamento deixado junto com a receita. Ela diz que está sempre disponível para todos.
Esse aspecto comunitário explica por que o bar não é visto apenas como um comércio, mas como um espaço de convivência.
Placa na parede, “barista mais longeva”, turistas e redes sociais ajudaram a amplificar o caso
O bar carrega uma placa com a frase em italiano “Qui si trova la barista più longeva d’Italia”, indicando que ali está a barista mais velha da Itália.
Além da fama local, o estabelecimento passou a atrair turistas de vários lugares. O caso ganhou força quando um vídeo foi compartilhado pelo influenciador italiano Emanuele Ferrari, que visitou Anna, tomou um café feito por ela e conversou com a centenária.
Nas redes sociais, o efeito foi imediato. Ela virou alvo de elogios e comentários positivos sobre saúde e disposição. Entre as reações, pessoas destacaram a fortaleza dela, chamaram a centenária de excepcional e até compararam com histórias de familiares que viveram mais de 100 anos mantendo rotina ativa.
Bom humor, rotina constante e limonada com gás, o que ela cita como “segredo” da longevidade
Quando perguntada sobre a longevidade, Anna brinca e aponta alguns elementos que, segundo ela, ajudaram a chegar até aqui.
Ela menciona uma rotina constante, bom humor e uma limonada com gás todas as noites. Também aparece a ideia de amar a vida como um dos fatores que sustentam a disposição.
O que parecia impossível, para muita gente, vira simples na fala dela: o trabalho continua porque ela não quer se desligar do local e porque tem seus clientes.
No fim, a história chama atenção por juntar números extremos, 101 anos de idade, 12 horas por dia e 365 dias por ano, com uma cena comum, uma senhora servindo café e conversando com quem entra pela porta.



