Após suposto aborto natural, mãe enterra criança em quintal

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Em 30 Novembro de 2015 as 16h e 30 min, Policiais Militares foram acionados e compareceram no Hospital “Queluz”, situado na Pça Madre Tereza Grilo Michel, Bairro Santo Antônio, em Conselheiro Lafaiete/MG, através do acionamento da equipe médica de plantão, após a entrada da paciente, 21 anos, decorrente de um aborto. Em contato com a autora, esta confirmou o aborto espontâneo, ocorrido em sua residência na quinta-feira, 26/11/2015, por volta das 10h30min, ocasião em que sentiu fortes dores e desmaiou. Ao recuperar a consciência e ver a criança próxima de suas pernas, sem vida, com o cordão umbilical enrolado no pescoço, a enrolou em uma fronha, posteriormente em uma sacola plástica e a colocou no guarda-roupas. No dia 28/11/2015, sábado, pegou o corpo e o enterrou em uma vala de um terreno nas proximidades de sua casa, vindo na presente data a procurar o Hospital para um check-up médico, por receio de ter ficado parte do feto ou placenta em seu corpo.

Assim, os Policiais Militares deslocaram com a paciente até a cidade de Itaverava/MG. Os mesmos deslocaram até o município origem do evento e posteriormente até o local onde o feto foi enterrado, sendo ele imediatamente isolado para o acionamento da Perícia Técnica. Compareceu ao local a Perita, plantonista da 2ª Delegacia de Polícia que realizou os trabalhos de praxe e encaminhou o corpo ao IML de Conselheiro Lafaiete/MG, através da funerária, onde permaneceu à disposição para demais providências. Diante do contexto, foi dada voz de prisão a autora, garantidos seus direitos constitucionais, conduzida à unidade de saúde para Auto de Corpo de Delito, posteriormente encaminhada à Delegacia de Polícia, onde permaneceu à disposição da Autoridade Policial.

Imagem: reprodução