Áudios divulgados pela Polícia mostram atuação de médico lafaietense em suposto suborno por cobranças por cirurgias do SUS

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.
Durante depoimento em inquérito o médico manteve-se em silêncio e não respondeu indagações do delegado/Divulgação

O delegado, Maurício Carrapatoso, do setor de operações Especiais da Polícia Civil, concedeu entrevista, nesta segunda feira, dia 12, a imprensa, onde atestou que o médico, Allex Ruas Fernandes, 51 anos, preso desde a última sexta feira no presídio de Lafaiete, agia de ma fé com seus clientes quando cobrava por procedimentos cirúrgicos oriundo do Sistema único de Saúde (SUS). Ele e outro vereador de Capela Nova, Juvenal Gabriel de Viveiros, foram indiciados no inquérito policial.

Em áudios divulgados pela Polícia Civil a que a imprensa teve acesso, o médico não titubeava na cobrança de valores. Em um deles, o vereador Juvenal afirmava que levaria uma tia sua para a internação para operação de visícula. O valor acertado foi de R$500,00. Em outras ligações uma secretaria municipal de saúde pedia auxílio ao médico para internar um produtor rural e o médico pediu uma quantia de R$500,00. Em outro áudio um homem informava que mandaria um paciente e novamente o médico avisava que o valor seria de R$200,00. Nas conversas interceptadas pela investigação, o médico pedia aos solicitantes para procurá-lo diretamente em seu escritório, onde as apurações apontam que eram feitam as negociações finais e o posterior pagamento. Na maioria dos casos, as conversas grafadas falavam em pessoas simples e que não teriam condições de pagar pelos valores cobrados para a realização das cirurgias.

Segundo o delegado o médico mantinha um leque de contatos na região como Catas Altas da Noruega Senhora de Oliveira, Entre Rios de Minas e Capela Nova.

O delegado Maurício Carrapatoso comandou as investigações/Divulgação

Carrapatoso descartou a formação de quadrilha para burlar o SUS, mas afirmou na maioria dos casos apenas o médico ganhava pelos procedimentos. Por outro lado a Polícia investiga casos em que houve a partilha nas cobranças.

O inquérito policial foi aberto em fevereiro deste ano quando um paciente denunciou o médico por cobrança indevida por uma cirurgia no valor de R$2,5 mil. O caso foi encaminhado ao Hospital e Maternidade São José (HMSJ) que prontamente acionou a polícia civil. Segundo o delegado Maurício Carrapatoso a instituição hospitalar onde trabalhava o médico rechaçou a atitude de quaisquer cobranças em função de procedimentos cirúrgicos. Pelo menos outras 6 denúncias fazem parte do inquérito contra o médico Allex Ruas e que foram investigadas. Para o delegado a prática de cobranças por cirurgias do SUS é algo recorrente na classe médica.

Entre Rios

Polícia encontrou arma na casa do médico que também foi autuado por porte ilegal de arma/Divulgação

No caso de Entre Rios de Minas em que um médico estaria envolvido no esquema de pagamento de cirurgias, o nome é mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações, mas ele sabia que Allex cobraria pelo procedimento cirúrgico, o que configura crime. O conselho de ética do Conselho Regional de Medicina será oficializado das investigações contra Ruas.

Segundo Carrapotoso, o inquérito segue para a Justiça, mas pode gerar novos desdobramentos em investigações sobre a prática em Lafaiete e outros envolvidos. Se condenado pelos crimes de corrupção passiva e concussão, o médico cirurgião pode poder levar até a 20 anos de cadeia.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.
FacebooktwitterFacebooktwitter

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *