“Braquiaras” tentam romper supremacia de “pega” em Lagoa Dourada; cenário pode ser de 3ª via

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Capital Nacional do Rocambole, terra do Jumento Pêga e uma das maiores produtoras de hortifruti de Minas Gerais, Lagoa Dourada iniciou seu povoamento quando a bandeira comandada por Oliveira Leitão descobriu ouro nas águas de uma pequena lagoa. Ao encontrarem ouro de aluvião na lagoa, os primeiros mineradores a chamaram de “Alagoa Dourada”. Por volta de 1717, a região já estava bem povoada e o arraial foi se formando com a chegada de novos “oureiros”.

A política em Lagoa Dourada desperta paixão e rivalidade. A cidade é dividida em dois grupos aguerridos e a polarização acentuada é uma das características do cenário político. Nas últimas 3 eleições, os “pegas” estão na supremacia no comando da prefeitura local. Na eleição do ano que vem, os “braquiaras” tentam romper a hegemonia do grupo concorrente, tarefa e desafio que vão mobilizar os quase 10 mil eleitores.

Nomes

As articulações e movimentações dos grupos já antecipam uma tradicional disputa acirrada entre os dois grupos. Em 2008, 2012 e 2016, o PMDB domina a cidade. As derrotas consecutivas inflamam o grupo rival.

Os “pegas” devem vir para a disputa com o empresário rural, Antônio Carlos Chaves de Resende, mais conhecido como “Antônio Mangá”, por duas vezes prefeito de Lagoa Dourada, já que o atual mandatário Manoel Geraldo de Resende, vulgo “Canguru”, segundo especulações, não concorrerá à reeleição.

Os “braquiaras” devem lançar o nome do empresário Ronald Pereira Dutra (PSDB). Em 2016, ele perdeu a disputa por menos de 300 votos para o atual prefeito. Os tucanos agora querem “dar o troco” e voltar ao poder 16 anos depois.

Há especulações de que poderia surgir uma 3ª via, mas ainda não confirmado o nome. Quem viver, verá mais um capítulo da disputa política mais apaixonada da região.