Consórcio de saúde: Ministério Público apura denúncias de irregularidades no CISAP

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O prefeito João Batista Azzi/Foto-Arquivo

Prefeitos temem pelo esvaziamento da entidade por falta de uma gestão transparente e cobram gestão transparente

O Ministério Público instarou Notícia de Fato a partir de denúncias levantas pela Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete quanto a possíveis irregularidades na gestão do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paraopeba e Vale do Piranga (CISAP-VP).

Segundo o ofício enviado a 2ª Promotoria de Justiça, com atuação no patrimônio público, a Câmara informou que consórcio, hoje comandado pelo prefeito de Desterro de Entre Rios, João Batista Azzi, teria realizado contratações de um advogado e uma assessora de imprensa sem a realização de processo licitatório e que os profissionais receberiam seus vencimentos sem a efetiva prestação de seus serviços.

Em outra denúncia a Câmara aponta que estaria ocorrendo “desvio de combustível do veículo micro ônibus que atende a cidade de Desterro de Entre Rios, bem como compras desnecessárias de pneus para veículos de propriedade do consórcio”.

Outros dois procedimentos também estão abertos no MP sobre o CISAP no Ministério Público.

Indignação e falta de transparência

Prefeitos manifestaram preocupação com a atuação da entidade que a cada dia diminuiu os serviços prestados. Muitas cidades já deixaram o CISAP por falta de transparência na gestão dos recursos públicos. “Não vejo o consórcio prestar informações públicas ou mesmo promover licitações de seus serviços ou compras. Todas as ações deveriam ser públicas e divulgadas a população. O consórcio precisa de um choque de gestão e de transparência, caso contrário haverá um esvaziamento da entidade que foi criada há mais de 15 anos”, criticou um prefeito.