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sábado, 31 julho 2021
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Covid: 300 mil bebês deixaram de nascer no Brasil por pandemia, com adiamentos e mais divórcios

A pandemia de Covid-19 está tendo efeitos nada desprezíveis na demografia brasileira e mundial, embora os impactos de longo prazo dependam, na prática, de quanto tempo levaremos para conter de vez o vírus. 

São menos bebês nascendo, mais divórcios e, tristemente, um número impressionante de mortes: 195 mil mortos oficialmente contabilizados no Brasil em 2020, e mais 338 mil mortos em 2021 até agora.

Esse cenário fez com que não se cumprissem as previsões populacionais feitas previamente para 2020 e 2021, como afirma José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e pesquisador aposentado do IBGE.

Diniz Alves observou o comportamento da população brasileira no último ano e meio e identificou fatos importantes, alguns deles inéditos em um país que cresce sem parar desde que foi colonizado pelos europeus, cinco séculos atrás. Foi observado então:

Quem imaginava que o isolamento provocado pela pandemia provocaria um “baby boom” se enganou, explica Diniz Alves à BBC News Brasil. 

Esse impacto já foi sentido em 2020, de gestações possivelmente adiadas logo nos primeiros meses do ano. Enquanto houve em 2019, quase 2,8 milhões de bebês nascidos no país, no ano passado esse número caiu para pouco mais de 2,6 milhões, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil.

O aumento no número de divórcios, sendo 15% a mais apenas no segundo semestre de 2020, em relação ao mesmo período de 2019, e a queda no número de casamentos também contribuem para menos concepções de bebês.

Vale lembrar que esse fenômeno não é inédito: por exemplo, quando estourou a epidemia de síndrome congênita da zika em bebês, entre 2015 e 2016, também houve um recuo momentâneo na natalidade do Brasil, diante do medo das mulheres em engravidar.

Antes de a pandemia eclodir, o IBGE havia projetado que o Brasil veria sua população aumentar em 1,574 milhão de pessoas no ano passado. No entanto, diante da baixa na taxa de natalidade, das mortes por Covid-19 e da sobrecarga do sistema de saúde, o país terminou 2020 com 1,159 milhão de pessoas a mais, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil.

Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, os Estados com maior proporção de população mais velha, registraram mais mortes do que nascimentos entre janeiro e maio de 2021. Foi uma variação breve e temporária, decorrente, obviamente, do pico de mortes por covid.

Fonte: UOL

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