Deputado vai a justiça para abertura de academias em Minas Gerais

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O Deputado Estadual Cleitinho já enviou requerimento ao Governo de Minas, para que a Secretaria de Estado da Saúde reveja sua decisão de incluir todas as cidades que aderirem ao “Minas Consciente” na Onda Amarela, fechando assim, diversos estabelecimentos comerciais que já estavam funcionando de maneira segura, entre eles as academias. Além do envio do documento destinado ao Governador Romeu Zema e ao Secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral, o Deputado também estuda junto ao setor, o ingresso de uma ação judicial, para reverter a decisão que considera injusta.

Deputado Cleitinho Azevedo requer inclusão de academias na Onda Amarela e vai questionar governo na Justiça. / DIVULGAÇÃO

Segundo Cleitinho, os estabelecimentos já estavam funcionando há mais de 90 dias, em diversas cidades, seguindo todos os protocolos de segurança que foram determinados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde e portanto não tem sentido fecharem as portas novamente em uma situação que trará não só prejuízos econômicos, mas também para o próprio sistema público de saúde.

O Deputado destaca que as pessoas estão ficando em casa, sem exercícios e que o sedentarismo pode trazer consequências como aumento dos casos de diabetes, hipertensão, problemas de coluna e muitos outros e a maioria destas pessoas procurarão atendimento no Sistema Único de Saúde. “Se o objetivo da quarentena é evitar a sobrecarga do SUS, não faz sentido nenhum alimentar um comportamento que mais a frente vai sobrecarregar o sistema do mesmo jeito” afirma Cleitinho.

Além de evitar males físicos, as academias também evitam problemas de saúde mental e já há estudos que apontam para um aumento de 10% a 60% no consumo de remédios controlados para combater ansiedade e depressão, durante a pandemia do COVID 19. Em alguns países, a medicina psiquiátrica já enfrenta sobrecarga, como no Reino Unido, onde a procura por estes profissionais para receitar remédios desta natureza chegou a subir 45%%.

Cleitinho destaca ainda que a atitude do estado, além de “descabida de sentido, contraria todo o discurso que o governo vem adotando até agora, afirmando que o estado está em crise. Se está em crise, não pode abrir mão de recursos”, fazendo uma clara alusão a arrecadação que este setor gera direta e indiretamente para o estado já que existe hoje toda uma rede de produtos e serviços que depende do funcionamento das academias para continuar funcionando. (G37)

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