Grupo viaja à Índia para conhecer os fundamentos da yoga

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No último fim de semana, um grupo de pessoas residentes em Conselheiro Lafaiete, mas originárias de cidades próximas como Lamim e Catas Altas da Noruega, além de Ponte Nova, município um pouco mais distante, iniciou uma longa jornada que lhe permitirá assimilar valores de uma cultura muito diferente da brasileira, além de aprimorar o próprio autoconhecimento e aperfeiçoar as técnicas milenares utilizadas na prática da yoga. Ao longo de um mês, o grupo, formado por quatro pessoas e liderado pelo professor de yoga Afonso Júnior Aparajiti, percorrerá diversos centros de difusão desta modalidade de meditação e relaxamento no berço onde ela nasceu, a Índia. A palavra yoga está associada a práticas meditativas, tanto do budismo quanto do hinduísmo.

Segundo Afonso Júnior, a ideia da viagem já vinha sendo alimentada há algum tempo e foi posta em prática agora porque os membros conseguiram finalmente se organizar para empreender a jornada: “Trabalho em Conselheiro Lafaiete com grupos de yoga, meditação e massagens indianas. Nosso objetivo é vivenciar um pouco mais da cultura indiana e fazer um aprofundamento nas técnicas. Já temos agendado diversos cursos e estou acompanhado por três alunas que visitarão comigo as principais cidades ligadas à difusão do yoga. Também é uma oportunidade de vivenciar um pouco da espiritualidade indiana, algo que nos atrai muito.”

Às vésperas de iniciar a viagem, o grupo se assustou com a catástrofe registrada no Nepal, devastado por um terremoto de grandes proporções que pode ter causado mais de 10.000 mortos. Alguns dos templos que Afonso Aparajiti e suas alunas pretendem visitar se situam na divisa entre a Índia e o Nepal. O professor falou sobre a trágica coincidência: “Ficamos apreensivos e preocupados após o terremoto, mas temos um guia indicado por outras pessoas de Lafaiete que já visitaram a Índia, com quem nos mantivemos em contato todos os dias. As cidades que vamos visitar não foram atingidas pelo tremor, mas uma delas faz divisa com o Nepal e é considerada a capital mundial do yoga. É lá onde iremos passar mais tempo. É claro que nos preocupamos com a situação; estamos indo para cidade próxima de um local onde acabou de acontecer um terremoto e não temos como ajudar às vítimas de nenhuma forma; Porém, quanto à nossa segurança, não há nada a temer”, concluiu o professor.