Jubileu do Bom Jesus de Matosinhos: a manifestação genuína da fé

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Todos os anos, congonhenses e romeiros esperam ansiosos setembro chegar para celebrarem juntos o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.  A tradicional festa iniciada em 1780 tem como tema este ano “A Serviço da Misericórdia”, além do acolhimento a peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A Reitoria da Basílica do Bom Jesus estima em 300 mil o número de participantes dos atos religiosos entre 7 e 14 de setembro, que aproveitam também para apreciarem de perto as obras do mestre Aleijadinho.

As celebrações acontecem em frente à Basílica em um palco coberto de 600m², com potente equipamento de som, montados pela Igreja Católica. Mais de 20 padres da Arquidiocese de Mariana foram convidados para a festa.

A essência do Jubileu

“A preocupação principal de Deus é com a Santidade, Ele quer que todas as pessoas sejam santas e o Jubileu é um momento das pessoas refletirem sobre suas vidas, sobre o que tem feito para se santificarem cada vez mais. A importância da festa é a espiritualidade e a oportunidade de as pessoas participarem das missas, das procissões, de agradecerem as graças alcançadas e fazerem novos pedidos ao Bom Jesus”, explica o Padre Rocha, reitor Emérito da Basílica do Bom Jesus de Matosinhos.

O Abrigo dos Pobres, pertencente à Basílica, receberá os romeiros na noite de domingo, 6. São esperados, aproximadamente, 200 fiéis. Um padre e um sacerdote ficam permanentemente no local, além de uma equipe de saúde do município. A passagem para o abrigo ou asilo dos pobres será por dentro da Romaria.

 

Estruturas e serviços

A Prefeitura oferece apoio logístico para a realização do Jubileu e para que esteja mantida a ordem na cidade no período da festa. Todo este trabalho é coordenado por uma comissão formada por servidores municipais que começa a trabalhar em janeiro. O governo Municipal enviou ao Corpo de Bombeiros o Projeto de Combate a Incêndio e Pânico. Com base nele, disponibiliza extintores de incêndio para os comerciantes ao longo do percurso. Haverá também brigadista e faixa de indicação de rota de fuga. Da estrutura montada constam ainda  90 banheiros químicos e bebedouros para os romeiros. A praça de alimentação este ano foi instalada dentro da Romaria e funciona até às 22h.

Segurança

Para garantir a segurança no período da festa, a Prefeitura disponibiliza cerca de 60 seguranças por dia. A Guarda Municipal e a Polícia Militar estarão presentes nas principais vias de movimento de pessoas. A PM manterá bases de atendimentos no antigo prédio da Rádio Congonhas (ao lado da igreja), na Praça Dom Helvécio (Pontilhão) e uma base móvel na Praça Bandeirantes.

A Defesa Civil contará com o trabalho de 20 brigadistas. Equipes da vigilância sanitária e fiscais de postura e do meio ambiente farão vistorias durante os dias do evento.

 

 

Saúde e Assistência Social

Três equipes de saúde vão ficar na Rua João Paulo Arges e nas praças da Basílica e Bandeirantes para atender os romeiros entre os dias 7 e 14. Já do dia 15 a 20, somente o ponto da Praça Bandeirantes irá funcionar. Servidores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SEDAS) também estarão presentes nesses locais, no Pontilhão e na Rua Benedito Quintino, para acolher os romeiros.

Apoio ao Turista

Nos dias 7 e 14, o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) funcionará de 8h às 17h. Nos sábados e domingos, de 8h às 17h e durante a semana, de 7h às 18h.

 

Programação

Em todos os dias, são realizadas celebrações. No dia 7, as missas acontecerão às 7h, 10h, 15h (abertura oficial) e às 18h. De segunda à sábado, as celebrações acontecem às 6h, 8h, 10h, 15h e às 18h. E no dia 14, encerramento da festa, serão realizadas missas às 6h, 8h, 10h, 15h.

História

O Jubileu de Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas acontece há 234 anos. A festa religiosa, uma das mais antigas do gênero no Estado, foi um dos grandes propulsores do desenvolvimento da cidade.  Por meio do fiel português Feliciano Mendes, nasceu a devoção ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Ele chegou à Minas Gerais em busca de ouro e, nessa procura, perdeu a saúde. Fez então uma promessa ao Bom Jesus. Quando a graça foi alcançada, empenhou-se para construir o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos em 1757.

Com as doações dos devotos, a Basílica do Senhor Bom Jesus foi renovada na segunda metade do Séc. XVIII, tornando-se um dos mais importantes complexos artísticos e arquitetônicos do barroco mundial.  O Local guarda as principais obras de Antônio Francisco Lisboa, conhecido como Aleijadinho, sendo 12 profetas de pedra sabão e 64 esculturas em cedro que narram os passos da Paixão de Cristo. Os 30 anos do título de Patrimônio Mundial concedido pela UNESCO ao Santuário são comemorados em 2015.

Para receber todos os fiéis na cidade, ao longo da história, casas de hospedagem foram erguidas e ruas de acesso ao Santuário foram abertas. O investimento em infraestrutura influenciou o desenvolvimento da região.

Todos os anos, milhares de pessoas vêm à Congonhas agradecer as graças alçançadas e participam de missas, confissões, comunhões, visitam à imagem do Senhor Morto e a Sala dos Milagres (onde são depositados os ex-votos – objetos que testemunham os milagres). Além disso, aproveitam para comprar artigos diversos nas centenas de barracas localizadas na Ladeira Histórica e em toda extensão do Sítio da Basílica.

Eventos Paralelos

No primeiro dia da festa, 7 de setembro, acontecem ainda a missa do Grito dos Excluídos como o tema “Que pais é este, que mata gente e que a mídia mente e nos consome?” e o Desfile Cívico em homenagem a Independência do Brasil.

Fotos:divulgação/SECOM