Sem carros: diretor da guarda municipal reclama más condições de trabalho

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O Gerente Interino, Sandro Luiz, cobrou investimentos na Guarda Municipal/Alair Xavier
O Gerente Interino, Sandro Luiz, cobrou investimentos na Guarda Municipal/Alair Xavier
O Gerente Interino, Sandro Luiz, cobrou investimentos na Guarda Municipal/Alair Xavier

Um dos assuntos mais debatidos durante audiência para discutir a segurança pública, ocorrida ontem a noite, dia 30, foi o investimento na Guarda Civil Municipal e a ampliação de suas atribuições, em especial a ronda escolares.

O Juiz Paulo Roberto cobrou união de forças em torno da ausência do estado e pediu a volta das rondas, como também diversas autoridades e vereadores e até mesmo os populares.

O gerente interino da Guarda Municipal de Lafaiete fez um desabafo em tom de denúncia pelas más condições que a corporação enfrenta. Ele está no cargo desde agosto de 2016. Segundo ele as viaturas estão em baixa, sem pneus e sucateadas. “As aulas voltam no dia 2 e não temos uma viatura para fazer as rondas escolares”, criticou.

Ele relembrou a Guarda Municipal serviu de modelo para Ouro Preto, Mariana e outras, as hoje a realidade é de abandono. “A Guarda tem de ser protagonista no sistema de segurança pública”, assinalou o Juiz Paulo Roberto.

O outro lado

O Secretário Pedro Loureiro afirmou a importância da Guarda no sistema de segurança/CORREIO DE MINAS
O Secretário Pedro Loureiro afirmou a importância da Guarda no sistema de segurança/CORREIO DE MINAS

Por outro lado, ele cobrou a criação do estatuto e a regulamentação da Guarda Municipal, ações que podem promover investimentos com a assinatura de convênios. “Estamos lutando há anos pela nossa guarda municipal. Não temos suporte, mas com a regulamentação e estatuto podemos nos credenciar a receber verbas do Ministério da Justiça”, frisou.

O secretário municipal de defesa social, Pedro Loureiro, lembrou que a efetivação destas legislações vai ampliar as atribuições dos guardas como agentes de trânsito e até mesmo pelo uso de arma. Loureiro disse que as viaturas não foram consertadas pela falta de tempo hábil para licitação.