Estão abertas até 19 de abril, inscrições para gestores que queiram estruturar unidades de Farmácias Vivas no Sistema Único de Saúde (SUS)

As inscrições para seleção de projetos de implantação ou estruturação de Farmácias Vivas se encerram no dia 19 de abril e só podem ser realizadas via internet através do portal do Ministério da Saúde, no endereço gov.br/saúde, acessando em seguida a aba “acesso à informação” e em seguida participação social.

Podem participar do processo as secretarias de Saúde Municipais, Estaduais e do Distrito Federal que atendam as exigências do edital.

O Programa Farmácia Viva é uma ação do Ministério da Saúde, que será implantada via SUS em todo o país, e visa expandir para usuários da rede pública um serviço de tratamento com uso de plantas medicinais e fitoterápicos, mas agregado a uma garantia de qualidade, segurança e efetividade no tratamento.

O programa também busca reconhecer e fortalecer as práticas populares e tradicionais de uso de plantas medicinais e remédios caseiros.  A ideia é que a agricultura familiar também entre como agente produtivo dos recursos que irão abastecer as Farmácias. Outro ponto previsto, para garantir, inclusive, a efetividade dos tratamentos de quem busca o Programa Farmácia Viva, é o incentivo à pesquisa, ao desenvolvimento de tecnologias e inovações em plantas medicinais e fitoterápicos.

Estão destinados R$ 5,5 milhões para financiar os projetos. O resultado final da seleção dos projetos será divulgado até o dia 13 de maio.

Conselheiro Lafaiete celebra Dia Mundial da Saúde e Dia Mundial da Atividade Física com diversas ações

No sábado, dia 06 de abril, a Prefeitura de Conselheiro Lafaiete, por meio do Departamento de Atenção Primária e Equipe multiprofissional de Saúde (E-multi), realizou diversas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, celebrado dia 7 e Dia Mundial da Atividade Física, celebrado no dia 06 de abril.

A iniciativa contou com grande presença de público e ofereceu diversos serviços gratuitos nos postos de saúde e na Praça Tiradentes.

Em função das datas, no sábado dia 06, foram realizadas nos postos de saúde vacinação contra a Influenza (gripe) e Campanha de Prevenção à Saúde Bucal nas seguintes unidades de saúde: Albinópolis, Alexandrina, Amazonas, Carijós, Fonte Grande, Gagé, Rezende, Santa Cruz 2, São João 1, São Dimas, Vista Alegre, Moinhos, Cachoeira, Museu e Santo Antônio.

E na Praça Tiradentes foram oferecidos diversos serviços, como aferição de pressão e glicemia, avaliação nutricional, avaliação de fisioterapia, restes de HIV, Sífilis e Hepatite B e C, atividades de Yoga, Ginástica, Dança, Capoeira, Funcional KIDS e adulto.

A equipe de nutricionistas ofereceu avaliação nutricional e orientação individualizada sobre alimentação saudável e hábitos alimentares adequados, promovendo uma alimentação mais nutritiva e equilibrada.
A fisioterapia, por meio do teste de pisada e avaliação postural, possibilitou a avaliação da saúde física e a orientação para exercícios e atividades físicas adequadas para cada indivíduo.
Para incentivar a prática regular de atividade física e seus benefícios para a saúde, a Prefeitura ofereceu aulas de yoga, ginástica, dança, capoeira e funcional para crianças e adultos.
Nos postos de saúde, a população teve acesso à vacinação contra Influenza, importante para prevenir a gripe, e à Campanha de Prevenção à Saúde Bucal, que promoveu a saúde bucal com orientações sobre higiene bucal e exames preventivos.
O evento demonstra o compromisso da Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete com a promoção da saúde e a prevenção de doenças, oferecendo à população acesso a serviços de saúde de qualidade, promovendo um estilo de vida mais saudável.

Amanhã (7) tem caminhada pela saúde e lançamento da pedra fundamental para construção da tão sonhada sede do Hospital São Camilo

Convidamos você para um evento especial em prol do Hospital São Camilo! No Dia Mundial da Saúde, no dia 7 de abril (domingo), acontece uma caminhada significativa. A saída será em frente à Loja Maçônica Estrela de Queluz, com destino à Rua Silvio Rosa, no bairro Tamareiras, em Conselheiro Lafaiete (MG). às 8:30hs

Nesse dia, será lançada a pedra fundamental para a construção da sede própria do hospital. É uma oportunidade para unirmos forças e contribuir para a saúde e bem-estar da nossa comunidade. Abrace essa ideia e venha fazer parte desse momento especial! Contamos com a sua presença e apoio. Juntos, podemos fazer a diferença! ???‍♀TRAGA SUA FAMILIA. Trajeto; Avenida Furtado, Rua Bias Fortes, Rua Marechal Floriano Peixoto até ao acesso ao bairro Tamareiras.

O terreno

A Prefeitura de Conselheiro Lafaiete (MG) oficializou na tarde do dia (20), a doação de um terreno de aproximadamente 10.290m², no Bairro Tamareiras, para a construção do novo prédio do Hospital São Camilo. A cerimônia aconteceu no Gabinete do Prefeito Mário Marcus que elogiou a importãncia e o papel do hospital na prestação de serviços na rede publica de saúde.

Atualmente a sede fica  em um imóvel alugado de alto custo que onera as despesas do hospital e invabiliza investimentos de ampliação do atendimento. Na rede SUS, o São Camilo é o hospital que mais atende em Lafaiete , principalmente os pacientes oriundos da policlínica municipal.

Projetando a sustenbailidade e autonomia financeiras e ampliação do atendimento, a diretoira já trabalha na contratação de um escritário de arquitetura e engenharia para a concepção da nova sede e levantamento de custos do empreendimento que será edificado em uma área estratégica, perto a nova UPA, SAMU, Bombeiros e da BR 040.

 

 

Garrafa de água pode ter 40 mil vezes mais bactérias do que vaso sanitário; como limpar?

Objeto ainda supera pia de cozinha e mouse de computador no número de bactérias

Todos os tipos de vírus e bactérias vivem nas superfícies que temos contato no nosso cotidiano. Nem todos são prejudiciais, mas alguns germes podem deixar você muito doente. Para entender esses perigos, a WaterFilterGuru investigou um item que muitas pessoas carregam o dia todo: a garrafa de água.

Um estudo conduzido pela empresa concluiu que em apenas uma garrafinha pode haver 40 mil vezes mais micróbios do que em um vaso sanitário. As tampas com bico ou de rosca continham o maior número de bactérias de todas as garrafas de água, com 30 milhões de UFC (unidade de formação de colônias) cada.

As garrafas de água ainda apresentaram duas vezes mais germes do que uma pia de cozinha, mais sujas do que uma tigela para animais de estimação e a superfície de um mouse de computador.

Como higienizar a garrafinha de água?

Em entrevista anterior ao Terra, o biomédico de microbiotécnica Roberto Martins Figueiredo, o Dr. Bactéria, sugeriu a limpeza diária da garrafa de água com o auxílio de detergente e um modelo de escova comumente usado para limpar mamadeiras. E fez um alerta: se você passar mais de 5 dias sem lavar a garrafa, ela vai acumular uma quantidade de bactérias acima do que o recipiente de água de um cão — assim como apontou o estudo da WaterFilterGuru.

Além da limpeza diária, Dr. Bactéria também sugeriu uma limpeza mensal mais profunda. “Uma vez por mês, você enche até a boca de água, coloca uma colherzinha de chá com bicarbonato e deixa da noite para o dia. No dia seguinte é só enxaguar e está pronta.”

 

FONTE TERRA

Saúde: a “crise” e o que a mídia esconde

Esforço de Nísia para sanear os hospitais federais no Rio foi confrontado, com participação decisiva da Globo. Mas por trás das turbulências, há também o subfinanciamento do SUS, a ausência de concursos e o trabalho precarizado

A crise duradoura nos hospitais federais do Rio de Janeiro foi responsável pela exoneração, em menos de 24 horas, de um secretário e um diretor do Ministério da Saúde. Um deles é um nome importante na gestão pública da saúde brasileira: Helvécio Magalhães, secretário de Atenção Especializada à Saúde (SAES). O outro, Alexandre Telles, seu subordinado, era responsável direto pelos hospitais federais, chefe do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) no Estado do Rio de Janeiro.

O fato é que, quinze meses após o começo do governo Lula, pouco havia sido feito para reverter os anos de sucateamento daqueles hospitais, que atendem não apenas o estado do Rio de Janeiro, mas todo o Brasil, e são referência em alta complexidade. As causas do declínio são múltiplas, mas entre as principais estão o subfinanciamento prolongado do SUS e as dezenas de irregularidades encontradas reiteradamente na gestão dos hospitais.

A crise começou assim que o Ministério da Saúde tentou mexer nesse vespeiro. Desde o início do mandato, a pasta vem fazendo relatórios que atestam as péssimas condições em que se encontram os hospitais federais. Na nota técnica mais recente, o DGH lista as “fragilidades e irregularidades no âmbito da contratação de serviços continuados”. Dizem respeito a todo tipo de corrupção ordinária, mas sobretudo indicam favorecimento de empresas sem justificativas técnicas e contratações e aquisições com preços acima do mercado.

Essa nota técnica serviu de justificativa para a publicação de uma portaria que centraliza as compras feitas pelos hospitais federais no órgão do Ministério da Saúde. O DGH justificou que isso traria eficiência e redução de custos, além de basear-se na nova Lei de Licitações de Contratos Administrativos. A mudança deveria começar a valer no dia 14, mas a pressão sobre Nísia Trindade foi tamanha que a ministra decidiu adiar em mais um mês a medida. Mesmo assim, os ânimos continuaram aflorados, dando sequência a uma série de eventos temerosos.

Para responder à pressão contrária à centralização de compras, Nísia tomou uma decisão que é vista como intervenção nos hospitais. Na sexta-feira, 15/3, criou um Comitê Gestor que ficaria a cargo da gestão da rede durante 30 dias, e seria comandado pelo então secretário Helvécio Magalhães.Começaria a atuar na segunda. Mas no meio do caminho havia uma matéria do Fantástico. O jornal dominical fez uma reportagem extensa em que denunciava o estado precário dos hospitais federais do Rio de Janeiro. Entre as denúncias, despontou o nome de Helvécio, que enviou uma pessoa sem cargo público, ligada a uma empresa prestadora de serviços à Saúde, para averiguar a situação predial no hospital de Bonsucesso.

Na manhã seguinte, Telles já estava fora da direção do DGH. Mas a pressão sobre Nísia aumentou, durante reunião ministerial tensa, em que Lula a questionou sobre o assunto. Até o fim do dia, a notícia de que Helvécio havia sido exonerado já circulava – confirmada na terça. Em seu lugar, tanto na SAES quanto no Comitê Gestor, fica Nilton Pereira, atualmente diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, interino. Há rumores de que Nísia indicará o sanitarista Adriano Massuda para ocupar o cargo.

Mas o que fazer para desatar todos esses nós? Em entrevista à Globo News, o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu as medidas tomadas por Nísia e Telles para a centralização de compras no DGH. Mas, para ele, é pouco: “Nós precisamos ter um projeto ousado, de mudança radical”. Temporão acredita que é preciso buscar um novo modelo de planejamento e gestão, que acabe com os cargos por indicação nos hospitais, e privilegie as contratações técnicas.

Lucia Pádua, servidora do Ministério da Saúde na área de vigilância em saúde e diretora da FENASPS (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), vê um ponto nevrálgico a ser resolvido, que diz respeito aos recursos humanos. Segundo ela, há um déficit de 10 a 12 mil profissionais na rede de hospitais federais, e não se faz concurso público para recompor a força de trabalho desde 2010.

Isso acarreta, além da piora de serviços à população, constantes crises internas, provocadas pela enorme rotatividade de pessoal. Boa parte dos funcionários vive sob a instabilidade e a incerteza de contratos temporários, algo incompatível com a atividade que exercem. “Nós somos uma rede de alta complexidade; o treinamento de um profissional é longo, demora até um ano para se completar”, explica Lucia.

Por diversas vezes, nos últimos anos, armou-se uma tempestade no momento em que os contratos temporários estavam para vencer. Aconteceu inclusive nos últimos dias do governo Bolsonaro: o ministério ficou a um triz de não renovar os contratos de 500 funcionários, que venceriam dali a um dia. Mas hoje o problema continua: em maio próximo, cerca de mil contratos vencerão, e mais outros 4,1 mil em dezembro. Nísia está em tratativas com o Ministério da Gestão e Inovação em serviços públicos para a sua renovação ligeira.

“Tudo bem que é uma questão emergencial, mas a gente não pode continuar com esse método”, critica Lucia, “a gente precisa realizar concurso para preencher essas vagas de forma permanente, para criar o vínculo necessário. Esse é um problema sério da rede”. Ela conta que, no momento de transição do governo, os servidores da rede federal escreveram uma carta com o diagnóstico dos problemas que perduravam nos hospitais federais, e listou alguns pontos, como a defesa da manutenção da gestão pública, concurso e carreira para os servidores e o fim das ingerências políticas na direção dos hospitais. “Cargo de direção de hospital é cargo técnico de alta complexidade.”

A fala de Temporão à TV vai na mesma direção. Ele aponta para o fato de que o Ministério da Saúde tem papel importante na resolução dos problemas dos hospitais federais, mas não é o único responsável. O ex-ministro também chama a atenção para o enorme problema que é a precarização da força de trabalho na rede – e ressalta: abrir concursos públicos não depende de Nísia. “Não estou vendo esforço do governo como um todo para apoio do Ministério da Saúde, para superar esse quadro dramático”, lamenta.

Mas Temporão tem “total confiança” em Nísia Trindade, e em sua “grande disposição para enfrentar essa questão”. Lucia Pádua crê que Lula deu uma sinalização importante à ministra, de que as coisas precisam mudar. Para a servidora, abre-se a possibilidade de que “as unidades possam ter uma gestão técnica, profissionalizada, com participação dos servidores e usuários”, e também “que seja realizado concurso público para encerrar esse ciclo de precarização do trabalho, e que finalmente os servidores sejam contemplados com um plano de carreira que os valorize e dê dignidade”.

 

Prefeitura investe em estruturas de saúde UBS Ito Alves será mais uma unidade

As obras da nova Unidade Básica de Saúde do bairro Rochedo avançam e, ainda este ano, a população da região contará com uma UBS tipo três. Nessa semana parte da estrutura e da fundação da nova UBS estão sendo preparadas. A nova Unidade Básica de Saúde tipo três, está localizada na Rua Ito Alves e poderá atender até com três equipes de saúde da família, sendo que para cada equipe, o atendimento médio gira em torno de 4 mil pessoas, criando um fluxo de aproximadamente 12 mil usuários, tanto do bairro Rochedo como em suas adjacências. A obra estava paralisada desde 2015 e será concluída nesta gestão. A previsão é que seja entregue até setembro deste ano.

Na área da saúde outras obras importantes seguem dentro do cronograma. A Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 horas, que está sendo construída no Bairro Tamareiras, será inaugurada em maio de 2024 e substituirá o atendimento prestado pela atual Policlínica do município e irá oferecer serviços de urgência e emergência de forma abrangente, moderna e eficiente. A obra do Centro Regional de Saúde no Bairro Paulo VI, prevista para ser concluída ainda esse ano, irá oferecer atendimento em diversas especialidades médicas e também uma farmácia básica.

Segundo o prefeito Mário Marcus “essas ações irão melhorar e ampliar a assistência à saúde da população de Lafaiete com o objetivo de atender suas necessidades e contará com um ambiente propício para os profissionais que irão atuar nas unidades de saúde com mais segurança e qualidade.”

 

Presídio no interior de Minas suspende visitas após casos de tuberculose e sarna em detentos

Unidade prisional não vai receber novos detentos nem realizar transferências

Pelo menos cinco detentos do presídio de Ubá, na Zona da Mata, estão com tuberculose. Há ainda a suspeita de sarna em outros presos. Treze aguardam o resultado de exames. As visitas na unidade prisional foram suspensas.

A decisão ocorreu na última segunda-feira (18), segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O local não vai receber novos detentos nem realizar transferências.

Ainda segundo a secretaria, o presídio dispõe de equipe de saúde, com médico e enfermeira, cedidos pela prefeitura municipal. Os atendimentos são feitos de segunda a sexta-feira. Todos os presos estão passando por testes para verificar se há outras contaminações por tuberculose.

Um dos detentos teve que ser internado no Hospital São Vicente de Paulo. Ele teve a prisão convertida em domiciliar por decisão judicial. Outros quatro seguem em tratamento na unidade prisional.

A Sejusp informou que todas as providências sanitárias, de higiene e médicas, estão sendo tomadas para evitar a proliferação das doenças.

 

FONTE HOJE EM DIA

ALERTA VERMELHO: Inmet emite aviso de grande perigo para onda de calor em 5 estados

Riscos potenciais à saúde de pessoas animais estão relatados até o começo da noite do próximo sábado

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou nesta quinta-feira (14) um alerta vermelho para onda de calor para uma região que engloba áreas de cinco estados.

Porções do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul estão em situação considerada de grande perigo pelo órgão desde esta quinta às 14h até as 18h de sábado (16).

Prefeitura realiza mutirão contra dengue no bairro Pires; 1378 imóveis foram vistoriados

A Prefeitura de Congonhas promoveu um grande mutirão de combate à Dengue, no bairro Pires. A iniciativa, denominada “Dia D contra a Dengue”, teve como objetivo intensificar as ações de prevenção e controle da doença.

Equipes de saúde, agentes de endemias, Defesa Civil e a equipe da Coleta Seletiva percorreram o bairro e realizaram atividades de conscientização, vistorias em imóveis e eliminação de focos do mosquito transmissor. No total, 1378 imóveis foram vistoriados.

Na ação foram recolhidos depósitos inservíveis de difícil descarte como garrafas, pneus, embalagens, baldes velhos e demais materiais que sirvam de depósito para água parada.
Na oportunidade, a população foi orientada a participar ativamente, mantendo seus quintais limpos e colaborando com as equipes durante as visitas domiciliares.


Por Letícia Tomaino / Fotos: SMS

Onda de calor pode causar salto de mais de 20% na transmissão da dengue em MG

Minas registra um caso provável da doença a cada 12 segundos; tempo de incubação do vírus no mosquito é encurtado com alta temperatura

A onda de calor deve agravar o pior surto de dengue, zika e chikungunya vivido em Minas Gerais. Uma pesquisa da Universidade de Michigan (EUA), realizada no Brasil, calculou que, em um aumento de temperatura de 2ºC, as transmissões de arboviroses podem aumentar. O crescimento pode chegar a 20%.

Para se ter ideia, a previsão da onda de calor em Minas Gerais é de temperaturas até 5ºC acima da média até a sexta-feira (15 de março). Infectologistas escutados pela reportagem alertam para um possível aumento no número de mosquitos Aedes aegypti e de diagnósticos diários das doenças. No Estado, a cada 12 segundos, um novo caso suspeito de dengue é registrado.

De acordo com o epidemiologista Carlos Henrique Nery Costa, um ajuste biológico ocorre naturalmente no Aedes aegypti conforme as condições de temperatura. Ele explica que o mosquito fica mais ativo durante o calor. “O inseto não tem controle de temperatura, então, à medida que fica mais quente, a transmissão dos vírus fica mais acelerada”, alerta ele, que é doutor em Saúde Pública Tropical pela universidade de Harvard. O processo é o mesmo que causa alta dos casos de arboviroses durante o verão, mas, dessa vez, intensificado pela temperatura ainda mais elevada pela onda de calor.

Na pesquisa da Universidade de Michigan, por exemplo, a cidade de Recife foi usada como base de estudo, e o número de novos casos após a primeira pessoa infectada por dengue saltou de quatro para seis em um aumento de temperatura de 2ºC. Nery Costa reforça que, quanto mais quente, o tempo de incubação do vírus no mosquito fica menor, isto é, ele passa a transmitir dengue, zika ou chikungunya mais rápido.

“Naturalmente, leva alguns dias para que o inseto passe a transmitir as doenças desde o primeiro contato com os vírus. Isso é o que chamamos de tempo de incubação. Mas, com as altas temperaturas, o vírus chega mais rápido às partes bucais do inseto. Então, à medida que a temperatura sobe, aumenta a proliferação da dengue”, analisa Nery Costa.

De fato, de acordo com o infectologista em medicina tropical Julio Croda, o ciclo de transmissão das arboviroses pode cair de até 10 dias para 6 a 7 dias por causa do aumento da temperatura. A maior preocupação, segundo o médico, é a multiplicação do vetor. Ele explica que os mosquitos se reproduzem mais rápido durante o calor. “O mosquito da dengue é muito eficaz em se proliferar e transmitir as arboviroses. Com a alta temperatura, o ciclo reprodutivo fica mais rápido. Mais calor, mais mosquito no ambiente. A frequência do vetor vai aumentar”, diz.

Clima e ambientes ideais para a proliferação do mosquito 

É o que também alerta Mário Giusta, professor de Biomedicina da Una Contagem. Ele chama de “tempestade perfeita” a ocorrência da onda de calor em meio à maior epidemia de dengue do Estado. “A onda de calor, consequentemente, gera aumento das chuvas. Seja imediatamente ou após o fenômeno. Isso é ideal para a intensificação do vetor da dengue. A eclosão dos ovos do inseto funciona muito bem nesse clima. Preocupa bastante o aumento de população do vetor, que vai ter consequência na alta de casos”, alerta.

Segundo o especialista, outro desafio em meio à onda de calor é a dificuldade do controle dos mosquitos no ambiente urbano. “Dentro dos centros urbanos, nós não temos um controle ecológico do Aedes aegypti, não há limitação para o aumento reprodutivo do mosquito. Então, isso intensifica ainda mais o problema. É perfeito para o mosquito: está quente, chove e não há controle ecológico”, continua.

Contra a explosão de casos, previna-se dos focos do mosquito

Para evitar grandes saltos na proliferação das arboviroses, Mário Gusta aconselha medidas de prevenção contra os focos do Aedes aegypti e proteção pessoal, como uso de repelentes. “O jeito, agora, é tentar evitar a presença do inseto. Então, o ideal é tomar muito cuidado essa semana, reforçar o uso de repelentes e cuidar do ambiente em que estamos, evitando focos de água parada e entulhos, como é amplamente divulgado”.

O que diz a PBH? 

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que as ações de combate ao Aedes aegypti são realizadas durante todo o ano, em todas as regiões do município, independentemente da temperatura. “Cabe ressaltar que para o ciclo completo do mosquito é necessário água. Por isso, a principal forma de combater o mosquito é eliminar objetos que possam acumular água, interrompendo assim o  ciclo de vida”, acrescentou.

A reportagem também questionou o Estado de Minas sobre ações contra os focos da dengue durante a onda de calor e aguarda retorno.

Cuidados contra focos do mosquito: 

 

  • Eliminar água armazenada em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção é a melhor forma de evitar a proliferação do Aedes aegypti;
  • Deixe sempre bem tampados e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d’água, poços, cacimbas, tambores de água ou toneis, cisternas, jarras e filtros;
  • Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Coloque areia fina até a borda do pratinho;
  • Plantas que possam acumular água devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas;
  • Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa, casca de ovo, latinha, saquinho plástico de cigarro, embalagem plástica e de vidro, copo descartável etc.) e guarde garrafas vazias de cabeça para baixo;
  • Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana, caso precise mantê-los, guarde em local coberto;
  • Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana;
  • Retire sempre a água acumulada da bandeja externa da geladeira e lave com água e sabão;
  • Sempre que for trocar o garrafão de água mineral, lave bem o suporte no qual a água fica acumulada;
  • Mantenha sempre limpo: lagos, cascatas e espelhos d’água decorativos. Crie peixes nesses locais, eles se alimentam das larvas dos mosquitos;
  • Lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana;
  • Limpe frequentemente as calhas e a laje das casas, coloque areia nos cacos de vidro no muro que possam acumular água;
  • Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro e limpe-a uma vez por semana. Se não for usá-la, evite cobrir com lonas ou plásticos;
  • Mantenha o quintal limpo, recolhendo o lixo e detritos em volta das casas, limpando os latões e mantendo as lixeiras tampadas.
  • Não jogue lixo em terrenos baldios, construções e praças;
  • Permita sempre o acesso do agente de controle de zoonoses em residência ou estabelecimento comercial.

 

FONTE O TEMPO

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