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Mãe e padrasto suspeitos de espancar e matar criança de 9 anos são soltos

Mãe e padrasto de Arthur Pereira Alves, de 9 anos, espancado e morto em agosto desse ano, em BH, tiveram a prisão preventiva revogada, nessa quarta-feira (10). Os suspeitos estavam presos temporariamente desde 15 de outubro. A soltura dos investigados foi decretada pela juíza Ana Carolina Rauen, após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizar um pedido de novas diligências, para complementar provas sobre a relação entre o trauma e a morte do garoto.

Arthur morreu após dar entrada no Hospital Júlia Kubitschek, no Barreiro, com sinais de agressão, como hematomas e fraturas. A mãe do menino, Lauriza Pereira de Brito, de 24 anos, e o padrasto Deivisson Moreira, de 38, tornaram-se os principais suspeitos da investigação.

A criança e a família moravam no bairro Flávio Marques Lisboa, na mesma região da capital mineira. Durante depoimento, na delegacia, a mulher confessou que agredia o filho. Ela ainda afirmou estar sob o efeito de cocaína. O padrasto negou a presença durante as agressões.

Na última quinta-feira (4), o MPMG enviou ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) o pedido de revogação da prisão temporária. A Polícia Civil do estado já havia concluído as investigações. A revogação da decisão, porém, segundo o MPMG, poderia ser realizada apenas diante da imposição de medidas cautelares aos suspeitos.

Entre as determinações, estaria a proibição de se ausentarem da casa por mais de dez dias, sem autorização judicial; o recolhimento domiciliar no período noturno; e o monitoramento por tornozeleira eletrônica, por, no mínimo, seis meses. O descumprimento das medidas resultaria na prisão preventiva imediata.

Nessa quarta (10), a juíza também deferiu o pedido do Ministério Público de quebra de sigilo médico profissional. No pedido, o MPMG requereu o afastamento do sigilo médico para obter os prontuários médicos de Arthur nos seis meses anteriores à morte, junto à UPA Barreiro e ao Hospital Julia Kubitschek

Inicialmente, a investigação teria considerado apenas as informações do Laudo de Necropsia, que concluiu que a causa da morte foi broncopneumonia. Segundo o laudo, não foi estabelecido um nexo causal direto entre as lesões e o óbito. As novas diligências pedidas pelo órgão público questionavam se hemorragias pulmonares eram uma consequência exclusiva da broncopneumonia ou uma combinação de fatores.

Polícia Civil de Minas Gerais, com base no laudo, indiciou os investigados por ‘tortura-castigo’, com agravamento pela idade da vítima, e não por um crime que envolvesse o resultado morte diretamente relacionado ao trauma físico, como o homicídio.

FONTE: BHAZ

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