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Lafaiete acumula prejuízos e situação se agrava com falhas no sistema de Nota Fiscal

Conselheiro Lafaiete já começa a sentir no caixa os efeitos de um problema que vem se arrastando e agora entra em um estágio mais delicado. Falhas na integração do sistema de emissão de notas fiscais estão provocando transtornos, prejuízos e insegurança para empresas, prestadores de serviço e para a própria arrecadação municipal.
O tema já vinha sendo tratado em reportagens publicadas pelo Correio de Minas e por outros veículos regionais, que alertaram para as dificuldades enfrentadas por contadores, empresários e profissionais liberais desde o início da migração para o novo modelo nacional de emissão de notas. Até então, falava-se em instabilidade pontual. Agora, o cenário ganha contornos mais graves.

O fato novo é um comunicado oficial emitido pela empresa responsável pelo sistema, a CMM Sistemas, que confirma uma instabilidade temporária na integração entre a plataforma Nota Betha e o ambiente da Nota Nacional, mantido pela Receita Federal. Segundo a nota, o problema ocorre em meio ao processo de transição tecnológica em escala nacional, marcado por alto volume de acessos simultâneos, sobrecarga e bloqueios temporários no sistema central �.

De acordo com o comunicado, as falhas não se limitam a Lafaiete. Elas afetam diversos municípios do país, já que o próprio ambiente nacional enfrenta intermitências, impactando diretamente a recepção e o processamento das informações fiscais. Ainda assim, para quem está na ponta, o reflexo é imediato: notas que não são emitidas, serviços que ficam sem faturamento, pagamentos represados e insegurança jurídica para empresas e contribuintes.

Em Conselheiro Lafaiete, o problema se torna ainda mais sensível por envolver um volume expressivo de prestadores de serviço, comércio ativo e uma economia local fortemente dependente da regularidade fiscal. O atraso na emissão de notas afeta contratos, compromete prazos e gera impacto direto no fluxo financeiro de quem depende do documento para receber.

A CMM informa que mantém contato permanente com o suporte da Receita Federal e que ajustes técnicos foram realizados, inclusive durante a madrugada, para tentar reduzir as ocorrências. No entanto, admite que a solução completa depende da estabilização do ambiente nacional, o que foge ao controle exclusivo da empresa.

Enquanto isso, a situação em Lafaiete segue se complicando rapidamente. O que antes era tratado como um transtorno temporário passa a ser visto como um risco real de prejuízos mais amplos, tanto para o setor produtivo quanto para a administração pública. A expectativa agora é por uma resposta mais rápida do sistema nacional e por medidas locais que possam reduzir os impactos enquanto a normalização não acontece.

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