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Criado no Brasil, o jumento Pêga virou o mais valioso do país, produz mulas disputadas por até R$ 200 mil e tem uma história genética tão impressionante que reescreve a origem desses animais no mundo

Do melhoramento em Minas Gerais ao auge na criação de muares, o jumento Pêga ganhou prestígio por sua resistência e por gerar mulas disputadas, enquanto estudos genéticos ajudam a recontar a origem dos jumentos no mundo.

jumento Pêga é um dos animais mais famosos e procurados por criadores no Brasil, mas muita gente não sabe que essa raça foi desenvolvida aqui e carrega uma trajetória que mistura história rural, seleção e valor de mercado.

E a história fica ainda maior quando você junta duas pontas: de um lado, a tradição brasileira que aperfeiçoou o jumento Pêga para produzir muares de qualidade; do outro, descobertas genéticas sobre jumentos antigos que ajudam a reescrever a origem e a expansão desses animais pelo mundo.

Antes do Pêga existir, o jumento já carregava a história nas costas

Os jumentos têm origem africana e foram domesticados há milhares de anos, escolhidos por resistência e capacidade de suportar condições difíceis.

Essa robustez é o que transformou o jumento em peça-chave do transporte em regiões onde outros animais sofriam.

Com o tempo, eles passaram a ser essenciais para levar mercadorias e pessoas por rotas complicadas, especialmente em terrenos onde a logística era um desafio constante.

Como os jumentos chegaram ao Brasil e viraram peça-chave do período colonial

Criado no Brasil, o jumento Pêga virou o mais valioso do país, produz mulas disputadas por até R$ 200 mil e tem uma história genética tão impressionante que reescreve

Durante o período colonial, jumentos chegaram ao Brasil trazidos pelos portugueses e ganharam papel prático no transporte de cargas pesadas e no deslocamento em áreas difíceis. Antes de virar raça, o jumento já era infraestrutura.

Foi essa utilidade diária que preparou o terreno para o passo seguinte: o melhoramento direcionado, com foco em desempenho e consistência.

Onde nasce o jumento Pêga e por que essa raça é “assinatura” do Brasil

A raça se desenvolveu em Minas Gerais, na região de Lagoa Dourada, a partir do cruzamento de diferentes origens, escolhidas por suportarem bem as condições climáticas, topográficas e nutricionais locais.

jumento Pêga foi aperfeiçoado com um objetivo claro: gerar muares de alto valor, adaptados e confiáveis no trabalho, com padrão mais previsível para o criador.

O melhoramento que consolidou a linhagem

O aperfeiçoamento do jumento Pêga é associado ao trabalho de criadores e à entrada de reprodutores que fortaleceram a linhagem ao longo do século XIX, com seleção contínua para função e desempenho.

Aqui, a seleção não era estética, era resultado. A meta era consolidar um tipo de jumento capaz de elevar a qualidade dos muares.

Por que o jumento Pêga gera mulas tão disputadas e como o preço disparou

jumento Pêga é apontado como essencial na produção de muares, especialmente em linhas valorizadas para transporte e para sela.

A demanda por muares marchadores elevou o valor, com relatos de exemplares chegando a até R$ 200 mil.

Isso não é um fenômeno novo na lógica econômica do campo. Historicamente, a mula foi vista como um ativo valioso, e em certos contextos chegou a valer mais do que cavalo. Não era capricho, era investimento.Play Video

A parte genética que surpreende e amplia a história dos jumentos

Além do capítulo brasileiro, há descobertas científicas que reacenderam o debate sobre a história dos jumentos: registros arqueológicos e análises genéticas de animais antigos e modernos indicam que a trajetória desses animais pode ser mais complexa e antiga do que se imaginava.

A ideia central é que o jumento não é um coadjuvante da história humana. Ele ajudou a sustentar rotas, economias e ocupações, e no Brasil acabou associado a uma raça como o jumento Pêga, que virou referência dentro da criação de muares.

Por que a história do jumento Pêga é tão difícil de ignorar

Quando você junta tudo, o jumento Pêga deixa de ser apenas um animal famoso entre criadores e vira símbolo de duas coisas ao mesmo tempo: a capacidade brasileira de consolidar uma raça valorizada por seleção funcional e o fato de que os jumentos, no mundo, carregam uma história genética mais profunda do que parecia.

É Brasil, criação e ciência no mesmo enredo.

Você acha que o jumento Pêga deveria ser mais reconhecido como patrimônio da criação brasileira, ou esse tema ainda vai continuar restrito ao campo?

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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