Análises de ritmitos e medições precisas a laser confirmam que o distanciamento contínuo de 3,8 centímetros anuais do satélite natural está desacelerando a rotação terrestre, fenômeno que poderá estender a duração dos dias para até 30 horas no futuro remoto.
Análises recentes confirmam que a Lua se afasta da Terra 3,8 centímetros ao ano. O fenômeno, medido por laser, altera a rotação do planeta e impactará significativamente a duração dos dias no futuro do sistema Terra-Lua, segundo dados geológicos e astronômicos.
Medições a laser confirmam o distanciamento constante
O afastamento lento da Lua em relação à Terra foi confirmado por décadas de medições a laser e detalhado em análise recente. O processo é monitorado por meio de painéis refletores instalados durante as missões Apollo, permitindo um acompanhamento preciso dessa migração cósmica.
O site The Conversation destaca que esse fenômeno resulta da atração gravitacional existente entre os dois corpos celestes. A Lua provoca marés na Terra e a energia dissipada nesse procsso empurra a órbita lunar para fora de maneira gradual e constante.
Impacto direto na duração dos dias terrestres
A rotação da Terra diminui ligeiramente à medida que o satélite natural se afasta. Durante a época dos dinossauros, um dia durava cerca de 23 horas. Atualmente, a duração é de 24 horas, mas mudanças futuras são esperadas nesse ciclo temporal.
As alterações contínuas poderão estender os dias para 25, 26 ou até 30 horas no futuro distante. Essas mudanças têm potencial para sincronizar a rotação da Terra com a órbita da Lua, criando um acoplamento de maré daqui a bilhões de anos.
Registros geológicos indicam proximidade ancestral
Cientistas investigam a história antiga do satélite através de estudos geológicos de sedimentos de maré antigos, conhecidos como ritmitos. As evidências apontam que a Lua já esteve a apenas 200.000 quilômetros de distância, muito mais perto que os 384.000 quilômetros atuais.
Naquele período remoto, o planeta girava mais rápido e as marés eram significativamente mais intensas. O ambiente primitivo foi moldado por essas forças gravitacionais, o que pode ter influenciado o desnvolvimento da própria vida na Terra.
A evolução dos oceanos e o destino do sistema solar
Modelos recentes mostram que a evolução dos oceanos e continentes alterou a absorção da energia das marés. Esse sistema dinâmico remodelou a trajetória lunar, provando que a relação física entre a Terra e seu satélite não é estática, mas evolutiva.
No futuro distante, o Sol entrará em seus estágios finais e se expandirá para uma gigante vermelha. O astro poderá engolir Mercúrio, Vênus e possivelmente a Terra, desestabilizando a órbita lunar antes mesmo desse evento final ocorrer.
FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS



