Prometendo doçura sem culpa, a alulose virou tendência entre quem buscava reduzir calorias sem abrir mão do sabor. O entusiasmo, porém, sofreu um freio abrupto no fim de 2025. No fim de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição total de produtos à base desse chamado “açúcar raro” no Brasil. A decisão veta fabricação, importação, venda, propaganda e uso da substância em todo o território nacional.
A ordem alcança todos os lotes ligados à empresa Sainte Marie Importação e Exportação e passou a valer de forma imediata. Com isso, o mercado de adoçantes precisou reagir rapidamente. Fabricantes, lojistas e consumidores agora revisam rótulos, estoques e hábitos de consumo. A medida também reacende o debate sobre segurança regulatória e promessas nutricionais.
Motivos regulatórios e exigências
Segundo a Anvisa, a alulose ainda não integra a lista de substâncias autorizadas para consumo no Brasil. Na prática, o ingrediente depende de trâmites técnicos e científicos para eventual inclusão, o que requer um dossiê robusto submetido pelas empresas interessadas.
Para vender produtos com o adoçante, a Sainte Marie precisaria ter passado por etapas como:
- Comprovação de segurança com estudos técnicos e científicos.
- Informações detalhadas sobre o processo de fabricação.
- Análises sobre possíveis impactos à saúde humana.
Agora, companhias que operavam com itens contendo alulose precisam interromper imediatamente qualquer atividade ligada ao ingrediente, sob pena de descumprimento regulatório.
Orientações para mercado e consumidor
O setor de adoçantes sente efeitos imediatos, porque produtos e campanhas com alulose precisam sair de cena imediatamente. A popularidade recente do ingrediente não altera a exigência legal: ele precisa cumprir todas as etapas de avaliação antes de qualquer liberação.
No mercado, os consumidores devem verificar rótulos e evitar itens que tragam a substância, até que ocorra eventual regularização. Além disso, é prudente acompanhar comunicados oficiais da Anvisa, pois novas decisões podem orientar substituições e esclarecer dúvidas sobre produtos já adquiridos.
Ao reforçar a proteção da saúde pública, a Anvisa sinaliza que apenas substâncias avaliadas e consideradas seguras chegam aos alimentos. Empresas e consumidores aguardam os próximos passos, enquanto o mercado ajusta estratégias para cumprir integralmente a determinação.



