INSS quer reforçar atendimento e reduzir mais de 23 mil cargos vagos com um concurso planejado para 2026, pedindo aval ao MGI para abrir 7 mil vagas de Técnico e 1,5 mil de Analista, com salários até R$ 10.371,31 e impacto nacional em todas as regiões, dependendo de autorização final.
O INSS prepara um concurso de grande escala para 2026, com 8.500 vagas distribuídas em todas as regiões do Brasil. A intenção declarada é recompor equipes e tornar o atendimento mais sustentável diante de um déficit que já supera 23 mil cargos vagos dentro do instituto.
O plano ainda depende de autorização final do governo, porque o INSS encaminhou um pedido formal ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A expectativa interna é que esse aval saia nas próximas semanas, destravando a organização do concurso, a escolha da banca e a preparação do edital.
Pedido ao MGI e o que muda quando sai a autorização
O ponto central, neste momento, é o pedido enviado ao MGI.
Sem esse sinal verde, o concurso não avança para as etapas práticas que transformam uma intenção em calendário, regras e inscrições.
Com a autorização, o INSS passa a poder formalizar a preparação do edital, definir a banca organizadora e consolidar o desenho da seleção
Esse detalhe pesa porque o anúncio do concurso vem acompanhado de números e de uma estratégia: preencher vagas em escala nacional e atacar um déficit de pessoal que interfere diretamente na capacidade de resposta do órgão.
Na prática, 2026 vira a janela em que o governo decide se a reposição será feita por uma seleção ampla, com milhares de vagas, ou se o plano fica travado na fase de pedido.
Outro ponto que chama atenção é a ordem das próximas decisões.
O próprio planejamento já aponta o que depende do aval: banca organizadora e edital.
Ou seja, o debate ainda está na fase institucional, antes de qualquer cronograma público.
Por isso, o tema “autorização” aparece como a peça que separa um concurso desejado de um concurso realmente colocado na rua.
Distribuição das vagas para nível médio e nível superior
O desenho apresentado pelo INSS separa as 8.500 vagas em dois blocos.
O maior deles mira o cargo de Técnico do Seguro Social, que exige nível médio, com 7 mil vagas.
O segundo bloco é para Analista do Seguro Social, função de nível superior, com 1,5 mil vagas.Play Video
Essa divisão mostra onde está o peso operacional do concurso.
O volume maior no nível médio indica prioridade na linha de frente e nos fluxos internos, enquanto o grupo de nível superior reforça funções que exigem formação específica.
É uma fotografia do que o instituto afirma precisar para recompor equipes, com vagas que miram tanto capilaridade quanto capacidade técnica.
Também é aqui que a escala nacional fica mais nítida.
As vagas são projetadas para todo o Brasil, o que amplia a complexidade de logística e de organização do certame em 2026.
Quando o plano fala em todas as regiões, ele aponta para um alcance que costuma atrair candidatos em massa, justamente por não concentrar as vagas em um único eixo.
Salários, benefícios e por que o concurso chama atenção
O teto informado para a remuneração inicial chega a R$ 10.371,31, somando vencimentos e benefícios, dentro da proposta de concurso planejada para 2026.
Esse patamar aparece como um dos motores de atratividade, especialmente para candidatos de nível superior.
Ao mesmo tempo, o INSS sinaliza que também haverá salários competitivos para nível médio, junto com estabilidade e plano de carreira.
Essa combinação ajuda a explicar por que um concurso com milhares de vagas, salários detalhados e distribuição nacional costuma concentrar atenção de candidatos em diferentes regiões do Brasil.
Na prática, os salários viram o dado mais comparável de forma imediata, porque o restante ainda depende do aval e do edital.
O quadro fica assim: o instituto detalha teto de remuneração, detalha o volume de vagas e detalha a divisão por nível, mas ainda espera a autorização para transformar isso em regras oficiais do concurso.
Déficit histórico de servidores e o impacto no atendimento
O próprio instituto classifica o concurso como estratégico para enfrentar um déficit que já ultrapassa 23 mil cargos vagos.
Quando um órgão federal opera com um vazio desse tamanho, cada aposentadoria, exoneração ou vacância aumenta a pressão sobre quem permanece, e a capacidade de atendimento tende a ficar mais limitada.
Por isso, o número de vagas não aparece isolado. As 8.500 vagas entram como uma tentativa de recomposição em bloco, com efeito potencial em escala nacional.
É nesse ponto que o INSS tenta alinhar a reposição de pessoal com a necessidade prática: mais gente trabalhando, mais capacidade de organizar demanda, mais fôlego para sustentar rotinas de atendimento e análise.
O contraste é direto: déficit acima de 23 mil, pedido de 8.500 vagas. Isso não zera o buraco, mas dá a medida do tamanho da reposição pretendida em 2026.
E é justamente essa diferença entre déficit e pedido que dá peso político e administrativo ao tema, porque evidencia que o instituto fala em recomposição significativa, mas ainda parcial.
CNU 2025 e o recorte de 300 vagas para Analista do Seguro Social
Enquanto o pedido de concurso para 2026 aguarda autorização, o INSS também aparece no Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025, com 300 vagas para Analista do Seguro Social.
A prova discursiva foi aplicada em dezembro de 2025, em 228 cidades, e os candidatos aguardam a divulgação da nota preliminar, prevista para 23 de janeiro de 2026, conforme o cronograma da banca Fundação Getulio Vargas (FGV).
Esse recorte funciona como termômetro de curto prazo, porque envolve vagas, banca e datas já definidas.
Ele também mostra um movimento em duas frentes: de um lado, um bloco de 300 vagas já inserido em um concurso que aconteceu; de outro, um pedido muito maior de vagas para 2026, ainda dependente de autorização.
Na prática, o cenário coloca dois volumes em perspectiva. O CNU 2025 leva 300 vagas para Analista.
O pedido de concurso do INSS para 2026 fala em 1,5 mil vagas para Analista e 7 mil vagas para Técnico, somando 8.500.
Isso ajuda a entender por que a autorização vira o ponto decisivo, já que o salto de escala é enorme.
Orçamento de 2026 e o ambiente para autorizações no Executivo
O debate sobre autorização também aparece amarrado ao contexto orçamentário.
A Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, enviada ao Congresso Nacional em agosto, prevê mais de 42 mil vagas no Poder Executivo federal.
Dentro desse pano de fundo, o pedido do INSS ganha um argumento adicional: existe uma previsão mais ampla de vagas no Executivo em 2026, o que reforça a expectativa de aval e, mais adiante, de nomeações.
Ainda assim, o ponto decisivo permanece o mesmo: sem autorização, o concurso não vira edital.
Com autorização, as peças se encaixam e o cronograma passa a depender de definições administrativas, como banca organizadora, regras e publicação do edital, mantendo o foco em 2026 como marco do planejamento.
O que fica claro é a combinação de escala e timing.
O instituto pede 8.500 vagas, o Executivo tem previsão mais ampla de vagas na PLOA, e o concurso do INSS mira 2026.
É um alinhamento de números que sustenta a expectativa interna citada: aval nas próximas semanas para permitir que o certame ganhe forma.
Perito Médico Federal até 2027 e convocações já realizadas
Em paralelo, há um outro dado que ajuda a compor o quadro de recomposição: o concurso para Perito Médico Federal segue válido até 2027 e já convocou 250 candidatos aprovados, conforme publicação no Diário Oficial da União.
Esse movimento mostra que parte da reposição ocorre por seleções já em andamento, mesmo enquanto o instituto estrutura uma proposta maior.
O efeito prático é um mosaico: de um lado, há um pedido de concurso amplo para 2026 com 8.500 vagas; de outro, há convocações dentro de um concurso vigente até 2027; e, no meio, existe a participação no CNU 2025, com vagas e cronograma já em execução.
No fim, o que define o tamanho real do concurso do INSS em 2026 é a autorização. Se o aval sair, a etapa seguinte tende a ser a corrida por edital, banca e calendário, com atenção especial aos salários, às vagas e à distribuição nacional.
Se você quer disputar essas vagas em 2026, acompanhe a autorização no MGI e, quando existir edital, confira requisitos, cargos, etapas e salários antes de montar um plano de estudos.



