A Taxa de Preservação Ambiental em Fernando de Noronha foi reajustada em 4,4% e passou a custar R$ 105,79 por dia. O novo valor entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e segue regra legal de atualização anual ligada ao IPCA.
Fernando de Noronha, um dos destinos mais disputados do turismo brasileiro, começou 2026 com custo maior para quem visita o arquipélago. A Taxa de Preservação Ambiental, conhecida como TPA, foi atualizada e agora parte de R$ 105,79 por dia de permanência, valor cobrado de turistas não residentes.
A mudança começou a valer na quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, e representa alta de 4,4% em relação ao valor anterior de R$ 101,33. Segundo informações divulgadas na imprensa local, o reajuste anual está previsto na legislação e usa como referência a variação acumulada do IPCA.
Na prática, a cobrança não funciona como um preço fixo de entrada, e sim como uma taxa progressiva ligada ao tempo de permanência. A lógica é desestimular estadias muito longas e, ao mesmo tempo, criar uma fonte de receita para manutenção das condições ambientais do arquipélago.
O tema volta ao centro do debate em um momento em que várias cidades turísticas brasileiras discutem modelos parecidos de cobrança para lidar com pressão sobre praias, trilhas, saneamento e resíduos. Em Noronha, a tabela oficial atualizada já está disponível no portal do distrito.
Reajuste da taxa ambiental em Fernando de Noronha eleva o custo diário do turista
O novo valor da TPA passou para R$ 105,79 por dia, e a atualização entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026. A própria tabela pública do distrito mostra a nova base e os valores totais conforme o número de dias.
O reajuste foi de 4,4% e substitui a tarifa anterior de R$ 101,33. A atualização automática anual com base no IPCA também é citada como fundamento para a mudança.
Como a cobrança é individual, famílias e grupos sentem o impacto de forma multiplicada, sobretudo em alta temporada. A diferença de alguns reais por dia pode virar dezenas ou centenas de reais no orçamento final, dependendo do tempo de viagem e do número de visitantes.
Como funciona a TPA e por que ela existe desde 1989
A Taxa de Preservação Ambiental foi instituída pela Lei nº 10.403 de 29 de dezembro de 1989 e, desde então, passou por atualizações legais. O portal oficial explica que a cobrança é voltada a pessoas não residentes ou domiciliadas em Noronha em visita turística e é calculada em razão dos dias de permanência.
De acordo com o mesmo portal, o objetivo é preservar as condições ambientais e organizar o impacto do turismo sobre um território pequeno e sensível. Na prática, a taxa funciona como um instrumento de gestão, combinando arrecadação com um efeito de moderação do fluxo de visitantes.
Tabela progressiva da TPA mostra quanto custa ficar 7 ou 30 dias e como pagar sem dor de cabeça
Na tabela oficial de 2026, sete dias de permanência somam R$ 672,85. Para 30 dias, o total chega a R$ 7.460,56, o que evidencia o peso da progressividade no custo final.
O próprio distrito informa que a cobrança pode ser paga antes do embarque, pela internet, com cartão de crédito ou boleto, ou ainda no desembarque e no retorno ao continente em situações específicas. A recomendação é antecipar o pagamento para agilizar a entrada na ilha.
Há uma regra prática importante para quem muda a viagem na última hora. Se o visitante prolongar a estadia, precisa renovar o período e quitar os dias adicionais dentro do prazo, para evitar problemas no balcão da taxa.
O sistema também alerta para penalidades em casos de permanência além do período inicialmente previsto sem a devida autorização. O portal oficial menciona que dias excedentes podem ser cobrados em dobro em determinadas situações previstas na legislação.
Outro ponto citado pelo distrito é o meio de pagamento para quem tem cartão emitido fora do Brasil. Nesses casos, a orientação é quitar a taxa diretamente no balcão do aeroporto de Fernando de Noronha.Play Video
Taxas ambientais no turismo avançam pelo Brasil e geram debate sobre elitização
A cobrança em Noronha costuma ser comparada a modelos adotados por outras cidades turísticas, com formatos diferentes. Ubatuba, no litoral norte paulista, mantém uma Taxa de Preservação Ambiental ligada à gestão de impactos ambientais, conforme o portal oficial do município.
São Sebastião também tem iniciativa de taxa ligada ao ingresso de veículos para fins turísticos e destinação para ações de limpeza, resíduos e conservação, segundo a página oficial da prefeitura.
Ao mesmo tempo, a discussão costuma virar polêmica quando a cobrança surge perto da alta temporada. Em Ilhabela, por exemplo, a implantação de cobrança prevista para dezembro de 2025 foi suspensa por determinação do Tribunal de Contas, segundo reportagens publicadas na época.
Ingresso do Parque Nacional Marinho também foi reajustado e entra na conta do visitante
Além da TPA, há o ingresso para acessar áreas do Parque Nacional Marinho, administrado pelo ICMBio. A página oficial do parque informa que, com base em portaria do instituto, o ingresso custa R$ 384 para o público geral e R$ 192 para brasileiros, com validade de 10 dias.
Reportagens sobre o tema registraram que o reajuste do ingresso foi de 2,9% e passou a valer em 1º de novembro de 2025, associado ao IGP-M como indexador usado na atualização anual.
Na prática, o viajante precisa separar duas despesas diferentes para planejar a viagem. A TPA é diária e depende do tempo total na ilha, enquanto o ingresso do parque é um valor único com prazo de uso, e a combinação dos dois pode alterar bastante o orçamento final.
FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS



