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Minas Gerais agora é elite, igual França e Itália: Queijos Canastra, do Serro e a Cachaça de Salinas, entram na lista de Indicação Geográfica da União Europeia com proteção contra imitações

Em Minas Gerais, queijos Canastra e do Serro e a Cachaça de Salinas receberam reconhecimento de Indicação Geográfica da União Europeia com aprovação em 9 de janeiro para proteger a origem no mercado europeu e elevar o valor percebido.

Produtos que fazem parte da rotina e da identidade de Minas Gerais acabam de ganhar um selo que muda o jogo fora do Brasil. Os queijos Canastra e do Serro, além da Cachaça de Salinas, passaram a integrar a lista de Indicações Geográficas protegidas pela União Europeia.

A aprovação foi anunciada em 9 de janeiro, dentro do acordo entre Mercosul e União Europeia. Na prática, esse reconhecimento internacional coloca os produtos mineiros em um grupo seleto, onde a origem e o método de produção valem tanto quanto o sabor.

O detalhe que mais chamou atenção é o contraste: itens tradicionais, ligados ao território e ao modo artesanal, agora passam a ter proteção formal em um dos mercados mais exigentes do mundo.

O reconhecimento europeu colocou produtos mineiros ao lado de nomes famosos da gastronomia mundial

Com a nova proteção, os queijos Canastra e do Serro e a Cachaça de Salinas passam a dividir espaço com referências tradicionais reconhecidas no mundo inteiro.

Entre os exemplos citados estão o Roquefort, da França, e o Gorgonzola, da Itália. O ponto em comum não é apenas o paladar, mas o vínculo com o território, o modo de produção e a origem como parte do valor do produto.

Esse tipo de lista costuma funcionar como um “sinal” para o consumidor: quando a origem é garantida, a percepção de qualidade ganha força.

A proteção vale no mercado europeu e restringe o uso do nome a quem produz na região correta

O que muda, na prática, é objetivo: apenas produtos realmente feitos nas regiões da Canastra, do Serro e de Salinas poderão usar esses nomes no mercado europeu.

Além do local, entra a exigência do método. O uso do nome fica vinculado a regras específicas e a práticas tradicionais de produção.

Com a assinatura oficial do acordo prevista para 17 de janeiro, no Paraguai, qualquer tentativa de imitação ou uso indevido tende a ser barrada. Isso atinge diretamente quem tenta vender algo parecido usando o mesmo nome, mesmo sem ter origem real.

O impacto direto é proteção para produtores locais e redução da concorrência desleal

Para quem produz em Minas Gerais, o efeito imediato é o reforço da autenticidade. A Indicação Geográfica funciona como uma camada de proteção que favorece os produtores locais e dificulta a concorrência desleal.

Na prática, o cenário aponta para uma fase mais estruturada de valorização de marca, com o nome protegido e com mais controle sobre como ele pode ser usado fora do Brasil.

Esse tipo de reconhecimento também pressiona pela manutenção de padrões produtivos, já que a reputação passa a depender da consistência e do cuidado com a qualidade.

A Indicação Geográfica abre caminho para sair da lógica de commodity e vender como produto de origem

O reconhecimento não se limita à proteção legal. A Indicação Geográfica também ajuda a reposicionar esses itens como produtos de origem, com história, método e território bem definidos.

Isso cria espaço para acessar mercados mais exigentes e trabalhar com maior valor agregado, especialmente na Europa. O que parecia apenas um produto do dia a dia ganha uma camada extra de diferenciação.

O peso da origem tende a influenciar diretamente a percepção de qualidade, como já acontece com queijos e bebidas tradicionais de outros países. Não é só vender mais, é vender melhor, com reconhecimento e diferenciação.

Minas Gerais entra com mais força no radar da gastronomia global e pode abrir oportunidades para pequenos produtores

A entrada nesse grupo restrito de Indicações Geográficas reforça Minas Gerais no mapa internacional da gastronomia e amplia a vitrine para pequenos e médios produtores.

A proteção do nome também estimula a continuidade de padrões e cuidados com a produção, um ponto essencial para sustentar o reconhecimento no longo prazo.

O resultado surpreende porque transforma tradição local em valor internacional, com regras claras, proteção de origem e mais espaço para competir em mercados que valorizam autenticidade.

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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