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Cadela abandonada é morta após denúncia controversa e caso revolta moradores em Queluzito; ativistas pedem punição; veja vídeo

Uma ocorrência envolvendo uma cadela mestiça de pitbull provocou indignação e mobilizou defensores da causa animal na cidade de Queluzito, em Minas Gerais. O animal, descrito como dócil por profissionais e moradores, foi morto após uma sequência de eventos iniciada no dia 14 de janeiro. Na data, a cadela foi encontrada abandonada em uma estrada da zona rural e recolhida por funcionários da Prefeitura de Queluzito. No dia 22, o animal passou por procedimento de castração. Segundo a equipe de veterinários, chamou atenção a docilidade da cadela durante todo o atendimento.

Após a cirurgia, o animal ficou na rua em frente à casa de um morador que se voluntariou a cuidar dela temporariamente, devido à falta de vagas em abrigos municipais, que estão superlotados por conta do abandono de animais. No entanto, o fato de ela ser mestiça de pitbull provocou desconforto em algumas pessoas.

Na manhã de ontem (25) circulou um vídeo em que a cadela aparece pulando e interagindo com moradores da casa onde era alimentada. Segundo testemunhas, ela estava brincando e chamando atenção após ter acabado de receber comida, sem apresentar sinais de agressividade. O caso tomou proporções mais graves quando um homem alegou ter sido avançado pela cadela — porém, até o momento, não há registro de mordidas ou ferimentos. Ele e outro indivíduo teriam passado a agredir o animal. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar, encontrou a cadela debilitada. Apesar dos pedidos da mãe do cuidador voluntário para que esperassem a chegada do filho, que buscaria atendimento veterinário, a cadela acabou sendo alvejada por um disparo de um policial e morreu no local.

A denúncia foi feitas nas redes sociais pela ativista, Carla Sassi, e Presidente  Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD). Segundo ela, Polícia Civil já instaurou procedimentos para investigar o caso. O corpo da cadela foi encaminhado para necrópsia, que deve esclarecer as causas exatas da morte e embasar possíveis responsabilizações. Instituições e voluntários da causa animal afirmam que buscam que todos os envolvidos sejam identificados e responsabilizados. Ativistas reforçam que não defendem a permanência de animais na rua, mas que casos de maus-tratos não podem ser tratados com naturalidade ou impunidade.

“A violência se tornou algo comum, diversão, solução…Não eram “apenas cães”. Eram vidas! E que na sua inocência confiaram cegamente em seus algozes.O que estes criminosos fizeram é um desrespeito a vida! E conforme comprovado com a Teoria do Elo, as chances de repetirem com pessoas é certa. Não temos palavras para descrever o repúdio e indignação.
A causa animal está de luto”, afirmaram os voluntários do grupo”, Patas e Tampas, ligada a causa animal.

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