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Vale paralisa unidades após suspensão de alvarás por extravasamentos em MG

Vale suspendeu as operações nas unidades de Fábrica e Viga, localizadas em Ouro Preto e Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. A decisão foi tomada após a mineradora ser notificada pela Prefeitura de Congonhas sobre a determinação de suspender os alvarás de funcionamento da empresa. A notificação e a paralisação das atividades ocorreram nesta segunda-feira (26).Play Video

A Prefeitura de Congonhas determinou a suspensão dos alvarás após dois episódios de extravasamento em estruturas da mineradora. O primeiro caso ocorreu durante a madrugada de domingo (25), na mina de Fábrica, em Ouro Preto. O líquido atingiu as dependências da CSN Mineração. Horas depois, um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado na mina Viga, localizada entre as regiões da Plataforma e do Esmeril, em Congonhas.

Em nota, a Vale destacou que adotou “medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental” após os incidentes. “A Vale reitera seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações, e esclarece que suas barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, monitoradas 24 horas por dia, sete dias por semana”, disse a empresa.

A mineradora afirmou ainda que tem colaborado com as autoridades competentes, prestando os esclarecimentos necessários. “A companhia reforça que seus guidances seguem inalterados, conforme divulgados no Formulário de Referência”, acrescentou.

Danos ambientais

Como informado pela Itatiaia,o Governo de Minas Gerais afirmou que autuará a Vale por danos causados e demora na comunicação dos extravasamentos registrados em duas minas entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais.

As autuações são baseadas nos artigos 112 e 116 do Decreto nº 47.383/2018, que “estabelece normas para licenciamento ambiental, típica e classifica infrações às normas de proteção ao meio ambiente”. Segundo o governo, foram identificados danos ambientais “decorrentes do carreamento de sedimentos e assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão”.

De acordo com o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), o município teve impactos ambientais por causa dos extravasamentos. o Rio Goiabeiras foi atingido e há perspectiva de que o Rio Maranhão também seja.

“Foram mais de 200 mil metros cúbicos de água que saíram lavando todo tipo de minério, de materiais ao longo do caminho, alcançando então o nosso Rio Goiabeiras, com perspectiva de alcançar o Rio Maranhão”, disse.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas, João Luís Lobo, classificou a demora da Vale ao informar sobre as ocorrências como “omissão”.

“Sete anos após o rompimento em Brumadinho, a empresa, a Vale, omitindo informações muito importantes. Para nós agirmos de forma rápida, tem que chegar rápido para nós. E isso não aconteceu por duas vezes no mesmo dia”, disse.

  • Veja a nota da Vale

“Em continuidade aos comunicados ao mercado realizados hoje, a Vale informa que recebeu ofício da Prefeitura Municipal de Congonhas, por meio do qual foram determinadas a suspensão de alvarás de funcionamento das atividades da Vale atreladas às referidas permissões nas unidades de Fábrica e Viga, bem como a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela Companhia.

A Vale reitera seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações, esclarecendo que suas barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A Companhia suspendeu operações nas unidades mencionadas e irá se manifestar tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários. A Companhia reforça que seus guidances seguem inalterados, conforme divulgados no Formulário de Referência da Companhia”.

ONTE: Itatiai

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