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Visando formar chapa única da direita, Novo pode buscar outro Vice para Mateus Simões

Quando o Vice Governador Mateus Simões filiou-se ao PSD, Gilberto Kassab vislumbrava formar uma chapa de centro direita nacional repetindo o mesmo em Minas Gerais. Para tal ele buscava unir PSD, Novo e Republicanos além de outros partidos de centro direita como União Brasil e Progressistas com o intuito de formar uma frente de direita em torno do Governador paulista a ponto de isolar o PL e o bolsonarismo, não lhe restando outra alternativa a não ser apoiar esta chapa de centro direita.

Faltou combinar com Jair Bolsonaro, que visando manter seu capital político (na pior das hipóteses, continuar a ser a principal força de oposição no país), indicou seu filho, o Senador Flávio Bolsonaro, como pré candidato do PL Presidência da República. Esta decisão afetou várias articulações regionais, principalmente em Minas Gerais, onde então Presidente, sentiu falta de um palanque forte nas eleições de 2022.

Com Tarcísio de Freitas candidato e Zema de Vice, o PSD não lançaria um nome para Presidente e apoiaria esta chapa. Em troca receberia o apoio às candidaturas dos atuais Vices Governadores de São Paulo, Felício Ramuth e de Minas Gerais, Mateus Simões. Caberia ao PL indicar nomes ao Senado, que sem um candidato à Presidente do partido, apostaria na eleição de pelo menos um Senador por unidade federativa.

Com a decisão do Governador paulista em concorrer à reeleição, Gilberto Kassab reuniu três Governadores que pretendem concorrer à Presidência da República, enquanto o Novo tem como pré candidato a Presidente, o Governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

A chapa articulada por Kassab e Zema em Minas, contemplava o PSD com a candidatura ao Governo, o Novo com a Vice, Federação União Progressista Brasileira (que será comandada por aliados do Senador Rodrigo Pacheco) e o PL com as duas vagas para o Senado. Como essa coligação deixaria o PL sem um candidato ao Governo Estadual para compor uma chapa majoritária onde PSD e Novo podem lançar seus candidatos à Presidência ou formarem uma chapa nacional, a direção estadual do partido repensou sua estratégia visando lançar um nome para servir de palanque para a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Como o projeto político do Deputado Federal Nikolas Ferreira é continuar em Brasília se tornando uma liderança nacional, como também contribuir para a manutenção/ aumento da bancada do PL na Câmara dos Deputados, o partido pode apoiar a candidatura de Cleitinho ao Governo, pelo Republicanos com apoio do PL, ou pelo próprio PL.

Tentando evitar uma candidatura de Cleitinho ou o apoio a outra candidatura que não seja a governista, o Novo pode rever sua estratégia de lançar Gleidson Azevedo, atual Prefeito de Divinópolis e irmão do Senador, à Câmara dos Deputados e indicá-lo para vice de Mateus Simões com o intuito de manter o apoio de Cleitinho a chapa governista, trazendo o PL e o Republicanos novamente para a chapa.

Para que isso ocorra, é necessário primeiro convencer o Senador a não concorrer ao Governo e seu irmão deixar a Prefeitura de Divinópolis para compor a chapa. Podendo concorrer pelo ao Governo pelo PL com o apoio do mesmo.

A missão de Romeu Zema e Gilberto Kassab vai além de Minas Gerais, pois em outros Estados onde estavam sendo articuladas chapas contemplando Novo, PSD e PL estão sendo revistas devido ao fato de os três partidos terem seus próprios pré candidatos à Presidência da República, o que pode ser decidido somente no período das convenções entre julho e agosto.

Antes disso com o encerramento da janela e fim do prazo para prefeitos e governadores se desincompatibilizarem para estarem aptos a concorrer em outubro se encerrar em abril, o cenário político estará mais claro a partir da segunda semana de abril.

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