Para continuar a se comunicar com a comunidade de fé, os quatro sinos da torre esquerda da Catedral da Sé, em Mariana (MG), estão sendo restaurados. O processo iniciou-se dia 10 de fevereiro com previsão de término de uma semana, quando ele voltará a soar com mais segurança. O representante da empresa M.C. Santos Restauração, Manutenção e Instalação de Equipamentos ME, Manoel Cosme dos Santos, mais conhecido como Manoel dos Sinos, destacou vários problemas na estrutura, como: desnivelamento e desbalanceamento; os contrabens soltos (partes internas que se movem com o sino); os badalos (martelos que batem no sino) sem manutenção e, em alguns casos, até mesmo, presos por cordas.

Manoel ressaltou que ele e sua equipe farão o nivelamento e balanceamento; lubrificação e limpeza geral, fixação dos badalos com couro, substituindo as cordas; instalação de cabos de aço de segurança para os badalos, para evitar quedas, substituição dos badalos em dois dos sinos e a pintura.
Com mais de 50 anos de experiência nesta área de restauração de sinos e relógios, Manoel salientou ainda que os sinos “são a voz de Deus, são instrumentos musicais” e que estão em uma “excelente missão”.
“Agora a gente está consertando tudo e deixando os sinos como deveriam ser tocados, de acordo com as celebrações da igreja”, salientou.

O Reitor da Catedral da Sé, Pe. Geraldo Dias Buziani, frisou a importância fundamental da restauração dos sinos, abordando tanto aspectos litúrgicos e teológicos, quanto culturais e patrimoniais.
Ele explicou que os sinos possuem um papel vital no espaço litúrgico, simbolizando a natureza da assembleia que se reúne em oração.
Para o Reitor, os sinos são considerados a “voz de Deus que chama” e, simultaneamente, a “voz da Assembleia que responde a Deus”, expressando alegria em toques festivos ou luto em toques fúnebres, conforme a celebração da comunidade.
“Então, daí nasce a obrigação nossa e o dever de cuidar destes objetos, restaurá-los e manter o seu uso, seja pelo ponto de vista da liturgia, da teologia, seja do ponto de vista do patrimônio cultural e da preservação”, frisou Pe. Geraldo.

Esse restauro foi possível através do diálogo e dos esforços implementados entre a Arquidiocese de Mariana e o Poder Público local, que deliberou, aproximadamente 60 mil reais, do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compat) do município de Mariana.
Texto e fotos: Dacom/Arquidiocese de Mariana





