Modelo segue obrigatório em situações específicas, enquanto troca automática para toda a frota continua descartada pelas normas federais.
O Detran confirmou em fevereiro de 2026 que a placa Mercosul permanece como padrão oficial no Brasil, conforme regras consolidadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) desde 2020. No entanto, ao contrário de informações que circulam nas redes, não existe prazo nacional para substituição automática das placas antigas. Portanto, veículos com o modelo anterior continuam circulando legalmente, desde que não estejam enquadrados nas hipóteses obrigatórias previstas na legislação.
Desde a implementação nacional, oficializada pelo antigo Denatran em janeiro de 2020, o novo sistema passou a conviver com o padrão anterior. Assim, segundo os Detrans estaduais, a troca ocorre apenas quando há alteração relevante no registro do veículo. Dessa forma, a regra busca garantir padronização sem impor substituição massiva e desnecessária.
O que é a placa Mercosul e por que ela foi adotada
Primeiramente, a placa Mercosul foi criada para unificar a identificação veicular entre países do Mercado Comum do Sul. No Brasil, o modelo apresenta fundo branco, faixa azul superior com o nome do país e símbolo do bloco, além de combinação alfanumérica ampliada. Consequentemente, o sistema aumentou a capacidade de registros e facilitou a leitura automatizada por equipamentos de fiscalização.
Além disso, o padrão incorporou QR Code, marcas de autenticação e tipografia específica, integrados aos bancos oficiais de dados. Conforme normas do Contran, esses elementos fortalecem a rastreabilidade e contribuem para reduzir fraudes, clonagens e adulterações, sem alterar número de chassi ou cadastro original.
Quando a troca da placa Mercosul é obrigatória em 2026
Atualmente, segundo regulamentação federal vigente até 2026, a substituição não é exigida apenas pelo tempo de uso. Contudo, torna-se obrigatória nas seguintes situações:
• Primeiro emplacamento: veículos zero quilômetro devem sair da concessionária já com placa Mercosul.
• Transferência de propriedade: na compra e venda, o registro é atualizado conforme regras estaduais.
• Mudança de município ou estado: pode exigir novo padrão, dependendo da regulamentação local.
• Perda, furto ou dano: se a placa estiver ilegível ou danificada, a substituição é obrigatória.
• Alteração de categoria ou características: mudanças estruturais registradas podem exigir novo conjunto.
Assim, cada Detran estadual define procedimentos operacionais, embora todos sigam diretrizes federais.
Benefícios para fiscalização e segurança
Com a padronização, a fiscalização ganhou maior integração entre estados e países do bloco. Além disso, a leitura automatizada conectada a sistemas de câmeras permite identificar veículos irregulares ou com registro de roubo com mais agilidade.
Paralelamente, empresas de seguro, pedágios automáticos e gestores de frota se beneficiam da identificação padronizada. Inclusive, os elementos antirreflexo melhoram a visualização em diferentes condições de luminosidade. Confira um vídeo do Detran-ES, com mais de 71 mil seguidores no Instagram, sobre a placa Mercosul no Brasil
Como funciona o processo de troca
Quando o veículo se enquadra nas hipóteses obrigatórias, o procedimento deve ser iniciado junto ao Detran ou por despachante credenciado. Antes de tudo, é essencial verificar pendências como IPVA, multas ou licenciamento vencido, pois débitos podem impedir a emissão. Confira em seguida um vídeo do Detran-ES, com mais de 71 mil seguidores no Instagram, sobre a placa Mercosul no Brasil:
Em seguida, o proprietário reúne a documentação, solicita o serviço pelos canais oficiais e realiza o pagamento das taxas estaduais. Posteriormente, escolhe uma estampadora credenciada para confeccionar e fixar corretamente as placas dianteira e traseira.
É possível personalizar a combinação da placa?
Em alguns estados, conforme regulamentação válida em 2026, é possível solicitar combinação específica no primeiro emplacamento, mediante disponibilidade e pagamento de taxa adicional. Entretanto, para veículos já registrados, a alteração apenas por preferência estética geralmente não é autorizada, pois compromete o histórico da frota.
Dessa forma, os órgãos de trânsito recomendam acompanhar atualizações do Detran estadual, manter a placa legível e garantir conformidade com as normas vigentes.
Diante desse cenário regulatório consolidado desde 2020 e mantido em 2026, você acredita que o modelo atual da placa Mercosul atende plenamente às necessidades de segurança e fiscalização ou o Brasil deveria avançar para uma substituição total da frota?






