Até o fim do ano, Mateus Simões, mesmo com um baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto, esbanjava confiança em sua pré candidatura ao Governo do Estado. Com uma chapa formada pelo PSD, que tinha como pré candidato Rodrigo Pacheco; Novo, partido pelo qual foi eleito Vereador em 2016 e Vice Governador em 2018; a Federação União Progressista Brasileira, através dos Presidentes Pinheirinho do PP e Marcelo Freitas do União Brasil; a Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade, comandada por Fred Costa; Podemos, DC e Mobiliza, partidos ligados ao Secretário Estadual de Governo e pré candidato ao Senado, Marcelo Aro. Para ele, Republicanos e PL, mesmo com pré candidatos ao Governo melhor posicionados nas pesquisas de intenção de votos seria questão de tempo. Enquanto buscava unificar a direita, Lula encontrava dificuldade em convencer Rodrigo Pacheco a concorrer ao Governo, enquanto o mesmo chegou a pensar em abandonar a vida política.
Em 2026, o cenário começa a mudar. A pré candidatura de Flávio Bolsonaro Presidência da República precisa de um palanque forte em Minas, o que pode levar a uma união entre Republicanos e PL no Estado, com cada partido indicando um nome para a chapa governista e uma das vagas do Senado cada.
Além disso, o União Brasil e consequentemente a Federação União Progressista Brasileira, mudaram de comando passando para as mãos de aliados de Rodrigo Pacheco, que independente de concorrer ou não em 2026, vem articulando uma chapa para derrotar a chapa governista.
Visando formar uma chapa com partidos mais ao centro, a filiação ao União Brasil ficou em dúvida devido a uma conversa para retornar ao MDB, partido que foi aliado do PT entre 2023 e 2018 e com menos resistência em uma aliança com o PT e apoio ao Presidente Lula.
O MDB tem como pré candidato ao Governo, o ex Presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, que recebeu apoio de Rodrigo Pacheco em 2024 quando disputou a eleição para Prefeitura de Belo Horizonte.
A filiação de Rodrigo Pacheco é articulada justamente por Gabriel Azevedo junto com Newton Cardoso Júnior e Baleia Rossi, não com vistas para concorrer ao Governo Estadual, mas para uma articulação estadual ligada a nacional, para não repetir o erro de 2018, quando desistiu de sua candidatura ao Governo, um dia após a convenção devido a um acordo nacional entre PSDB e DEM, seu partido na época.
Como Minas Gerais é o Estado que decide as eleições, Romeu Zema, mesmo afirmando que vai concorrer à Presidência da República é visto como um bom vice para Flávio Bolsonaro. Não querendo ficar para trás na corrida eleitoral, Lula, que pensou em buscar um vice do MDB, devido sua abrangência no país, pode estar articulando a ida de Rodrigo Pacheco para o partido, não para ser candidato ao Governo, como tem dito, mas sim para compor sua chapa nacional.
Com 16 diretórios contrários a aliança e 11 a favor, a corrente a favor apresentou três opções de vice para Lula: a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, que concorreu à Presidência da República em 2022, terminando em terceiro lugar; o Senador e Ministro dos Transportes, Renan Filho e o Governador do Pará, Helder Barbalho.
Assim como MDB, União Brasil, Progressistas, Republicanos e PSD, partidos do “centrão” focam mais em formação de bancadas na Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, para independente de quem seja Presidente ou Governador, tenham força suficiente no Legislativo para influenciar o Governo.
Se com a popularidade em alta em 2010, Lula não conseguiu escolher o Vice de Dilma Rousseff , teve que ceder palanque para o partido em alguns Estados e ainda aceitar que alguns diretórios estaduais se unissem a oposição, não será agora em 2026, que num cenário bem mais adverso do que em 2010, que o Presidente Lula vai conseguir o apoio formal do MDB e escolher o nome do partido que vai compor a chapa, ainda mais um nome escolhido por ele.
A filiação de Rodrigo Pacheco, antes dada como certa no União Brasil, agora cogitada no MDB pode estar mais ligada ao cenário nacional, onde o Senador, caso seja o candidato de Lula ao Governo de Minas, esteja em um partido que não possa estar em uma chapa diferente da chapa nacional do Presidente





