A Americanas reduziu sua rede de lojas após a recuperação judicial, com fechamentos relevantes em 2025, mudanças em pontos tradicionais e impactos em base de clientes e empregos, em um processo acompanhado por credores, mercado e órgãos reguladores.
Fechamento de lojas da Americanas em 2025
A Americanas encolheu sua rede e terminou 2025 com 1.470 unidades em operação, após fechar 193 pontos de venda ao longo do ano, de acordo com números divulgados em coberturas baseadas em informações do acompanhamento da recuperação judicial.
A companhia entrou com o pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023, depois de revelar inconsistências contábeis que levaram a uma reestruturação ampla do negócio.
Na data do pedido, a empresa informava ter 1.880 lojas abertas.
Em dezembro de 2024, eram 1.663.
Já em dezembro de 2025, o total passou a 1.470, uma redução de 11,6% em 12 meses, conforme os mesmos levantamentos.
O caso ganhou dimensão pública em 11 de janeiro de 2023, quando a Americanas comunicou ao mercado a existência de inconsistências contábeis bilionárias.
Na sequência, o processo avançou para a recuperação judicial e passou a ser acompanhado por administradores judiciais e por órgãos de fiscalização, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Recuperação judicial e plano de transformação da Americanas
A empresa tem apresentado o fechamento de lojas como parte de um redesenho do negócio, com foco em otimizar a operação e ajustar a experiência de compra ao comportamento do consumidor.
Em comunicados citados por reportagens que acompanham a reestruturação, a Americanas descreveu esse movimento dentro de um “plano de transformação”.
Ao longo de 2025, coberturas de mercado também registraram uma desaceleração do ritmo de cortes no fim do ano.
Ainda assim, o resultado consolidou um varejo menor do que o visto no início do processo, com impactos diretos na presença física da companhia em diferentes cidades.
Shopping Iguatemi: fechamento de loja da Americanas em São Paulo
Entre as baixas, a saída da unidade do Shopping Iguatemi, na capital paulista, foi apontada em reportagens como um dos fechamentos mais simbólicos do período.
O encerramento, segundo o noticiário, ocorreu após um impasse que se arrastava desde 2023 e que envolvia negociações entre a varejista e o centro de compras.
Relatos publicados na imprensa também descreveram sinais de retração na operação da loja antes do fechamento, como redução de sortimento e prateleiras com menos produtos.
Por se tratar de um endereço de alta visibilidade, a desativação passou a ser citada como um indicador do redimensionamento da rede em 2025.
Duque de Caxias: venda de loja e troca de operação
A reorganização da operação incluiu a venda de ao menos um ponto comercial, de acordo com reportagens.
Uma unidade localizada na Avenida Nilo Peçanha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi vendida para a rede de supermercados Guanabara, que deve operar no endereço.
Notícias sobre o caso informaram que a transação foi comunicada ao Cade.
A mudança também foi citada como exemplo de como espaços antes usados por varejo de departamentos podem passar a ser ocupados por outros formatos de consumo, a depender do perfil do entorno e das estratégias das empresas envolvidas.
Queda de clientes ativos e reflexos na operação
Em paralelo à redução de lojas, reportagens que analisaram relatórios do período registraram queda na base de clientes ativos.
Segundo esses dados, a Americanas encerrou dezembro de 2025 com 40,8 milhões de clientes ativos, após uma sequência de recuos ao longo do ano.
As mesmas informações mencionam que esse patamar ficou abaixo de um pico indicado para abril de 2024.
A companhia, por sua vez, tem atribuído a evolução dos indicadores ao processo de reestruturação e a ajustes operacionais adotados desde a recuperação judicial.
Demissões na Americanas: cortes de pessoal desde 2023
O enxugamento também atingiu o quadro de funcionários, com números reportados em momentos diferentes e repercutidos pela imprensa.
Em julho de 2023, a Americanas informou ter desligado 1.404 funcionários em uma semana e, naquele período, apontou um total de 35.741 empregados, segundo reportagem da CNN Brasil baseada em documento do processo.
Mais adiante, em dezembro de 2023, reportagens baseadas em informações atribuídas à Reuters registraram 5.526 desligamentos na semana de 27 de novembro a 3 de dezembro.
Nesse mesmo recorte, foi informado que a empresa havia encerrado o intervalo com 33.861 trabalhadores.
Relatórios mensais de atividades da administração judicial também passaram a detalhar o quadro de pessoal.
Um documento com data-base de 31 de janeiro de 2024 indicou 32.296 empregados sob regime CLT, considerando Americanas S.A. e ST Importações.
Com base nesses relatórios, parte do noticiário consolidou um total de 10.435 desligamentos entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2024.
Os números variam conforme o recorte temporal de cada atualização e o conjunto de empresas incluído em cada relatório.
CVM e novos inquéritos sobre o caso Americanas
A reestruturação ocorre sob acompanhamento contínuo.
Em janeiro de 2026, a CVM informou a instauração de novos inquéritos relacionados ao caso, segundo comunicação pública do órgão regulador.
Enquanto isso, a recuperação judicial segue com relatórios periódicos e atualizações apresentadas ao juízo.
No varejo, as mudanças mais visíveis para o consumidor continuam sendo o fechamento de unidades, a substituição de lojas por outras bandeiras em determinados endereços e a oscilação de indicadores operacionais divulgados ao longo do processo.
Reestruturação e sinais recentes reportados ao mercado
A execução do plano avançou após a homologação judicial em fevereiro de 2024, marco que formalizou a etapa de implementação das medidas previstas no processo.
Desde então, reportagens de mercado e atualizações do acompanhamento da recuperação judicial passaram a indicar movimentos de reorganização operacional, como a revisão do portfólio de lojas e ajustes de eficiência.
Coberturas recentes também registraram melhora em indicadores de liquidez divulgados pela companhia em relatórios do período, ainda que a base de clientes tenha mostrado retração ao longo de 2025.
FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS




