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Futuro político de Glaycon Franco: expectativa de assumir como Deputado Federal e novo partido

Eleito Vereador no ano 2000 pelo PP, migrou para o PSDB e depois para o PL, partido pelo qual foi reeleito em 2004 como o mais votado daquela eleição e até então da história do município. Durante seu segundo mandato mudou para o PRTB com vistas para concorrer a Deputado Estadual em 2006 e depois para o MDB, partido pelo qual concorreu à Prefeitura em 2008.

Sem mandato eletivo, retornou ao PRTB para concorrer novamente a Deputado Estadual em 2010 conquistando a primeira suplência e chegando a ALMG em 2012. Em 2013, filiou no PTN (atual Podemos), partido pelo qual foi eleito Deputado Estadual em 2014. Com a PEC da janela partidária de 2016, transferiu para o PV, partido pelo qual foi reeleito Deputado Estadual em 2018 e concorreu a Deputado Federal em 2022.

Nos últimos três anos ficou na expectativa de assumir a vaga, primeiro com a escolha de um Deputado Federal do PT para um Ministério, depois com um eventual afastamento de outro por problemas de saúde, o que acabou não se concretizando.

Com as eleições municipais, onde quatro dos 10 titulares da Federação concorreram ao Executivo Municipal de suas respectivas cidades, a expectativa de assumir no meio da legislatura foram frustradas no primeiro turno da eleição, onde nenhum dos quatro conseguiu se eleger e consequentemente abrir a vaga na Câmara dos Deputados.

Em 2026, surge uma nova possibilidade de assumir a vaga de Deputado Federal, mesmo que seja por pouco tempo, pois vem atuando para retornar ao Legislativo Estadual em 2027. Independente de assumir ou não a vaga de Deputado Federal, tão importante quanto obter uma votação expressiva é escolher bem por qual partido vai concorrer ao cargo. Pois a depender da escolha este caminho pode se tornar mais curto ou mais longo.

Em 2006, quando concorreu pela primeira vez atingiu a marca de 22180 votos, o que lhe rendeu a segunda suplência de sua coligação. Essa votação foi superior à de dois Deputados eleitos diretamente, Carlin Moura pelo PC do B e Maria Luísa Mendonça pelo PMN, posteriormente substituída por Duarte Bechir.

Em 2010, chegou a primeira suplência com 24230 votos, 6946 votos a menos que o Fabiano Tolentino, terceiro entre os eleitos da coligação PTC/PRTB. Em 2014, quando concorreu pelo PTN atingiu a marca de 52525 votos, votação suficiente para elegê-lo em outros 17 partidos. Em 2018, quando concorreu pelo PV, obteve 60373 votos, o que lhe garantiria a reeleição independente do partido que estivesse filiado.

Já em 2022, ano que alcançou a primeira suplência na Federação PT/PV/PC do B, a qual já anunciou que vai deixar, alcançou a primeira suplência com 59818 votos, 12880 votos a menos que Ana Pimentel, a décima mais votada da federação com 72698 votos. Embora insuficiente para se eleger diretamente para a Câmara dos Deputados, foi uma votação expressiva a ponto de ser eleito caso viesse a concorrer por partidos de centro como Avante, PSD ou União Brasil.

Devido a seu capital político acumulado em quase vinte anos de disputas estaduais, Glycon Franco tende a se filiar a um partido de médio para grande porte. Considerando alianças políticas passadas e presentes, ele pode vir a concorrer pelo MDB ou pelo União Brasil, ligados a Rodrigo Pacheco, ou ao PSDB de Aécio Neves, que visa voltar ao protagonismo nos cenários estadual e nacional. Outras opções como PSD, Mobiliza e Avante, ficaram mais distantes devido ao fato destes partidos estarem juntos com o grupo governista que tende a apoiar Mateus Simões, que assume o Governo Estadual em março e vai buscar a recondução ao cargo.

Como estamos menos de dois meses do encerramento da janela partidária, algumas reviravoltas podem ocorrer e o destino do ex Deputado Estadual e suplente de Deputado Federal ser um partido diferente daqueles citados como seu possível destino.

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